Dois pensamentos aos leitores e leitoras deste blog.

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- Mesmo que vivas um século, nunca deixes de aprender!!!
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Missa: Leituras, Salmo, Evangelho, Comentário do Evangelho de 4ª Feira de Cinzas /Explicações: Cerimônia Quarta-feira de Cinzas / Como se calcula a Páscoa? Quando vai cair? / Conheça o significado da Quaresma / Qual a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma? / Quais são os rituais e tradições associados com este tempo? Quaresma: Retiro da Igreja / Campanha da Fraternidade de 2010 / CF Ecumênica de 2010 e outras novidades durante a semana... FELIZ PERÍODO QUARESMAL PARA TODOS NÓS! (Lusmar Paz - Aracoiaba - CE).

17 DE FEVEREIRO DE 2010 !!!
NÓS, COMO IGREJA E POVO DE DEUS, IREMOS VIVENCIAR TRÊS REALIDADES:

MISSA - QUARTA-FEIRA DE CINZAS
ABERTURA DA QUARESMA
ABERTURA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2010 

***** 
ATENÇÃO!!!
 No final destas postagens sobre a Quarta-feira de Cinzas, Quaresma e Campanha da Fraternidade, vocês encontrarão a Liturgia Diária ( Leituras, Salmo, Evangelho e Comentário do Evangelho) da Missa de Quarta-feira de Cinzas.

Quarta-feira de Cinzas



Com a imposição das cinzas, se inicia uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.
Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.
Sinônimo de "conversão", é assim mesmo a palavra "penitência" …
Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo. 

3 Fevereiro 2008 - por cantodapaz
Você sabe de onde vêm as cinzas que recebemos na Quarta-Feira de Cinzas? Você acha que é papel queimado? graveto queimado? carvão triturado? Se você não sabe, as cinza vêm dos ramos bentos do Domingo de Ramos do ano anterior.

foto de Fabian Lewkowicz
Quando recebemos os ramos no Domingo de Ramos, os levamos para as nossas casas e as colocamos junto aos nossos crucifixos de parede e ou junto aos nossos oratórios, mas com o tempo eles secam. Quando secam, não devemos jogá-los fora, pois foram bentos pelo sacerdote. Por isso, devemos entregá-los na igreja para que sejam queimados e transformados em cinzas, a fim de serem usadas no dia de Quarta-Feira de Cinzas.
No dia de Quarta-Feira de Cinzas, os fiéis são marcados na testa com as cinzas em forma de cruz ou a recebem um pouco sobre as suas cabeças, quando o secerdote pronuncia a seguinte frase, à sua escolha:
- “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás!” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho!”



Bem, agora ofereceremos um belo artigo de um frade franciscano para que todos possam compreender melhor o significado deste dia:
"Um pouco mais de um mês, e vai chegar a festa mais importante do ano, a celebração do acontecimento central e máximo de toda a história da humanidade. Está se aproximando a Páscoa. E porque ela é tão grande, merece uma preparação à altura. Começa nesta quarta-feira a nossa preparação para a Páscoa. E como inauguramos esta preparação? Colocando cinza sobre a nossa cabeça, como sinal de penitência, isto é, como sinal de que estamos dispostos a nos alinharmos no caminho de Deus com seu projeto de justiça e paz para todos. Além disso, passamos esse dia fazendo jejum, também como sinal de penitência. Serão então quarenta dias de preparação: Quaresma
Quarta-feira de cinzas! Celebramos neste dia o mistério do Deus misericordioso que acolhe nossa penitência, nossa conversão, isto é, o reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais, pecadoras. Conversão que consiste em crer no Evangelho, isto é, aderir a ele, viver segundo o ensinamento do Senhor Jesus. Numa palavra, trata-se de entrar no caminho pascal de Jesus. “Convertei-vos, e crede no Evangelho”: é o convite que Jesus faz (cf. Mc 14,15). Esta palavra, a gente ouve, recebendo cinzas sobre a nossa cabeça. Por que cinzas? É para lembrar que, de fato somos pó! Mas não reduzidos a pó!…
A fé em Jesus ressuscitado faz com que a vida renasça das cinzas. Quando o ser humano reconhece sua condição de criatura realmente necessitada da ação de Deus, em Cristo e no Espírito, então Jesus Cristo faz brotar vida de nossa condição mortal. Reconhecer-se assim, é entrar numa atitude pascal, isto é, de passagem com Cristo da morte para a vida.
Esta páscoa, a gente vive na conversão, através dos exercícios da oração, do jejum e da esmola ou partilha de bens e gestos solidários, no espírito do Sermão da Montanha. Páscoa que celebramos na Eucaristia, pela qual aclamamos Deus como aquele que, acolhendo nossa penitência, corrige nossos vícios, eleva nossos sentimentos, fortifica nosso espírito fraterno e, assim, nos dá a graça de nos aproximarmos do seu jeito misericordioso de ser, e nos garante uma eterna recompensa. Por isso que o sacerdote, em nome de toda a assembléia, canta na Oração Eucarística: “Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso…, vós acolheis nossa penitência como oferenda à vossa glória. O jejum e abstinência que praticamos, quebrando nosso orgulho, nos convidam a imitar vossa misericórdia, repartindo o pão com os necessitados […]
Pela penitência da Quaresma, vós corrigis nossos vícios, elevais nossos sentimentos, fortificais nosso espírito fraterno e nos garantis uma eterna recompensa” (Prefácio da Quaresma III e IV). Junto com a oferta total de Cristo ao Pai, pelo Espírito Santo, na Liturgia eucarística, une-se também a oferta de nossa penitência quaresmal. E Deus, por sua vez, nos recompensa com o corpo entregue e o sangue derramado de seu Filho Jesus, na santa comunhão.
Que o Cristo pascal nos ajude, para que o nosso jejum seja realmente agradável a Deus e nos sirva de remédio para a cura dos nossos vícios. E assim possamos celebrar dignamente a santa Páscoa de Cristo e nossa Páscoa. Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:
1. Qual o sentido da Quarta-feira de cinzas na vida do cristão?
2. Por que a Igreja usa cinzas no início da preparação para a Páscoa?
3. Que é importante cultivar na comunidade e nas celebrações, no tempo da Quaresma?"
(www.cnbb.org.br - autor: Frei José Ariovaldo da Silva, OFM - texto com uma pequena modificação)

    COMO SE CALCULA A PÁSCOA? 

QUANDO VAI CAIR?

A Páscoa sempre acontece na primeira lua cheia após a primavera na Europa (outono aqui no Brasil). A primavera na Europa tem um enorme significado de vida, pois durante o inverno toda a natureza fica morta, ressurgindo com o início de uma nova estação. Podemos fazer uma analogia da primavera com a Ressurreição de Jesus, que vence a morte. Bem, como estávamos falando, quando descobre-se qual o dia da primeira lua cheia da primavera, então passam-se a contar 40 dias (quaresma) para trás, sem incluir os domingos. Então chega-se à data que será a Quarta-Feira de Cinzas e o início da quaresma. Por isso, a Páscoa é uma data móvel, assim como a Sexta-Feira Santa, a Quinta-Feira Santa, o Carvanal etc.

QUARESMA

Formações

Imagem de Destaque

Conheça o significado da Quaresma

Por que a Igreja utiliza a cor roxa nesse tempo?
Chama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum".

Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.

Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.
Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.


Por que a cor roxa?
 A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitênica e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.

Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário


Qual o significado destes 40 dias?

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.


O Jejum

A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.

Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.
O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.


Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade 
e a Quaresma?

A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.

Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.

Quais são os rituais e tradições
associados com este tempo?

As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.

Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.

Depois, vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.

No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.
CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

QUARESMA - RETIRO DA IGREJA
Em  17 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, a Igreja começa a Quaresma, seu retiro anual de 40 dias, recordando os 40 dias que Jesus permaneceu no deserto a fim de preparar-se para cumprir sua missão de anunciar aos seres humanos a novidade do Pai. Diz o evangelho que ele jejuou durante todo esse tempo e, no fim, sentiu fome. Aproveitando-se dessa necessidade vital, satanás o tenta, mandando que ele transforme pedras em pão – além de fazer outras propostas lisonjeiras. Jesus reage a tudo e, depois das tentações, parte para comunicar a boa notícia da salvação.
A Quaresma é,  para a Igreja, o que a permanência de 40 dias no deserto foi para o Filho de Deus: um tempo mais intenso de exercício espiritual que prepare os cristãos para celebrar os grandes mistérios cristológicos, a paixão, morte e ressurreição do Senhor. A memória desses eventos não pode ser improvisada; por isso a liturgia quaresmal, muito rica e significativa, objetiva a renovação interior do povo de Deus,para que ele possa acolher e saborear os frutos da Páscoa. Mas isso só ocorrerá se, no cronograma da Quaresma, houver espaço para a conversão, para a penitência, para a oração e para a vivência da caridade.
Tais exigências não sintonizam muito com o perfil do ser humano moderno, pragmático, pouco interessado nos valores espirituais, individualista e resistente a tudo que pede esforço. É necessário, portanto, que os cristãos se convertam, vivam intensamente a Quaresma, a fim de converter esta sociedade que, a passos largos, foge do Ressuscitado e, cada dia mais, se distancia do reino de Deus.
Dom Geraldo Majella Agnelo
Cardeal Arcebispo de Salvador.

Campanha da Fraternidade de 2010

CF 2010:

Patrões e funcionários, convertei-vos!

Maurício Rebouças
Da Redação

Renan Felix
Dom Dimas Lara Barbosa, secretário geral da CNBB
Secretário-geral da CNBB diz que Campanha da Fraternidade convoca todos a serem cristãos no mundo da economia

Ou Deus, ou o dinheiro. É a encruzilhada que a Campanha da Fraternidade (CF) apresenta neste ano. Com autorização da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) coordena campanha focada em economia com apelo de conversão a todos os cristãos na Quaresma.



A sinalização sobre o melhor caminho a seguir vem da Doutrina Social da Igreja, segundo o secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa. Entre uma reunião e outra em Brasília, o bispo concedeu entrevista por telefone à Revista Canção Nova e pediu um agir cristão para ricos e pobres. “Vale para funcionário, o que vale para um empregador. Ou seja, viver sempre com honestidade, solidariedade, com a capacidade, inclusive, de ver no seu colega um irmão”, aponta.



Revista CN - A CF é voltada somente para os cristãos ou para a sociedade em geral?



Dom Dimas - É claro que, como a CF pretende levar as pessoas a viverem bem o espírito da Quaresma em primeiríssimo lugar, levar a um processo de conversão, ela é pensada ao interno da Igreja. E especificamente da Igreja Católica. O que a gente tem percebido da CF em 46 anos é que ela toca assuntos que são fundamentais para a vida da sociedade como tal. Nesse sentido, ela tem muita repercussão. Tanto que nós temos sempre uma sessão solene na Câmara ou no Senado com o tema da CF. E as universidades, escolas, prefeituras, movimentos sociais e outras entidades costumam, conforme o tema, promoverem debates e reflexões e assumirem o texto-base da CF como um ponto de partida para uma reflexão naquele ano.



Revista CN - Por que a campanha deste ano está focada em economia?




Dom Dimas - O processo de escolha do tema da CF é muito participativo. Normalmente, com dois anos de antecedência, pastorais, movimentos e os regionais da CNBB começam a se mobilizar. Para esse ano, o processo foi um pouco diferente. Há dois anos, a Assembléia Geral dos Bispos concedeu autorização ao Conic, que fez um pedido expresso de ter mais uma CF Ecumênica – já tivemos duas (em 2000 e 2005) e agora, em 2010, eles queriam essa nova oportunidade. Como a assembléia aceitou, ela confiou a uma comissão organizada pelas igrejas-membro do Conic, com a participação da CNBB evidentemente, mas não sob a coordenação da CNBB. E ali eles devem ter feito um processo parecido.



Revista CN - Ao tratar de economia, a Igreja no Brasil manifesta preferência por algum sistema econômico e rejeita algum outro?



Dom Dimas - Não. Na verdade, hoje praticamente não temos aquela opção que havia até pouco tempo atrás entre o socialismo ou o capitalismo. Com a queda do comunismo real, praticamente existe uma hegemonia do sistema capitalista. Pelo menos no nosso país isso é claro. Se durante muito tempo a Igreja condenou veementemente o aspecto materialista de luta de classe, busca do poder e, sobretudo, a visão imanentista [fechada a Deus] do próprio materialismo dialético e histórico que caracterizava o marxismo, hoje, a concentração da reflexão é a crítica a aspectos danosos do próprio sistema neoliberal que está em vigor no nosso país. Para a Igreja, a economia deve ser sim guiada pela ética. O critério deve ser o bem comum, a dignidade da pessoa, a construção da sociedade justa e solidária e não simplesmente a maximização do lucro ou a busca do mercado pelo mercado.



Revista CN - Como esta abordagem econômica se encaixa com a Quaresma, que deve ser um tempo forte de espiritualidade?




Dom Dimas - A CF de forma alguma atrapalha, muito pelo contrário, ajuda profundamente a viver o espírito da Quaresma. Porque, em primeiro lugar, a Liturgia da Quaresma é celebrada como em qualquer outro lugar do mundo. E na Quaresma não existe apenas a celebração da Santa Missa. Você pode fazer vias-sacras, celebrações penitenciais, círculos bíblicos, grupos de famílias, de jovens e tantas outras iniciativas que ajudam as pessoas a refletirem sobre a vida.



Revista CN - Em termos práticos, como esta campanha deve afetar um empresário que queira agir de modo cristão?




Dom Dimas - Eu vejo que o ser empresário não é contraditório com o ser cristão. Absolutamente. Agora, ele vai ter uma responsabilidade muito maior na hora de aplicar a justiça social, de tratar com o mundo do mercado, com a ética. A última coisa que se poderia ver de um empresário cristão é ele oferecer ou receber propinas para conseguir vantagens ou usar de métodos espúrios para poder derrubar seu concorrente, humilhar as pessoas.



Revista CN - Qual é o chamado de conversão a um funcionário?




Dom Dimas - Vale para funcionário, o que vale para um empregador. Ou seja, viver sempre com honestidade, solidariedade, com a capacidade, inclusive, de ver no seu colega um irmão, de estar sempre disposto a ser semeador da Palavra de Deus onde quer que ele esteja. Mas, além disso, a postura de vida, a honestidade, a opção pelos valores éticos, o engajamento profético na denúncia das injustiças, na construção de um mundo justo e solidário é missão de todo discípulo-missionário de Jesus Cristo.



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CF Ecumênica será lançada 

na Quarta-feira de Cinzas


Da Redação, com CNBB


A Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 será lançada na Quarta-feira de Cinzas, 17 de fevereiro, pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic). Este ano, o tema da CF é "Economia e vida" e o lema "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro" (Mt 6,24).  

A Campanha da Fraternidade é realizada de maneira ecumênica a cada cinco anos, e é promovida pelas cinco Igrejas Membros do Conic: Igreja Católica Apostólica Romana (ICR), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISO) e Igreja Presbiteriana Unida (IPU).

A celebração aconterá no Santuário Dom Bosco, em Brasília (DF), às 19h30. Estarão presentes o presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, Pastor Sinodal Carlos Augusto Möller (IECLB); o Rev. Luiz Alberto Barbosa (IEAB), secretário Geral do Conic, os  presidentes das demais Igrejas,  dentre outras autoridades.

A terceira edição da Campanha da Fraternidade Ecumênica objetiva, além de sensibilização da sociedade sobre a importância de valorizar todas as pessoas, buscar a superação do consumismo; criar laços de convivência entre os cidadãos; mostrar a relação entre fé e vida a partir da prática da justiça, como dimensão constitutiva do anúncio do evangelho e reconhecer as responsabilidades individuais diante dos problemas decorrentes da vida econômica, em vista da própria conversão.

Mais informações no site do CONIC - www.conic.org.br

Campanha da Fraternidade de 2010 será ecumênica


CNBB


"Receba nosso agradecimento pela clarividência da CNBB na decisão de realizar a Campanha da Fraternidade Ecumênica em 2010". Com estas palavras, o presidente do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), pastor Carlos Möller, recebeu do presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, a comunicação de que a Assembléia dos Bispos aprovou, em maio, o pedido de mais uma Campanha da Fraternidade Ecumênica em 2010. Será a terceira vez que a Campanha se realizará em conjunto com outras Igrejas. A primeira foi em 2000 e a segunda em 2005.

A comunicação foi feita durante a visita da Presidência da CNBB ao CONIC, na tarde desta segunda-feira, 20. Na ocasião, Dom Geraldo Lyrio Rocha entregou ao pastor Möller o livro com os discursos que o Papa Bento XVI fez no Brasil durante sua viagem ao país em maio.

Num clima descontraído e de muita liberdade, os religiosos abordaram outras questões ligadas à atuação da CNBB e do CONIC que, neste ano, comemora 25 anos. Ambas as instituições demonstraram a preocupação e o desejo de ampliar o diálogo com as Igrejas Pentecostais. Recordaram que há lideres de algumas dessas Igrejas que já mantêm contato com o CONIC.

Segundo informou o secretário executivo do CONIC, reverendo Luiz Alberto, está sendo preparada, também, uma Declaração por meio da qual as Igrejas-membro do Conselho reconhecerão, conjuntamente, o batismo ministrado validamente nas Igrejas cristãs. Isto significa que quem já foi batizado não será rebatizado nas Igrejas-membro do CONIC. Essa já é a prática de algumas Igrejas, como por exemplo, a Católica, Anglicana e Luterana.

O Presidente do CONIC lembrou, ainda, a comemoração dos 25 anos da entidade da qual a CNBB é co-fundadora. Para celebrar a data será realizado, de 15 a 17 de setembro, o Seminário Ecumenismo e Missão – Para que todos sejam um. O Seminário será precedido por uma reunião dos presidentes das seis Igrejas-membro do CONIC. Nessa reunião, os religiosos deverão discutir a formação ecumênica dos candidatos ao ministério ordenado de cada Igreja, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010.

"Agradeço, em nome do CONIC, esta visita que vem reafirmar o compromisso do ecumenismo. Esse gesto alimenta o que acontece há 25 anos entre o CONIC e a CNBB que é refletir e agir conjuntamente, como no caso da Campanha da Fraternidade", disse o presidente, pastor Möller. "O CONIC continua com uma casa aberta a serviço do diálogo, do ecumenismo", completou.

Além dos presidentes do CONIC e da CNBB, estavam presentes o vice-presidente da CNBB e arcebispo de Manaus (AM), Dom Luiz Soares Vieira; o secretário geral da CNBB e bispo auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Dimas Lara Barbosa, o secretário executivo do CONIC, reverendo Luiz Alberto Barbosa, da Igreja Anglicana; o primeiro vice-presidente do CONIC e arcebispo de Montes Claros (MG), Dom José Alberto Moura; o assessor da Comissão para o Ecumenismo e Diálogo Interreligioso da CNBB, Padre Marçal Maçaneiro e o secretário executivo adjunto do CONIC, Padre Gabrielli.
Tags: Igreja CNBB cristãos campanha fraternidade Conic unidade dos cristãos

Conic lança cartaz da Campanha da

Fraternidade 2010


Da Redação


CNBB
Cartaz da Campanha da Fraternidade de 2010.
Aos pés do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o material da Campanha da Fraternidade 2010, “Fraternidade e Economia”, será lançado no próximo dia 10, às 15h. O lema da CF será: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24), escolhido no ano passado.

O evento contará com a participação de várias autoridades eclesiásticas e políticas, entre elas o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa, o presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), pastor sinodal Carlos Augusto Möller, a senadora Marina Silva, o economista e secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, professor Paul Singer, entre outros.

Sob a responsabilidade do Conic, a Campanha da Fraternidade 2010 será ecumênica e estará aberta à participação de todas as denominações cristãs. Esta é a terceira Campanha da Fraternidade Ecumênica. As outras foram realizadas em 2000 e em 2005.

O presidente do Conic fará a abertura do ato. Logo em seguida, terá início a apresentação do material da Campanha pelo diretor executivo das Edições CNBB, padre Valdeir dos Santos Goulart e pelo secretário geral do Conic, Reverendo Luiz Alberto Barbosa. A senadora Marina Silva e o professor Paul Singer.

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“O objetivo da Campanha da Fraternidade 2010 é unir as Igrejas Cristãs e, principalmente a nossa sociedade, que é formada por pessoas de boa vontade, na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, criando uma cultura de solidariedade e trazendo paz”, disse o reverendo Luiz Alberto. Segundo o secretário do Conic, o tema da CF 2010 foi escolhido a partir de sugestões das Igrejas-membro do Conic. “Na Bíblia, os pobres e todos os necessitados estão no centro da justiça que Deus exige das relações humanas e econômicas”, afirma o secretário.

“A nossa participação na cerimônia de lançamento do material será apresentar o cartaz e o folder de 2010 e explicar um pouco o processo de criação e desenvolvimento do mesmo”, explicou o diretor executivo das Edições CNBB.

A ex-diretora do Conic, Elinete Miller, fará a apresentação do cartaz da CF e o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, motivará os participantes a rezarem juntos o Pai Nosso Ecumênico.
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Tags: Igreja CNBB cristãos campanha fraternidade Conic unidade dos cristãos noticias cancaonova Canção Nova


MISSA
Liturgia Diária – 4ª Feira de Cinzas
Primeira leitura (Joel 2,12-18)
Quarta-Feira, 17 de Fevereiro de 2010
Quarta-feira de Cinzas

Profecia de Joel:

12“Agora, diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; 13rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo”.
14Quem sabe, se ele se volta para vós e vos perdoa, e deixa atrás de si a bênção, oblação e libação para o Senhor, vosso Deus?
15Tocai trombeta em Sião, prescrevei o jejum sagrado, convocai a assembleia; 16congregai o povo, realizai cerimônias de culto, reuni anciãos, ajuntai crianças e lactentes; deixe o esposo seu aposento, e a esposa, seu leito.
17Chorem, postos entre o vestíbulo e o altar, os ministros sagrados do Senhor, e digam: “Perdoa, Senhor, a teu povo, e não deixes que esta tua herança sofra infâmia e que as nações a dominem”. Por que se haveria de dizer entre os povos: “Onde está o Deus deles?”
18Então o Senhor encheu-se de zelo por sua terra e perdoou ao seu povo.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 50)
Quarta-Feira, 17 de Fevereiro de 2010
Quarta-feira de Cinzas

— Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos!
— Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos!

— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!/ Na imensidão do vosso amor, purificai-me!/ Lavai-me todo inteiro do pecado/ e apagai completamente a minha culpa!
— Eu reconheço toda a minha iniquidade,/ o meu pecado está sempre à minha frente./ Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei,/ pratiquei o que é mau aos vossos olhos!
— Criai em mim um coração que seja puro,/ dai-me de novo um espírito decidido./ Ó Senhor, não me afasteis de vossa face,/ nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
— Dai-me de novo a alegria de ser salvo/ e confirmai-me com espírito generoso!/ Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,/ e minha boca anunciará vosso louvor!

Segunda leitura (2º Coríntios 5,20—6,2)
Quarta-Feira, 17 de Fevereiro de 2010
Quarta-feira de Cinzas
Segunda Carta de São Paulo apóstolo aos Coríntios:

Irmãos: 20Somos embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus.
21Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus.
6,1Como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, 2pois ele diz: “No momento favorável, eu te ouvi e, no dia da salvação, eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Evangelho (Mateus 6,1-6.16-18)
Quarta-Feira, 17 de Fevereiro de 2010
Quarta-feira de Cinzas
— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.
2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens.
Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens.
Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando.
Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.















EXPLICAÇÃO DO EVANGELHO

Penitência: abrir espaço para Deus.

Postado por: padrepacheco

Matematicamente falando, a Quaresma, tempo dos “quarenta dias”, vai do primeiro domingo quaresmal até a quarta-feira da Semana Santa. O Tríduo Santo já é contado com a Páscoa. Mas, na Idade Média, os domingos foram descontados do tempo penitencial, cujo início foi então antecipado para a Quarta-feira de Cinzas. Mesmo não pertencendo a tradição litúrgica mais antiga, as leituras são muito significativas. Têm teor diferente daquele dos domingos quaresmais, que acentuam a preparação para o batismo a ser administrado na noite pascal. Em Cinzas, o tema central é a penitência.
A liturgia insiste na autenticidade da penitência (“rasgar o coração, não apenas as vestes”, primeira leitura) e no caráter interior do jejum, juntamente com as outras “boas obras”, a esmola e a oração (evangelho). A segunda leitura proclama o “tempo da reconciliação” com Deus, pregada por Paulo com vistas à iminência da parusia.
A “mortificação” pode ser um meio para libertar-se dos apegos e da vida superficial, mas não é um fim em si! O fim é a conversão, a volta para Deus, que na segunda leitura ganha um tom de esperançosa alegria, bem de acordo com o evangelho, que manda usar perfumes para não ostentar o jejum. Conversão é encontro com Deus que se volta para nós, portanto, uma razão de alegria. Oxalá fosse concebida assim o sacramento da penitência neste “tempo favorável”.
Tanto a oração do dia, como a das oferendas, falam do combate ao vício e do domínio de si. Mas o importante do jejum não é o que nós fazemos, mas a maravilha que Deus opera. Nossa parte é preparar-nos para receber a sua graça. A conversão não é tanto fazer algo quanto deixar-se fazer por Deus.
Na Quaresma vamos dar maior chance a Deus para agir em nós, refreando os instintos egoístas (todos eles, também os do ter e do dominar), tentando acompanhar aquele que se libertou completamente para, em obediência a Deus, doar-se por nós por amor.
Impondo certas restrições aos nossos impulsos, abrimos em nosso coração mais espaço para Deus e seus filhos. Por isso cabe neste dia a abertura da Campanha da Fraternidade. A melhor penitência é: abrir espaço para Deus e para nossos irmãos.
Durante a Quaresma, somos convidados a mergulhar nossa vida, naquilo que é a essência deste tempo da graça na vida da Igreja: oração, jejum e caridade (esmola) que converge para um fim bem objetivo, ou seja, a conversão para Deus.
Na oração, a partir de uma intimidade com o Senhor, por meio da sua Palavra, somos convidados a direcionar nossa vida à vontade de Deus; pois é na vontade de Deus que se encontra a nossa santidade. A vontade de Deus na nossa vida é decorrência de uma intimidade que poderemos ter com Ele, se assim nos propusermos a ir ao seu encontro.
O jejum é esta via, onde somos convidados a uma disciplina interior, refreando as nossas tendências más e nossos apetites a tudo aquilo que é excesso, em todas as dimensões da nossa vida; faço jejum, não como prova de resistência – não preciso provar nada para ninguém -, mas para me disciplinar.
A caridade (esmola) é o comprometimento imediato, resultante deste encontro com o Senhor (Oração) e do meu desapego (jejum); viver a caridade é viver as obras de misericórdia para com nossos irmãos; é nos desapegarmos, vivendo a fraternidade com nossos irmãos. É, em grande parte, morrer ao egoísmo, para que o outro também tenha aquilo que é dele, mas que esta retido comigo. Ou seja, dar esmola nada mais é que dar ao outro aquilo que é dele, que está retido comigo.
Pe Pacheco,
Comunidade Canção Nova.


 
 

2 comentários:

Brisa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
museumunicipaldearacoiaba disse...

OI LUSMAR, SEU BLOG ESTÁ CADA VEZ MAIS RICO DE INFORMAÇÕES E MAIS AGRADÁVEL. PARABÉNS MAIS UMA VEZ. ROSE