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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O verdadeiro sentido do Natal.





Aproxima-se a Festa da Padroeira da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Aracoiaba-CE.
Vejamos as palavras do pároco Pe. Evando, na íntegra, tiradas do Blog da Paróquia:

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"Mais uma vez nossa paróquia vai dar um grande testemunho de solidariedade e de partilha. Aproxima-se a festa de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Aracoiaba. Nesta festa vamos exercitar nossa fé e devoção, rezando e meditando com as alegrias da Virgem Maria. Vamos também demonstrar nossa solidariedade e compromisso com a evangelização. Com a Festa da Padroeira damos início à Campanha de Natal pela Evangelização. Tudo o que for arrecadado durante a festa e no mês de dezembro será doado para a evangelização.
A igreja nos convoca a entrar nessa campanha pois a evangelização não pode parar. São muitos os irmãos e irmãs e esperam nossa ajuda. São muitas as comunidades pobres e desassistidas que necessitam de missionários. Sabemos que a colheita é grande e os operários são poucos. Mas cada um de nós pode contribuir com algo mais. Todos somos missionários e responsáveis pela missão evangelizadora da igreja. Esperamos neste ano de 2014 enviar uma contribuição maior que a do ano passado. Contamos com você."

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O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL

No dia 25 de dezembro, todos os anos comemoramos o Natal. Mas quase sempre passa-nos despercebido o verdadeiro sentido do Natal.

É muito comum as pessoas se reunirem para comemorarem o Natal, até mesmo quem nunca entendeu o que significa esta palavra, pois se trata de um momento de alegria, de estar com a família e de reunir os amigos. É um momento que para muitos significa uma oportunidade de confraternização, uma data qualquer no final calendário.
O comércio aproveita para vender a imagem do Natal e dobrar seus lucros...- (...) - "É uma época boa, dizem os comerciantes, para lucrar e vender mais, para recuperar os prejuízos"... Assim arrumam o Papai-Noel, que sai fazendo uma falsa propaganda, e em mome do lucro, atrai seus "filhos do comércio" para a idolatria do lucro e da gastança do Natal.

Esse velho barrigudo, com um gorro vermelho e um saco de ilusões, provoca em muitos a fome, a miséria, a sede de gastança para satisfazer o comércio.

Alguns dizem que o personagem do Papai-Noel está inspirado em um bispo católico da Idade Média, São Nicolau ou Santa Claus. Mas não é verdade! - Pois, São Nicolau, segundo sua história, fazia caridade quando recolhia dinheiro e repartia com as moças que não tinham dote para se casar. Ao contrário do Papai-Noel que virou personagem fictício  de exploração. Se inspirássemos na caridade de São Nicolau, com certeza, o mundo seria melhor. 


MAS QUAL É O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL?

A Revista "Brasil Cristão" - N. 16, Edição 185 - de Dezembro de 2012, nos traz o seguinte artigo escrito pelo Pe. Francisco Sehmen, scj:



O que é o Natal para você? - O que significa desejar Feliz Natal? Uma volta de Jesus ao mundo, às famílias? Você desejaria paz, alegria, vida nova, ou muitos presentes, festas banquetes, Papai Noel?


No passado, Papai Noel era sempre relacionado ao Menino Jesus. Nos dias atuais, infelizmente, andam separados. Sempre que o velhinho aparece, o Aniversariante é posto fora de cena. (Isto é Jesus o aversariante fica de fora de sua própria festa). Perdeu-se no tempo, a figura original do Papai Noel como mensageiro do Menino Jesus.

Agora  transformou-se num "Velho propaganda"   do consumismo.

Este  Papai Noel moderno só pensa numa coisa e só trabalha por uma causa: vender, vender e vender. E como hoje ele não tem dinheiro, só traz presentes para crianças de pais ricos.

Para as crianças pobres costuma levar só brinquedos usados. Alheio ao sofrimento dos outros, nunca é visto chorando, mas sempre sorridente. Não gosta muito de caminhar pelas favelas, nem de visitar as casas onde crianças não colocam os sapatinhos ao pé da cama, lá onde andam descalças e dormem no chão.


Onde ficou aquele velhinho de barbas brancas, faces iluminadas de carinho, sorriso e ainda mais abertos dos nossos tempos de criança, que vinha carregado de presentes para o Menino Jesus do Presépio? Onde está o Papai Noel que distribuía presentes a todos, à família da empregada que passava este dia da fraternidade conosco?


Era o Menino Jesus que repartia os presentes. Costume que ainda perdura em algumas famílias. Papai Noel traz os presentes e os entrega em nome do recém-nascido de Belém.


Revivia-se o pleno sentimento da profecia de Isaías: "Um menino nasceu entre nós" 


( Is 9, 5 ); Ele é o presente de Deus à humanidade, o motivo de nossa confraternização, manifestada na troca de presentes nesta Noite Feliz e de Paz.

Mas o Papai Noel dos tempos da internet não é mais aquele. Não sabe mais que um dia sua missão foi parecida com a de João Batista, o precursor. Ele "não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz" ( Jo 1, 27). João alertou com severa advertência, válida para hoje: "No meio de vós há alguém que não conheceis" ( Jo 1, 26).


A alegria do Natal seria mais completa se Papai Noel testemunhasse como João Batista, a respeito de Jesus: "É necessário que Ele cresça e eu diminua" ( Jo 3, 30 ).


A tradição do Papai Noel é ligada a São Nicolau ( ou Santa Claus) , bispo da Turquia entre os anos 280 e 345. Sua vida é cercada de lendas que o retratam como uma pessoa bondosa, que dava muitos presentes. Após sua morte, começou a ser cultuado por toda Europa. Os reformadores nórdicos no séc. XVI, contrários à devoção aos santos, substituíram S. Nicolau pela figura ( fictícia ) do Papai Noel. Segundo a tradição, ele parte do Pólo Norte em um trenó cheio de presentes, puxado por renas, e passa de casa em casa para entregar presentes às crianças que foram obedientes durante o ano.


Há menos de 50 anos quem trazia os presentes era o Menino Jesus. Passava de casa em casa com seu burrinho. Ao lado do presépio, cada um colocava um chapéu, e dentro dele grãos de milho. Era o alimento para o burrinho ter forças para seguir viagem. No dia seguinte, o milho desaparecia e lá estavam os presentes. Talvez não resolva brigar com o Papai Noel, mas seria muito bom lembrar que o Natal celebra o nascimento de Jesus. Paralelo aos presentes pode nascer uma onda de fraternidade, capaz de levar a solidariedade e vida mais digna às crianças que apenas sonham com o Papai Noel e nunca tiveram a ventura de sua visita.


A grande virtude deste tempo é a esperança. O Menino que nasce é o "Sol Nascente", é a "Luz das Nações". Não podemos celebrar um natal pagão, sem Deus sem o Menino Jesus - um Natal só com Pai Noel - com árvore de natal, compras, presentes caros, com sentido de festa mundana. O Natal que celebramos deve coemçar no dia 25 de dezembro, entrar pelo novo no até o próximo chegar. É Deus que se doa, que se revela na pessoa de seu Filho Jesus por amor aos homens. É Jesus que desce da Glória e se veste sob véus de humildade para estar com os pobres, humildes e sofredores. É Jesus que se apresenta diante da fraqueza humana o mais robusto e mais belo dos homens. É Jesus o Deus-Conosco que veio, o Emanuel, Salvador do mundo! 


Podemos celebrar o Natal com alegria Cristã, com luzes e presentes, mas com a simplicidade que a festa exige. Se o Menino não nasce no nosso ser, em nossa vida, no nosso coração não há Natal. 

Se a palavra Natal significa "nascimento", então temos que deixar o menino Jesus nascer em nosso coração. Papai Noel não precisa desaparecer. Mas precisa mudar. Reconhecemos que ele faz gestos humanitários nos hospitais, nas fábricas e escolas, mas precisa fazer mais. Faça como o velho Simeão, no Templo e ajude            -nos a levar o Menino Jesus às crianças. Que o Menino seja conhecido, amado e seguido por todos nós.  


A realidade do Evangelho nos mostra que:

O Natal é o momento de celebrar o nascimento do Verbo de Deus. Ou seja, Jesus, que nasceu, veio para nos salvar.

Então, o filho de Deus, nasceu humilde, se sujeitou aos pequeninos. Nasceu pobre, numa fria gruta e foi posto numa manjedoura (lugar em que os animais comiam), mesmo sendo Ele o Rei dos reis.

Não recebeu em primeiro lugar os nobres, porque os nobres, assim como hoje procuravam um Deus das alturas, soberbo, longe, aquém da realidade do seu povo, no entanto, eis que o Rei dos reis desce à mais profunda humildade e confunde a cabeça daqueles que viviam no poder.


Ele se contentou em receber a visita dos humildes pastores, gente sofrida pelos preconceitos, pois eram tidos como sujos e fedidos. Depois sim, recebeu os nobres sábios do Oriente que lhe trouxeram presentes: ouro, incenso e mirra. Ao mesmo tempo que foi acolhido, também foi odiado pela sede de poder de Herodes. Tudo isso aquele Menino de Belém experimentou. E depois de tudo, já em sua vida pública disse que "o Filho de Deus não tinha onde reclinar a cabeça" e de fato, morreu pregado na Cruz despido até de suas vestes.   

Ainda aqui nos recordamos de sua palavra no Evangelho: "Quando fizerdes uma ceia, não convides amigos, irmão se outros mais... (porque se fizerdes assim que recompensa tereis?)
Pelo contrário ide às ruas e praças chamai os pobres ... eis a recopensa. É esse o sentido do Natal. Deve ser uma festa de acolhida, uma festa do repartir onde possa acontecer sempre a colhida do irmão e aqui ganha um sentido ainda maior porque Jesus precisa renascer no nosso dia a dia. Será que aqueles tempos é diferente de hoje? Não a realidade é a mesma, como então podemos viver o nosso Natal. Como enxergar Jesus na pessoa do pobre marginal, drogado, do pobre, do sem teto, sem casa, sem lar e sem comida ? ... Como resgatar a dignidade desses irmãozinhos que tanto precisam de nós? 

É isso que Jesus quer e deseja de nós cristãos. E não que nos empaturremos com nossas Ceias, nossa externidade. Um Natal feito de luz de muitos presentes e ilusões mas carente do amor de Deus.   

O Natal tem seu verdadeiro sentido quando olhamos para o Papai do Céu que, ao invés de nos vender ilusões, nos dá de graça seu amor. Fez com que seu filho assumisse a nossa natureza e se igualasse a nós, exceto no pecado.

Ele nos entrega Jesus como presente. E não exige nada em troca senão amor. Amor tão grande a ponto de se entregar na Cruz e nos salvar. Como escrevia Santo Afonso de Liguori, em sua música: "Eis que lá das Estrelas", uma frase que toca:


 "Meu Divino Pequenino,

eu te vejo aqui tremer.
Ó Deus Encarnado, 
Oh quanto te custou me ter salvado."



O NATAL DESCRITO POR SÃO LUCAS

Lucas foi discípulo de Paulo, detalhista nos seus escritos. Seu Evangelho relata os principais acontecimentos do nascimento de Jesus. Desde a Anunciação do Anjo à Maria, a visita de Maria à Isabel, o nascimento de João o Batista até o estado do nascimento de Jesus. (Lc1, 1-80: 2,1-21).

O nascimento de Jesus começa com um decreto político. Quando Otaviano, o Imperador de Roma, também chamado de César Augusto resolve fazer um censo para saber quantos súditos havia em seu Império. Otaviano foi muito famoso e respeitado, o nome César Augusto se deve ao título que o equiparava a um deus. Tão era a veneração que o povo tinha para com ele. O mês de agosto ou augustus recebeu este nome em sua homenagem. Foi a partir de Otaviano que os demais sucessores do Império Romano recebeu o título nobre de " divinus Augustus", todos os governantes de Roma queriam ser um "Augustus".


Então, Otaviano ou César Augusto decretou que todos fossem com suas famílias para se alistarem nas cidades de origem. E como José   era da família do rei Davi, e portanto judeu, também teve sair de Nazaré na Galileia, com sua esposa Maria, já grávida, e ir até Efrata ou Belém da Judeia para também se alistar. Nazaré ficava cerca de 120 Km de Belém. No extremo Norte da Palestina quase em divisa com a Síria. 


Mas você pode se perguntar: o que tem haver o nascimento de Jesus com um ato político de Otaviano? - Pela lógica humana nada, pela lógica de Deus, tudo! - Pois o profeta Miqueias  setecentos anos antes de Cristo já havia profetizado que o Messias deveria nascer em Belém. (Miq 5, 2) - "E tu Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel meu povo!" - Deus age na história dos homens.

Assim sendo Deus escolhe Maria e José, ambos de Nazaré, na Galileia, para serem os pais de Jesus. José era descendente do rei Davi, da raiz de Jessé. Casado com Maria assumiu ser o pai adotivo de Jesus, e como seu pai e para que se cumprisse a professia e a promessa divina, aquela santa Família se dirigiu para Belém... Assim diz o texto de São Lucas (Lc2, 4 - 7): 

 ... (4)Também José subiu da Galiléia para Nazaré, na Judéia, a cidade de Davi, chamada Belém. (5) Para alistar com sua esposa Maria, que estava grávida. (6) Estando ali, completaram-se os dias  dela. (7) E ela deu à luz a um filho primogênito, e, tendo envolvido em faixas colou-o num presépio, porque não encontraram lugar para eles em uma hospedaria.  

... Maria estava grávida, com seus nove meses, a viagem foi difícil, cansativa, tendo que pernoitarem pelo caminho. E quando chegaram à Belém, Maria já se encontrava em trabalho de parto. A cidade cheia, os hotéis cheios, não encontraram um lugar decente para Maria dar a Luz.


Tiveram que se contentar em se estabelecer em uma estrebaria, e ali, no meio dos animais, Jesus nasceu!


Parece um tanto estranho, Deus querer que seu Filho nascesse em tamanha pobreza... mas é na humildade que Deus se manifesta, como Jesus mesmo virá mais tarde a dizer: "Quem se humilha será exaltado e quem se exalta, será humilhado". Jesus se rebaixou desde o nascimento até a morte, se humilhou e com a vitória sobre o pecado e a morte foi exaltado. São Paulo nos diz que por causa disso todo joelho se dobra diante do nome de Jesus, ta terra, no céu, e nos infernos. Pois ele veio estar com os pecadores, os doentes, os marginalizados, os oprimidos, os pobres... Ele veio resgatar toda humanidade suja e condenada pelo pecado. 

Como nos diz São João: (Jo1, 3-4.9)

Tudo foi feito por ele, sem ele nada foi feito. Nele havia vida e a vida era a luz dos homens, luz que resplandece nas trevas... O Verbo que vindo ao mundo ilumina todo homem... 

Jesus é o verdadeiro Sol que dissipa toda a treva do pecado. Ele é o farol que nos guia.

Continuando....

Mas, para o Filho de Deus naquele momento bastava  o carinho de sua mamãe Maria e o terno sorriso de seu pai adotivo José. Jesus não veio buscar a glória dos palácios, mas se sujeitou à humildade. Ele não veio para ser servido mas para servir.


No entanto, Jesus foi acolhido pelos pastores, pelos anjos e pelos magos. Ali, no frio da gruta, em tamanha pobreza podia contar com o amor de seus pais. João o evangelista descreve que Ele veio para os seus e os seus não o receberam.

Jesus foi perseguido e logo, seus pais tiveram que sair de Belém e ir para terras distantes, até o Egito. Assim narra Mateus completando o clico dos acontecimentos.
Hoje talvez ao celebrar o Natal, será que Jesus também encontrará lugar para nascer nos nossos corações? 

Será que não estamos dando valor demais às coisas do mundo: às festas, às ceias, a nossa sede de gastar, e estamos esquecendo de deixar Jesus nascer em nossos corações?


Será que nossas famílias vivem com amor e simplicidade e celebram com amor esse dia?...  é a pergunta que fica...


O Natal não pode ser apenas uma data comemorativa, uma lembrança, mas deve ser o momento de pararmos para pensar:


Como posso fazer para que Jesus nasça em meu coração? Será que meu coração recebe, acolhe de verdade Jesus? - Será que como Jesus também sabemos acolher em primeiro lugar Jesus na pessoa dos pobres, dos doentes, dos desamparados? 


Em nossas casas ao cear e celebrar o natal, lembramos de  convidar também aqueles que por algum motivo não podem celebrar o natal, ou porque não tem condições ou porque estão na solidão sem o carinho das pessoas? ... Sabemos acolher bem os de casa e os de fora?


 - No natal recebemos muitos presentes, mas você já se lembrou de dar um presente para Jesus, afinal a festa é d'Ele e Ele é o aniversariante!  - Tenho certeza de que o presente que Jesus queria ganhar de cada um de nós é um coração renovado, convertido e amoroso. Aberto aos valores evangélicos.           


 O verdadeiro sentido do Natal está presente quando celebramos esse amor de Deus por nós, e o presente maior que o Pai do Céu nos dá é seu próprio Filho. 

João Evangelista nos diz que: porque Jesus veio e se encarnou, todos os que creem no seu nome se tornam Filhos de Deus. (cf. Jo1, 12-14) 

- Ele traz a glória do Pai para junto de nós. Ele veio para tirar o pecado do mundo, (Cf. Jo1,29) - Ele é o Senhor e existia desde a eternidade - (Cf. Jo1, 1.30) - Natal também é o momento de agradecermos a Deus por nos enviar seu Filho e por Ele e Nele sermos salvos. A maior festa do Natal é o louvor e o agradecimento a Deus que tanto amou o mundo, que nos deu seu Filho unigênito para que nos salvasse na Cruz, como nos afirma São João.

Então, não podemos celebrar o Natal simplesmente como um dia comemorativo qualquer, pois assim até os ateus comemoram, mas devemos celebrar o Natal, com verdadeiro espírito de solidariedade, onde devemos entender a profundidade do valor que esta palavra significa: Deus que veio, que se encarnou e nos resgatou. Deus que por amor quis estar conosco, mesmo sendo grande experimentar nossa pequenez. Ao nascer numa gruta, ele se iguala aos pobres, aos que sofrem, aos perseguidos e marginalizados. E também o Natal é o momento de praticarmos a solidariedade.
De que adianta celebrar o Natal com mesa cheia, se fartar de comida enquanto Jesus passa fome lá fora na pessoa do pobre. 

Não é nas festas luxuosas, nem nos maiores banquetes, nem nos melhores presentes que está o verdadeiro sentido do Natal. Mas, olhemos na humilde pequenez do presépio, onde Jesus agora quer fazer morada. Ele é o nosso coração; o coração de cada um de seus filhos(as); Jesus quer que abramos nosso coração para Ele. 

O mundo hoje traz um Natal frio, calculista onde as pessoas só pensam em comprar, comprar, comprar. Falta solidariedade, amor, abraço, ternura, compreensão e o mais importante de tudo,  falta JESUS.

Quantos lares enfeitados com luzes, árvores-de-natal, decorações pelas paredes. Presentes, ceias, velas, vinhos, etc. - (...) Mas nada disso tem valor sem Jesus, pois, Ele mesmo quer morar em seu coração,  e para isso devemos cuidar, enfeitar preparar nosso ser para sua morada. É nosso coração, a sua manjedoura, que deve estar preparado para recebê-lo. Do contrário de nada valerá todos os símbolos do Natal externo que se faz de ano em ano, pois, Jesus precisa entrar no coração de cada um. 

Celebrar o Natal também é viver este espírito de pobreza, e ter desapego, e acreditar na graça; acolher Jesus na pessoa do pobre e do excluído, do viciado, do marginalizado, do sem casa, do mendigo,  do trabalhador, do vagabundo, do amigos e inimigos. O Natal quer nos reunir numa só família onde Jesus seja o centro da nossa vida e  todos nós somos irmãos.
As vezes esquecemos que pela graça da salvação dada por Jesus, todos nos tornamos filhos de Deus e portanto, não há distinção de raça, cor, condição social, todos, ricos e pobres, santos e pecadores, todos somos filhos de um mesmo Pai, Deus e Jesus é nosso irmão.  

Só assim viveremos  o verdadeiro sentido do Natal. Deus-Conosco, Jesus permanecerá em nosso meio. 


COMO SURGIU A CELEBRAÇÃO DO NATAL?

Assim explica D. Murilo Krieger, scj - Arcebispo de Salvador-BA e Primaz do Brasil:

[Se procurássemos no Evangelho alguma indicação sobre o dia do nascimento de Jesus, nada encontraríamos. Na visão dos apóstolos e evangelistas, não se tratava de um fato digno de registro; no centro de sua pregação estava a ressurreição do Senhor. A preocupação que tinham, ao apresentar Jesus para quem não o conhecia, era clara: apresentar uma pessoa viva, não alguém do passado. É o que notamos, por exemplo nos dez discursos querigmáticos (querigma=primeiro anúncio-apresentação das verdades centrais do cristianismo) que encontramos nos Atos dos Apóstolos. A idéia fundamental desses discursos é a mesma: "A este Jesus, Deus o ressuscitou; disso todos nós somos testemunhas". (At, 2, 32)


Voltemos ao Natal. No tempo do Papa Júlio I, que dirigiu a Igreja do ano 337 a 352, é que foi introduzida esta solenidade no calendário da Igreja.  Até então celebrava-se apenas a festa da Epifania - isto é a manifestação do Senhor aos povos pagãos, representados pelos magos do Oriente. Com essa festa ficava claro que Jesus era o Salvador de todos os povos, e não apenas de um só povo. Por que, então, 25 de dezembro como dia do Natal?


O Império Romano havia decidido que todos os povos deveriam comemorar a festa do "sol invicto", o renascimento do sol invencível. Era invencível uma vez que caía (morria) de noite e renascia a cada manhã, eternamente.

Esse renascimento diário era celebrado no dia 25 de dezembro. O sol era também símbolo da verdade e da justiça, igualmente consideradas invencíveis, uma vez que, por mais que muitos tentassem destruí-las, sempre renasciam vitoriosas. O sol, considerado um deus, era uma luz poderosa, que iluminava o mundo inteiro. Igualmente a verdade e a justiça eram luzes poderosas para todos os povos.

Em vez de simplesmente combater essa festa pagã, os cristãos passaram a apresentar Jesus Cristo, nascido em Belém, como o verdadeiro sol, já que nos veio trazer a verdade e a justiça. Também ele passou pela morte, mas dela ressurgiu, mostrando que era invencível. Seu nascimento-isto é, seu natal-, já que não sabiam em que dia havia ocorrido, passou a ser celebrado no dia do sol invicto.


A Tradição - louvável tradição! - dos presépios é posterior: Na noite de Natal do ano de 1223, em Greccio - Itália, S. Francisco de Assis fez o primeiro presépio. Ele maravilhava-se que Jesus, o Filho de Deus, havia-se encarnado para que pudéssemos conhecer o rosto de Deus. Com Jesus passamos a ter em nosso meio um Deus que "trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana, amou com o coração humano.  Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós em tudo exceto no pecado (Conc. Vat. II, GS, 22).


Como não representar, então, seu nascimento, ocorrido numa gruta de Belém?

Ao longo  dos tempos e dos lugares, cada povo foi deixando suas próprias marcas nos presépios. Como é importante em cada lar tenha seu presépio, feito inclusive com a colaboração das crianças!
Eles servem para nos lembrar do anúncio que os Anjos fizeram em Belém: "Eu vos anuncio uma grande alegria... nasceu para vós o Salvador!" - Lc 2, 10.

O nascimento de Jesus é o fato central da história da humanidade; tanto assim que contamos os anos a partir desse acontecimento. Na proximidade do Natal, caminhemos ao encontro do Menino que nos é dado, para contemplá-lo e lhe dizer:



"Vimos te adorar, Menino Jesus. Estamos maravilhados diante da grandeza e da simplicidade do teu Amor! Tu agora estás conosco para sempre!
Tu pobre, frágil, pequeno... para nós, para mim! Em ti resplende a divindade e a paz. Tu nos oferece a vida da graça. Teu sorriso volta -se para os simples. Por isso, depositamos a teus pés nossas orações, nossa vida e tudo que somos e temos. 
Olha com especial carinho, contudo, para aqueles que não te conhecem, não te adoram e não te amam. Amém!" ]   

Fonte: Revista Brasil Cristão, ASJ - Ano 16-N. 185/ Dez. de 12    

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Embora a Ressurreição de Jesus seja a festa mais importante da Igreja, o Natal fica como em segundo lugar, pois, nos permite celebrar a Encarnação do Verbo, seu Nascimento cumpre as Escrituras.

Toda Escritura se cumpre em Jesus Cristo, desde a promessa do Pai no início, até as profecias, a paixão e morte de Jesus na Cruz e sua Ressurreição até à Parusia. Por isso celebrar o Natal é muito importante. O verdadeiro sentido natalino ganha um aspecto ainda maior quando nos remete a relembrar o grande amor que Deus tem pela humanidade. Com o nascimento de Jesus, a humanidade inteira é colocada aos pés de Jesus na obra da redenção nos fazendo merecedores da graça que a Nova Aliança, trazida por Ele nos dá. Somos em Jesus, chamados a ser filhos de Deus. Somos introduzidos de novo na vida celeste e é Jesus que sobe ao Pai na ascensão para nos dar o Espírito Santo que nos faz novas criaturas. Então o Natal não pode ser para nós cristãos apenas uma data festiva qualquer, mas um momento de agradecer a Deus por Jesus ter se encarnado, nos salvado e nos devolvido a graça do Céu.



O profeta Isaías assim disse: "... eis que uma virgem conceberá e dará a luz um filho que se chamará Emanuel" ( Cf. Is 7, 14) ... que significa Deus-Conosco. 500 anos antes de Cristo, os profetas já anunciavam a chegada de Jesus. No princípio achava-se que seria o filho do Rei Acaz, que era descendente de Davi. Mas como reinos daquela época em situações de decadência e por diversas situações, não poderia ser ele o Messias. A palavra foi se moldando até se encaixar em um descendente de Davi, Jesus de Nazaré. E foi Mateus que descobriu em primeiro lugar que o profeta Isaías se referia a Jesus de Nazaré. E depois de tudo que ele fez, sua vida, sua obra salvífica. Depois de verem e darem testemunho do que Jesus realizara, Mateus então descreve a passagem de Isaías 7, 14 para indicar que a virgem de quem falava o profeta era Maria e o Deus-Conosco era Jesus Cristo.    

Assim, vamos conhecer um pouco o que significa o nome de Jesus:


JESUS - na tradução hebráica, significa: salvador- aquele que salva.

CRISTO - na tradução grega, significa: consagrado, ungido
EMANUEL - na tradução hebráica significa: Deus-Conosco ou Deus está conosco. 

Esses dois nomes dados a Jesus não foram inventados por mentes humanas. Salvador e Cristo, Jesus é assim chamado pelos Anjos no momento de seu nascimento, (Cf, Lc 2, 11) - e Emanuel ou Deus-Conosco, é o nome dado à Jesus por inspiração divina pelo profeta Isaías séculos atrás quando já anuncia vinda de Jesus.

Jesus também é chamado nas Escrituras de o Messias, ou seja o libertador ou escolhido de Deus, aquele que seria o libertador de Israel. 


NATAL, UMA FESTA RURAL  - OS TERNOS DE REIS - FOLCLORE BRASILEIRO


CELEBRANDO O NATAL NAS COMUNIDADES RURAIS


O Natal é uma festa tipicamente rural porque Jesus nasceu em uma estrebaria, onde as pessoas abrigavam os animais nos arredores de Belém. Ele gozou da companhia dos animais, do rebanho de ovelhas, do calor das palhas que cobriam a manjedoura. Ele presenciou a alegria da visita dos pastores que naquela noite viram no campo descer dos céus um coro de anjos louvando a Deus, dando glórias pelo Salvador que "das estrelas" desceu sobre a humanidade naquela gruta fria. Como Deus transformou coisas simples e ao mesmo tempo belas, rústicas e ao mesmo tempo confortáveis aquela situação... 
Naquela cena rude, pobre e ao mesmo tempo rica de tanto amor, surgiu as figuras notáveis dos sábios do Oriente, conhecidos como os 03 Reis Magos simbolizando as Nações que haveriam de se render ao fato de que Deus cumpriu sua promessa, mas, não agiu nas riquezas nem nas falsas glórias dos palácios. Deus se volta à humanidade, ao seu povo,os humildes e explorados. Os marginalizados e sobrepõe a nobreza de qualquer reino. Somente um Deus,  apaixonado pela sua obra pode fazer... e ainda hoje os homens senão confusos, não conseguem absorver ao seu amor de Pai.  

Pensando nisto depois de muito séculos, surgiu as chamadas "folias de reis" ou "ternos de reis". A data do surgimento é imprecisa, mas se sabe que elas tenham surgido na Europa, mais precisamente em Portugal onde os padres precisavam catequisar as pessoas analfabetas. Mas ao mesmo tempo fazer disso uma comemoração do Natal. E assim criaram grupos de homens que iam de casa em casa visitando as famílias entre dia 01 de janeiro ao dia 06 de janeiro cujo dia se celebrava a Festa da Epfania (ou manifestação) do Senhor. 
A festa da Epfania, também chamada Festa de Reis é muito antiga e bem anterior a celebração do Natal, pois a Igreja Católica celebrava a manifestação do nascimento de Cristo, o verdadeiro Sol que ilumina as nações no lugar da festa romana do deus sol. 

Mas assim os ternos de reis iam visitar as famílias e os presépios cantando versos que falavam do nascimento de Jesus e da visita dos reis magos. Era comum que esses grupos recebecem prendas e no dia 06 faziam uma festa chamada "FESTA DE REIS" 

Com a colonização do Brasil os portugueses troxeram esta tradição que  faz parte do nosso folclore, mas não deixa de ser uma bela representação artística cultural e religiosa.
De início a Igreja no Brasil via com maus olhos  os ternos de reis assim, como os ternos de congada dos negros, por isso ficavam escondidas no meio rural, mas depois de algum tempo com o êxodo rural, essas tradição foi trazida para as cidades e depois de conhecerem o fundamento passaram a aceitar e em muitas paróquias esses grupos se apresentam para o povo em ocasiões próprias.

 - A BANDEIRA segue à frente com o ícone dos Reis Magos - O TERNO DE REIS representa os 03 Reis, os magos do Oriente que ofereceram a Jesus especiarias (OURO, INCENSO E MIRRA) dadas somente no nascimento dos reis. Os magos foram a Jesus seguindo uma estrela guia. 
A CANTORIA E OS INSTRUMENTOS - louva o Menino Jesus pelo seu nascimento, como a alegria que os magos tiveram ao encontrar o recém-nascido em Belém.
OS PALHAÇOS - (em alguns ternos)  representam a guarda do rei Hedores que queriam matar o Menino Jesus, mas os Magos sabendo disso voltaram às suas terras passando por outro caminho enganando Herodes.

A visita dos ternos acontece aqualquer hora do dia de da noite e o anfitrião recebe a Bandeira e a comitiva com muita alegria e devoção. Cantos, os costumes e  danças, as músicas e alegrias louvando o nascimento de Jesus variam de região para região e são as mais variadas entre os grupos, faz parte da cultura do povo brasileiro, embelezando ainda mais o Natal Rural.






SIMBOLOS NATALINOS

ÁRVORE-DE-NATAL - a árvore-de-natal é um símbolo muito importante. Ela não foi criada pela Igreja Católica, e sim, pelos protestantes. Mas a Igreja a incorporou como símbolo natalino. Quando montamos uma árvore-de-natal nem sempre damos conta, ou percebemos o valor de seu significado. Ela representa o próprio Cristo. Pois Ele mesmo disse no exemplo da videira: "Eu sou a videira, vós sois os ramos"... Assim, na árvore de natal encontramos este simbolismo: a) O tronco é Jesus é ele quem sustenta esta árvore. b) Os galhos somos nós que dependemos de Jesus para nossa salvação e ao mesmo tempo nossa santificação. c) Os enfeites são nossas boas obras. Em nossa vida devemos sempre enfeitar nossa árvore com bons exemplos, boas atitudes e muito amor. Quanto mais enfeitar essa árvore com nossos bons exemplos mais ela será bonita. d) As bolas representa os frutos de nossas boas obras, cada bola possui uma cor na árvore de natal, assim, Jesus quer que nossa vida seja cada vez mais colorida e cheia de vida com os valores que o seu Evangelho nos ensina. e) A estrela na ponta da árvore representa o Espírito Santo, cujo é a grande estrela que ilumina e santifica nosso ser. f) Os presentes em baixo da árvore significa o grande presente de Deus por nós, Jesus que veio para nos salvar. Pode haver presente maior do que esse.  


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O PRESÉPIO - presépio, significa: lugar onde se reúne os animais. Foi em um lugar onde os animais dormiam, em uma gruta que Jesus nasceu. Quem teve a ideia de representar o nascimento de Jesus pela primeira vez foi São Francisco de Assis. E conta-se que ele teve a visão do próprio Menino Jesus deitado na manjedoura. O Presépio retrata o nascimento de Jesus de acordo com o que foi narrado no Evangelho e mostra a singularidade, mas ao mesmo tempo a especialidade do momento do Natal. Embora fosse criado para evangelizar, (já que naquele tempo muitos eram analfabetos e não conheciam a Bíblia), hoje ele é usado com a mesma importância e é um dos símbolos mais perfeitos do Natal.



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AS VELAS - significa nossa fé e nossa Esperança. Jesus é quem nos realiza e nos transforma. Pois Ele mesmo disse: "Eu sou a Luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida!" - Nossa fé deve sempre ser cada vez mais iluminada, a chama dessa fé recebida pelo Batismo não pode apagar. Essa luz que é Jesus deve sempre nos iluminar e nos guiar.  


OS SINOS - Na noite de Natal dos sinos das Igrejas dobram com sons vibrantes e alegres, sinal de alegria, um convite alegre se juntam ao louvor dos anjos para celebrar o nascimento de Jesus. No alto dos campanários os sinos convidam para a Missa festiva em homenagem ao Deus Criador e a seu filho Jesus que nasceu por nós, para nos salvar. É alegria, é o misturar dos repiques com o cantar do glória pelo côro anunciando as maravilhas que Deus realiza em nós através de Jesus. Vinde! Adoremos o Senhor!

Padre Marcelo Rossi e D. Fernando Figueiredo escrevem:


Fonte: Jornal Super Notícias - Dez/2011. 



MARIA REPLETA DO ESPÍRITO SANTO




Amados, neste Natal celebramos a chegada de nosso Salvador Jesus Cristo e, com ele, celebramos também a presença do Espírito Santo em nossas vidas terrenas.Assim que Maria recebeu a mensagem de Deus, trazida pelo arcanjo Gabriel informando que ela seria a mãe do Filho de Deus, Maria recebe a notícia de que sua prima Isabel, que até então era estéril, esperava igualmente uma criança. 

Repleta do Espírito Divino, ela se dirige imediatamente à casa de sua prima, com alegria de servir e a piedade cumprir seu dever de parente festejando e louvando com Isabel o recebimento desta grande graça.

O dom do Espírito ignora toda e qualquer demora! Ela parte para a casa de Isabel com prontidão de caridade. Ao chegar, ela saúda Isabel e a criança que a prima trazia em seu seio da mesma forma que Maria. "Isabel fica cheia do Espírito Santo". Maria é portadora de Jesus, assim como também é aquela que comunica a existência do Espírito Santo, que ela recebeu na visitação do anjo.


Orígenes, por volta do ano de 254 d.C., escreveu que "a voz de saudação de Maria, que chega aos ouvidos de Isabel, plenificou também João com o Espírito Santo. Por isso João estremeceu e sua voz profética ecoou ao exclamar: "Tu és bendita entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre". 

Em preparação para o Natal do Senhor, rogamos a Mãe de Jesus, o Filho de Deus, que interceda por nós para que também sejamos repletos do Espírito Santo e possamos permitir que cresça em nós o amor por Jesus.


Como o grande professor do século XII, S. Anselmo, nós dizemos: "Sem o Filho de Deus nada existiria, sem o Filho de Maria nada seria redimido". Unidos a São Francisco de Assis vamos todos repetir no silêncio de nossos corações: "Meu Senhor e meu tudo!"
Por isso, neste Natal, vamos fazer com que o Ágape de Jesus esteja totalmente presente em nossos lares.
Não deixe de doar um livro Ágape ou um CD Ágape Musical a quem você ama. Lembre-se que além de marcar a dessa pessoa com um presente que é muito mais do que uma "mera lembrancinha", você estará fazendo parte da construção do nosso santuário, além de estar espalhando as maravilhas de nosso Senhor Jesus. Deus abençoe!  


D. Fernando Figueiredo
& Padre Marcelo Rossi 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014



Estamos em plena Festa de Nossa Senhora da Conceição 

Aparecida, Padroeira do Brasil!!!

Vejam  pela televisão ou pela internet e participem da Novena e da 

Celebração da Santa Missa, às 19h, horário de Brasília!

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Tudo sobre a nossa Mãe é lindo!

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Maria, nossa Mãe, nos leva sempre ao seu divino Filho Jesus, eis a 

sua missão de Mãe!!!

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Mãe querida, obrigado por tudo!

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sábado, 16 de agosto de 2014





Aniversário: cidade de Aracoiaba 

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Aracoiaba
124 Anos – Agosto de 1890 a 2014.
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Aracoiaba, nossa terra natal, lugar onde as aves cantam, neste dia de 16 de Agosto de 2014, completa 124 anos de história.
A Deus-Pai, nossa eterna gratidão!!!
 
 Imagem - Nossa Sra. da Conceição - Padroeira Principal de Aracoiaba.
 
Aracoiaba do passado...
Foto: Capela da Canoa ( Antigo nome da cidade.)
Nessa época a Capela de Canoa estava sob a jurisdição eclesiástica da Paróquia de Baturité.

 Aracoiaba do presente:
No dia 22 de maio maio de 1914, a Capela de Canoa passou a categoria de Paróquia.
Foto: Igreja-Matriz da Imaculada Conceição
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Aracoiaba.

A ugusta mãe de Deus

R ogai ao Pai por esta cidade

A gora e durante o seu existir.

C aiam sobre ela as vossas bênçãos

O uvi-nos ó Virgem Padroeira

I maculada Conceição!

A ssegurai-lhe a paz e a

B onança,

A mém.

(Rosira Alexandre)
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Aracoiaba, minha terra querida! No mapa geográfico, és pequena, mas no mapa do meu coração, és grande demais! A ti, meu berço natal, dedico toda minha gratidão e carinho. (Lusmar Paz)

(Bandeira Oficial de Aracoiaba)
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Hino Oficial do Município de Aracoiaba

Letra e Música: Salomão Alves de Moura Brasil.

Aracoiaba, deu-te o nome
Um rio ameno e tão sereno,
A te banhar;
E docemente, canta à sombra
O passaredo, no arvoredo
A te saudar:

Estribilho:
Ó boa terra, de meus pais
Quem te visita não te esquece mais
E eis o porquê do teu valor,
É que ofereces muito mais amor.

A Pedra Aguda, monolito
Terciário, legendário,
Lá no sertão;
Como atalaia, é referência
Ao viandante, ao navegante,
Na imensidão;

É o braço forte do teu filho
Exuberante, que constante,
Ergue o porvir;
E, corajoso, diz um "sim",
Mais uma vez, com altivez, sim!
Ao progredir.
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Pedra Aguda!
Linda! Altaneira!
Qual atalaia vigilante
Guardando toda a região
Tida como símbolo
Do inacessível
Do inatingível...
Figurando em tua bandeira!
Pedra Aguda
Cantada e encantada
Segundo reza a lenda
Em noite enluarada
Aparece uma princesa
Chorando desesperada...
E o seu príncipe nunca chega
Pra quebrar o seu encanto
E ela ser libertada...
(Rosira Alexandre - Filha natural de Aracoiaba)

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PEDRA AGUDA
Presente de Deus, 
através da natureza ,
para todos nós, Aracoiabenses!!!
(Lusmar) 
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Nosso hino diz:

"A Pedra Aguda, monolito
Terciário, legendário,
Lá no sertão;
Como atalaia, é referência
Ao viandante, ao navegante,
Na imensidão".
(Dr. Salomão) 

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Bendita sejas cidade amada
Bendito seja o teu povo
Bendito seja o teu futuro
Como bendito foi o teu passado
Cheio de lutas e de glórias!


E que a Virgem da Conceição
Que é a tua padroeira
Guarde-te e proteja-te
Agora e sempre. Amém.
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Exaltação à Aracoiaba
Creio em ti Aracoiaba,
Creio no teu presente,
Creio no teu porvir,
E glorifico o teu passado.
Por Deus tu és abençoada
E por uma fada benfazeja
Parece que fostes tocada!
Teu nome é um hino de louvor
Que as aves entoam ao Criador.
Tens no contorno do teu mapa
O desenho de um condor
Voando nas alturas...
Ou será a ave de arribação?
Que com a seca deixa o sertão?
Quem sabe não é uma andorinha
Aquela que sozinha
Não pode fazer verão?
Se olho em teu derredor
Vejo montes e matas verdejantes
Não tanta mata como antes,
Porém o suficiente
Para encher o pulmão
De ar puro, sem poluição.
Ao teu lado, vejo o rio que te deu o nome.
É preciso que os homens lutem unidos
Por sua perenização!
Se te olho mais ao longe
Deparo-me com a Pedra Aguda
Linda!
Altaneira!
Qual atalaia vigilante
Guardando toda a região,
Tida como um símbolo
Do inacessível,
Do inatingível...
Figurando em tua bandeira!
Pedra Aguda
Cantada e encantada
Segundo reza a lenda
Em noite enluarada
Aparece uma princesa
Chorando desesperada...
E o seu príncipe nunca chega
Pra quebrar o seu encanto
E ela ser libertada
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Bendita sejas cidade amada
Bendito seja o teu povo Bendito seja o teu futuro
Como bendito foi o teu passado
Cheio de lutas e de glórias!
E que a Virgem da Conceição Que é tua padroeira
Te guarde e te proteja
Agora e para sempre
Amém.
(Rosira Alexandre de Oliveira

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Uma harmoniosa terça-feira para todos nós!
Você já rezou hoje, meu irmão! Já agradeceu o "novo dia" a Deus?
Rezou pela PAZ NO MUNDO? Rezou por você, pela sua família, pelos nossos irmãos que sofrem, e por todos nós?
Iniciemos esta nova manhã, este novo dia, com uma oração...
Rezemos...


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Há vitória na oração perseverante 


Padre Edimilson Lopes
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com
Quero convidá-lo a tomar nas mãos a Palavra de Deus que está em Eclesiástico 35, 21: "A oração do humilde penetra as nuvens, ele não se consolará enquanto ela não chegar a Deus. E não se afastará enquanto o Altíssimo não puser nela os olhos".

Amados e amadas de Deus, o intercessor, para ser um vitorioso no campo da intercessão, precisa manter a constância. Quando Jesus fala para nós da oração perseverante, Ele nos cita a parábola da viúva insistente. E é interessante que o Senhor conta a parábola para nos dizer que é preciso orar como aquela insistência da viúva (cf. Lc 18, 1-8). Assim precisa ser a minha e a sua oração.

Quando eu era seminarista, durante as férias na cidade dos meus pais, eu fui rezar por um jovem que sofria de epilepsia. Convidei uma das minhas irmãs de comunidade para rezar pelo jovem e fomos à casa dele. Quando chegamos, à tarde, ele estava embaixo de uma árvore. Conversamos com ele durante um tempo e depois perguntamos se ele gostaria que rezássemos por ele. As crises dele eram muito intensas e ocorriam muitas vezes ao dia.

Oramos por ele. Ousadamente, eu proclamei que ele estava curado em nome de Jesus. A mãe dele ficou muito feliz. Encerramos a oração e nos sentamos novamente para bater papo. Cinco minutos após a oração, ele teve uma crise de epilepsia. A mãe dele olhou para mim e me disse: "A crise veio pior". Eu fiquei em pânico. Ela cuidou dele e ele melhorou e voltou da crise. Dez minutos depois ele teve outra crise. Pensei: "Que oração foi essa que eu fiz, Jesus?" Depois de um tempo, eu saí da casa do jovem e fui para a igreja. Fiquei lá sozinho, aos pés de Jesus Sacramentado. Orei intensamente na presença do Senhor e perguntei a Ele o que havia acontecido, pois Ele tinha colocado dentro do meu coração a certeza da cura e eu a proclamei. Chorei na presença do Senhor e pedi a Deus que me falasse por intermédio de Sua Palavra. Diante do Senhor, eu abri a Bíblia e Ele me deu essa passagem bíblica que lemos agora [cf. Eclo 35, 21ss].

E ali eu fiquei impactado com a Palavra, quando ouvi uma voz que disse ao meu coração: "Ele ficará curado totalmente quando você sair da cidade". Não entendi nada, pois eu estava ali de férias. Mas nos dias em que continuei ali eu vi que as crises do jovem pioraram. E comecei a entrar numa guerra interior de acreditar no poder de Deus e de, ao mesmo tempo, ver uma realidade contrária. Por essa razão, eu fiquei contando os dias e as horas para ir embora da cidade [para ver o milagre acontecer na vida do jovem]. Quando eu cheguei de volta a Cachoeira Paulista (SP), a primeira coisa que fiz foi ligar para minha mãe, e ela me disse que o rapaz começara a melhorar. E com os dias ele foi melhorando até não ter mais nenhuma crise epiléptica.

Era uma situação estranha, mas eu precisei acreditar nesta passagem bíblica. Eu precisei aprender a perseverar nesta Palavra e a me manter insistente na intercessão. Eu dizia ao Senhor: "Eu não vou me afastar enquanto o Senhor não puser nesta situação os Seus olhos". Foi um tempo em que eu rezei assiduamente por essa situação.

Amados, para que sejamos bons intercessores e combatentes, precisamos aprender a nos conhecer para perseverarmos. Senão vamos, com grande facilidade, retroceder em meio ao combate. E é interessante observar isso, porque Deus vai nos inspirando nessa caminhada.

No livro "O combate espiritual", do padre Lorenzo Scupolida Editora Cléofas, o autor nos explica a diferença entre a vontade superior e a vontade inferior: "A vontade superior é guiada pela razão e é a mais própria do homem. O homem só quer realmente alguma coisa, quando essa vontade superior também o quer". Eu entendi a guerra que, muitas vezes, eu tenho travado contra minhas vontades.  Por vezes, essa vontade superior entra nesse clima de guerra dentro de nós, porque nos vemos dentro desses dois mundos. Há uma vontade divina e há a vontade dos nossos sentidos, que é a vontade inferior, que tenta nos direcionar para os vícios. Enquanto uma tende a nos ajudar a viver as virtudes, a outra tende a nos levar aos vícios. E nós ficamos no meio das duas. Às vezes nos vemos nesse drama: por vezes atraídos pela vontade divina; por outras, pela vontade inferior. É uma luta e é preciso ter consciência dessa batalha. Elas disputam entre si para atrair a nossa vontade e sujeitá-la à sua obediência, tanto uma quanto a outra.

Então eu entendi por que muitas horas temos tanta dificuldade de rezar. Vemos isso quando alguém nos convida: "Vamos rezar o terço da misericórdia?" e nos vêm a indisposição e a sonolência. Eu também me vejo dentro desse combate. Por vezes, a vontade dos sentidos parece que consegue me dominar mais do que a vontade superior, a razão. Mesmo sabendo que dentro de mim a vontade superior está mais propensa ao divino, para o bem, é uma luta. Eu quero a vitória, mas quando me disponho, as minhas vontades se veem dentro deste espaço de guerra. Você também vive essa turbulência?


Fiéis acompanham a pregação do padre Edimilson no Centro de Evangelização
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com
Quem está acostumado à busca da virtude não sofre tanto, o mesmo acontece com quem está acostumado aos vícios, porque isso já faz parte do seu dia a dia. Porém, as pessoas que eram prisioneiras do pecado e decidiram romper com a vontade inferior, essas vão passar por um caminho difícil, de grandes sofrimentos, porque serão golpeadas de uma forma desleal pelo mal. E se esses irmãos não mantiverem a constância e a decisão interior de mudar de vida não vão conseguir chegar ao grau a que se dispuseram. Porque dentro deles a tendência de voltar atrás estará sempre gritando, devido a essa vontade inferior.

Amados, só de Comunidade Canção Nova, tenho 19 anos. Estou sendo muito honesto, há dias em que eu preciso me empurrar a mim mesmo, porque senão eu relaxo em minha vida de oração. Existem dias em que eu me enrolo de tal forma que chega meia-noite e eu não consegui pegar a Biblia nas mãos.  Estou sendo honesto, porque senão vocês olham para mim e acham que eu sou "o espiritual", mas isso não é verdade. Eu travo uma luta sincera contra essas duas vontades contrárias em mim.

Você vai voltar para casa hoje. Amanhã você já começa sua briga. Você se decide a colocar em prática um novo programa de vida e pode saber que a vontade inferior vai tentar atrapalhá-lo para que você não coloque tudo o que aprendeu aqui e sua vida de oração em prática. Você precisará lutar para vencer essa vontade. Compreenda que dentro de você há essa luta, e que a intercessão não é feita constantemente de um gozo espiritual.

Ninguém pode querer adquirir as virtudes cristãs, nem servir a Deus como convém, sem ser violento consigo mesmo e aceitar e enfrentar a dor da renúncia. Muitos de nós conseguimos vencer os vícios maiores; o autor do livro "O combate espiritual" também afirma que o grande problema é vencer os vícios menores, como por exemplo, a gula, a preguiça, falar mal dos outros. Vencer os vícios inferiores é muito mais difícil, por isso não conseguimos chegar ao grau de santidade que quereríamos.

Trago a vocês essa revelação para que vocês entendam que, ao chegar a suas casas, não será tão simples. Será uma luta. A vontade inferior sempre vai querer levá-lo para baixo; enquanto a superior, que tende ao divino, vai querer elevá-lo e ajudá-lo a viver as coisas do alto. Mas cuidado: porque quem decidiu viver o caminho de conversão nem sempre vai conseguir viver a santidade por se ver preso aos vícios menores. Se não tivermos clareza dessa realidade não conseguiremos perseverar na luta de combatentes. E se não insistirmos nessa luta pelo bem, abandonaremos o propósito a que nos comprometemos diante do Senhor. Fique atento, intercessor. Se você quer ser vitorioso, mantenha-se na perseverança da oração!

Monsenhor Jonas Abib nos ensina que, quando você estiver próximo do alvo, da vitória, mais dolorosa será sua intercessão, mas não desista, porque você está a um passo da vitória. Na hora em que você estiver chegando ao destino, a turbulência crescerá, tudo vai ficar mais complicado e seu desejo humano será de retroceder. Mas é nessa hora que é preciso manter a fidelidade. Isso vai exigir perseverança e constância dentro do ministério a que vocês foram chamados.

Transcrição e adaptação: Kelen Galvan

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Padre Edimilson Lopes 
Padre da Comunidade Canção Nova