2012 - Um ANO muito
RICO para a IGREJA CATÓLICA:
- Abertura da Ano da Fé.
- 20 Anos - Lançamento do Catecismo da Igreja Católica
- 50 Anos - Aniversário do Concílio Vaticano II
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Ano da Fé:
Vaticano divulga Carta Apostólica de Bento XVI
Leonardo Meira
Da Redação

''A porta da fé está sempre aberta para nós'', escreve o Papa na Carta Apostólica
"A PORTA DA FÉ, que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É
possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o
coração se deixa plasmar pela graça que transforma", indica o Santo
Padre no início do texto.
"Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo", salienta.
Acesse
O Ano da Fé iniciará em 11 de outubro de 2012, no 50º aniversário de abertura do Concílio Vaticano II,
e terminará em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei do
Universo. "Será um momento de graça e de empenho para uma sempre mais
plena conversão a Deus, para reforçar a nossa fé n'Ele e para
anunciá-Lo com alegria ao homem do nosso tempo", explicou o Papa durante a Missa de encerramento do Encontro Novos Evangelizadores para a Nova Evangelização, que presidiu neste domingo, 16, na Basílica Vaticana.
Bento
XVI salienta que atravessar a porta da fé é embrenhar-se num caminho
que dura a vida inteira. "Este caminho tem início com o Batismo, pelo
qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a
passagem através da morte para a vida eterna", indica.
De fato, desde o início de seu ministério como
Sucessor de Pedro, o atual Pontífice sublinha a necessidade de
redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre
maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. "Devemos
readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus,
transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como
sustento de quantos são seus discípulos", adverte na Porta Fidei.
Ano da Fé
Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. Já o Servo de Deus Papa Paulo VI, em 1967, proclamou um ano semelhante, para celebrar o 19º centenário do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo.
"Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé
com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser
uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em
herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João
Paulo II, 'não perdem o seu valor nem a sua beleza'.
[...] Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a
propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para
Sucessor de Pedro: 'Se o lermos e recebermos guiados por uma justa
hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande
força para a renovação sempre necessária da Igreja'", escreve Bento
XVI na Carta Apostólica divulgada nesta segunda-feira.
Em 11 de Outubro de 2012, além dos 50 anos da convocação do Vaticano II, também se completarão 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo Beato Papa João Paulo II. Conforme Bento XVI, este Ano deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo a sua síntese sistemática e orgânica.
"Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá
ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos
têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso
contexto cultural. [...] Com tal
finalidade, convidei a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de
comum acordo com os competentes Organismos da Santa Sé, uma Nota,
através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações
para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este Ano da Fé ao serviço do crer e do evangelizar", revela.
Da mesma forma, será decisivo repassar a história da fé, que faz ver o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado. O Ano da Fé também será uma ocasião propícia para intensificar o testemunho da caridade.
"A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um
sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se
mutuamente, de tal modo que uma consente à outra de realizar o seu
caminho. [...] Possa este Ano da Fé
tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só
n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor
autêntico e duradouro. [...] À Mãe de Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça", escreve.
Arquivo

Bento
XVI: "O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado.
A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele"
Desafios
O Papa analisa que nos dias atuais, mais do
que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que
provêm de uma mentalidade que reduz o âmbito das certezas racionais
ao das conquistas científicas e tecnológicas. "Mas a Igreja nunca teve
medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e
ciência autêntica, porque ambas tendem, embora por caminhos
diferentes, para a verdade", ensina.
Da mesma forma, o professar
com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso
públicos. "O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato
privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este
'estar com Ele' introduz na compreensão das razões pelas quais se
acredita. A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige
também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita".
A
renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado
pela vida dos crentes: "de fato, os cristãos são chamados a fazer
brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o
Senhor Jesus nos deixou", adverte.
Por fim, Bento XVI lembra que Jesus Cristo, em todo o tempo, convoca a Igreja, confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo.
"Por
isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a
favor de uma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de
crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta
diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos
crentes, que jamais pode faltar. Com
efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor
recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé
torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite
oferecer um testemunho que é capaz de gerar.[...] Só
acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra
possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão
abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta
cada vez maior porque tem a sua origem em Deus".
Leia mais
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Aniversário de Lançamento:
20 Anos da Lançamento do Catecismo da Igreja Católica
- pelo saudoso Papa João Paulo II
- pelo saudoso Papa João Paulo II
O Catecismo da Igreja Católica
A Igreja
comemora, agora em 2012, os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica!
Este momento vem ao encontro do Ano da Fé, anunciado e aberto, no
passado dia 11 de outubro, pelo papa Bento XVI, que pede a retomada
catequética juntamente com uma vida de sincera conversão. Torna-se
oportuno aproveitar estas comemorações para recordar os fundamentos da nossa fé e os valores que os sacramentos imprimem em nossa vida.
Neste tempo de tantas possibilidades e ofertas,
não podemos nos esquecer de que precisamos voltar nosso olhar e
interesse pelas coisas de Deus. Por isso, torna-se mais do que
necessário retomar a leitura da publicação do Catecismo da Igreja
Católica, aprovado a partir da Fidei depositum, (11 de outubro de 1992,
do Beato João Paulo II) atualizado após o Concílio Ecumênico Vaticano II.
Guardar
o depósito da fé é a missão que Jesus Cristo deixou como legado à sua
Igreja. Este legado a acompanha em todos os tempos. Nós, seguidores de
Cristo, estamos inseridos neste tempo e somos responsáveis pela missão.
Portanto, hoje, novamente se faz necessário reconhecer seus ensinamentos
e comunicá-los aos que ainda nele não creem. Nisto acontece o
resplendor do anúncio do Evangelho! Celebrar este aniversário é
rememorar os valores da nossa vida cristã e a nossa fidelidade a Cristo.
Recordando nosso olhar para a vida do homem, nós conseguimos reconhecer
a Deus. Enquanto homens que nos identificamos com ele, vivemos e
transmitimos a fé. Daí a importância da nossa catequese.
O
Catecismo da Igreja Católica é um instrumento para orientar todos os
fiéis no caminho de Cristo, que, consequentemente, os leva no caminho ao
encontro com os irmãos. Deve-se reconhecer que o Catecismo é denso,
refletindo em toda a primeira parte a Profissão de fé do batizado. Há
ali uma reciprocidade entre a revelação de Deus para o homem e a
resposta humana de fidelidade. Ali se dá também a articulação dos “três
capítulos”: a fé na Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Já em seguida
se estuda como se dá a ação de Deus (para manifestar a Salvação) na
realização das obras de Jesus Cristo e da ação do Espírito Santo, também
hoje pronunciadas e manifestadas nas liturgias que são celebradas. Por
isso, a liturgia é o pedestal da vivência dos sacramentos da fé.
São
“bem-aventurados” os que se identificam numa ação livre e despojada,
munidos pela fé e graça de Deus, em favor dos pobres e descrentes. Aí se
manifesta a caridade, que acontece a partir dos Mandamentos de Deus.
Porém, toda a ação do cristão, mesmo fundamentada na catequese, se torna
fraca se não for alimentada pela oração. Daí a importância da oração
contínua na vida de fé. O Catecismo da Igreja Católica foi assim pensado
para condensar a doutrina e os valores da fé católica. Em sua linguagem
encontramos inúmeras referências bíblicas. Algumas não são citadas, mas
o estudo e a reflexão apresentados vêm ao encontro do que Jesus ensinou
aos seus discípulos e às multidões que o seguiam, presentes na Sagrada
Escritura. Os Evangelhos registram o que Jesus falou e fez em favor dos
que querem seguir e estar com Deus. Este “estar com Deus” se inicia no
aqui e agora toda vez que vivemos plenamente os valores por ele
ensinados.
O Ano da Fé nos aproxima oportunamente e convida a
reler o Catecismo da Igreja Católica para sermos mais santos, fraternos e
humanos. Deus abençoe a todos na recuperação do estudo do Catecismo da
Igreja Católica!
* Dom Orani João Tempesta, cisterciense, é arcebispo do Rio de Janeiro.
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Luca Marcolivio
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Palavras de Sabedoria!!!

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Não devemos esquecer a Misericórdia de Deus por nós!!!
Igreja comemora 50 anos
do Concílio Vaticano II
O Concílio Vaticano II, realizado em 1962, iniciou uma nova etapa na Igreja. A política, as questões sociais, culturais e religiosas motivaram a convocação da Igreja.
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Concílio Vaticano II: "uma grande pintura feita pelo Espírito Santo"
Na audiência geral, Bento XVI indica quatro constituições conciliares como pontos cardeais da Igreja
Luca Marcolivio
VATICANO, quarta-feira, 10 de outubro de 2012 (ZENIT.org)
- Uma audiência geral das mais importantes do pontificado de Bento XVI:
na manhã de hoje, véspera da abertura do Ano da Fé e do 50º aniversário
da abertura do concílio Vaticano II, o tema escolhido pelo Santo Padre
para a catequese foi uma reflexão sobre os documentos conciliares.
O concílio Vaticano II nos aparece como "um grande afresco”, propôs o papa, “pintado na sua grande multiplicidade e variedade de elementos sob a orientação do Espírito Santo". Um trabalho de "extraordinária riqueza", do qual ainda é possível "redescobrir passagens particulares, fragmentos, matizes".
O Santo Padre mencionou em seguida o seu antecessor, o beato João Paulo II, que chamava o concílio Vaticano II de "grande graça para a Igreja do século XX", bem como "bússola segura para nos orientar nos caminhos do século que se abre"(Novo millennio ineunte, 57). Uma bússola que permite que "o navio da Igreja avance em mar aberto, tanto em meio a tempestades quanto a ondas calmas e tranquilas, para navegar com segurança e chegar a bom porto".
Bento XVI recordou, depois, a sua própria experiência no concílio, do qual participou acompanhando o então arcebispo de Colônia, cardeal Frings, que designara o jovem Joseph Ratzinger, à época professor de Teologia Fundamental na Universidade de Bonn, como seu consultor teólogo. Pouco mais adiante, Ratzinger tornou-se perito conciliar.
"Poucas vezes na história”, disse o papa, “foi possível, como então, quase tocar concretamente a universalidade da Igreja, em um momento da grande realização da sua missão de levar o Evangelho até os confins da terra em todos os tempos". Por causa do grande acúmulo de esperança que difundiu, o concílio foi um "evento de luz que irradia até hoje".
Quando o concílio foi convocado pelo beato papa João XXIII, em 1959, três anos antes da abertura dos trabalhos, não havia na Igreja "nenhum erro particular de fé a ser corrigido ou condenado, nem questões específicas de doutrina ou de disciplina a ser esclarecidas". Grande, portanto, foi a surpresa dos cardeais diante do anúncio do papa João XXIII.
Em seu discurso de abertura do concílio, em 11 de outubro, João XXIII manifestou a necessidade de falar da fé "de uma forma renovada" e "mais incisiva", num mundo que estava mudando rapidamente, "mesmo mantendo intactos os seus conteúdos perenes, sem cessões nem arranjos".
Era preciso fazer uma "reflexão mais profunda sobre a fé" e sobre a sua relação com o pensamento moderno, "não para se adaptar a ele, mas para apresentar ao nosso mundo, que tende a se afastar de Deus, a necessidade do Evangelho em toda a sua grandeza e em toda a sua pureza".
De resto, como disse Paulo VI na sua homilia de encerramento do concílio, em 7 de dezembro de 1965, já naquela época "o esquecimento de Deus" se tornava "normal" e a pessoa humana tendia a "reivindicar a sua autonomia absoluta, liberando-se de toda lei transcendente".
Ao mesmo tempo, Paulo VI lembrava que o homem, "quando se esforça para fixar a mente e o coração em Deus na contemplação, realiza o ato mais elevado e mais pleno da sua alma, o ato que ainda hoje pode e deve ser o culminar dos inumeráveis campos da atividade humana, a partir do qual essas atividades conquistam a sua dignidade".
O concílio Vaticano II, portanto, salientou a centralidade de um Deus que "está presente, que se ocupa de nós e nos responde". Quando a fé falta, junto com ela "colapsa o que é essencial, porque o homem perde a sua dignidade profunda e aquilo que torna grande a sua humanidade, contra todo reducionismo", destacou Bento XVI.
Tarefa da Igreja, reafirma o concílio, é "transmitir a palavra do amor de Deus que salva, para que seja ouvido e recebido o apelo divino que traz em si mesmo a nossa felicidade eterna".
A este respeito, o Santo Padre mencionou quatro constituições conciliares a ser consideradas como uma espécie de "quatro pontos cardeais da bússola que pode nos orientar": a Sacrosanctum Concilium, que enfatiza a "centralidade do mistério da presença de Cristo"; a Lumen Gentium, que salienta como compromisso fundamental da Igreja "o de glorificar a Deus"; a Dei Verbum, em que "a Palavra viva de Deus convoca a Igreja e a vivifica ao longo de toda a sua jornada através da história”; e a Gaudium et Spes, sobre a forma como a Igreja "leva ao mundo a luz que recebeu de Deus, para que Ele seja glorificado".
O concílio Vaticano II é, em última análise, "um forte apelo a redescobrir todos os dias a beleza da nossa fé". O papa, para terminar, invocou a proteção da Virgem Maria para que "ela nos ajude a compreender e levar a cumprimento o que os padres conciliares guardavam no coração, inspirados pelo Espírito Santo: o desejo de que todos possam conhecer o evangelho e conhecer o Senhor Jesus como caminho, verdade e vida".
O concílio Vaticano II nos aparece como "um grande afresco”, propôs o papa, “pintado na sua grande multiplicidade e variedade de elementos sob a orientação do Espírito Santo". Um trabalho de "extraordinária riqueza", do qual ainda é possível "redescobrir passagens particulares, fragmentos, matizes".
O Santo Padre mencionou em seguida o seu antecessor, o beato João Paulo II, que chamava o concílio Vaticano II de "grande graça para a Igreja do século XX", bem como "bússola segura para nos orientar nos caminhos do século que se abre"(Novo millennio ineunte, 57). Uma bússola que permite que "o navio da Igreja avance em mar aberto, tanto em meio a tempestades quanto a ondas calmas e tranquilas, para navegar com segurança e chegar a bom porto".
Bento XVI recordou, depois, a sua própria experiência no concílio, do qual participou acompanhando o então arcebispo de Colônia, cardeal Frings, que designara o jovem Joseph Ratzinger, à época professor de Teologia Fundamental na Universidade de Bonn, como seu consultor teólogo. Pouco mais adiante, Ratzinger tornou-se perito conciliar.
"Poucas vezes na história”, disse o papa, “foi possível, como então, quase tocar concretamente a universalidade da Igreja, em um momento da grande realização da sua missão de levar o Evangelho até os confins da terra em todos os tempos". Por causa do grande acúmulo de esperança que difundiu, o concílio foi um "evento de luz que irradia até hoje".
Quando o concílio foi convocado pelo beato papa João XXIII, em 1959, três anos antes da abertura dos trabalhos, não havia na Igreja "nenhum erro particular de fé a ser corrigido ou condenado, nem questões específicas de doutrina ou de disciplina a ser esclarecidas". Grande, portanto, foi a surpresa dos cardeais diante do anúncio do papa João XXIII.
Em seu discurso de abertura do concílio, em 11 de outubro, João XXIII manifestou a necessidade de falar da fé "de uma forma renovada" e "mais incisiva", num mundo que estava mudando rapidamente, "mesmo mantendo intactos os seus conteúdos perenes, sem cessões nem arranjos".
Era preciso fazer uma "reflexão mais profunda sobre a fé" e sobre a sua relação com o pensamento moderno, "não para se adaptar a ele, mas para apresentar ao nosso mundo, que tende a se afastar de Deus, a necessidade do Evangelho em toda a sua grandeza e em toda a sua pureza".
De resto, como disse Paulo VI na sua homilia de encerramento do concílio, em 7 de dezembro de 1965, já naquela época "o esquecimento de Deus" se tornava "normal" e a pessoa humana tendia a "reivindicar a sua autonomia absoluta, liberando-se de toda lei transcendente".
Ao mesmo tempo, Paulo VI lembrava que o homem, "quando se esforça para fixar a mente e o coração em Deus na contemplação, realiza o ato mais elevado e mais pleno da sua alma, o ato que ainda hoje pode e deve ser o culminar dos inumeráveis campos da atividade humana, a partir do qual essas atividades conquistam a sua dignidade".
O concílio Vaticano II, portanto, salientou a centralidade de um Deus que "está presente, que se ocupa de nós e nos responde". Quando a fé falta, junto com ela "colapsa o que é essencial, porque o homem perde a sua dignidade profunda e aquilo que torna grande a sua humanidade, contra todo reducionismo", destacou Bento XVI.
Tarefa da Igreja, reafirma o concílio, é "transmitir a palavra do amor de Deus que salva, para que seja ouvido e recebido o apelo divino que traz em si mesmo a nossa felicidade eterna".
A este respeito, o Santo Padre mencionou quatro constituições conciliares a ser consideradas como uma espécie de "quatro pontos cardeais da bússola que pode nos orientar": a Sacrosanctum Concilium, que enfatiza a "centralidade do mistério da presença de Cristo"; a Lumen Gentium, que salienta como compromisso fundamental da Igreja "o de glorificar a Deus"; a Dei Verbum, em que "a Palavra viva de Deus convoca a Igreja e a vivifica ao longo de toda a sua jornada através da história”; e a Gaudium et Spes, sobre a forma como a Igreja "leva ao mundo a luz que recebeu de Deus, para que Ele seja glorificado".
O concílio Vaticano II é, em última análise, "um forte apelo a redescobrir todos os dias a beleza da nossa fé". O papa, para terminar, invocou a proteção da Virgem Maria para que "ela nos ajude a compreender e levar a cumprimento o que os padres conciliares guardavam no coração, inspirados pelo Espírito Santo: o desejo de que todos possam conhecer o evangelho e conhecer o Senhor Jesus como caminho, verdade e vida".
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Palavras de Sabedoria!!!

Não devemos esquecer a Misericórdia de Deus por nós!!!
Jesus misericordioso, eu confio em Vós!!!
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Conselho aos jovens!...
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A Mãe de Deus é também nossa Mãe!!!
A Mãe de Deus é também nossa Mãe!!!
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