Dois pensamentos aos leitores e leitoras deste blog.

Dois pensamentos de boas-vindas aos leitores e seguidores deste blog:
- Mesmo que vivas um século, nunca deixes de aprender!!!
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Novidades para esta semana. Leia-as!!!

Novidades para esta semana.

Blog: http://lusmarpazleite.blogspot.com

Minutos da Sabedoria e Pensamento da Semana / Terapia do Professor - Continuação / Língua Portuguesa 

 Por que a Quaresma /  Quaresma: Tempo de confissão, por quê? / Por que se confessar? / Campanha da Fraternidade 2010 / Igrejas promovem Campanha contra modelo econômico/ Conheça o significado da Quaresma / Qual a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma / Retiro Popular Quaresmal-1ª Semana-Com Dom Alberto Taveira / Pensamento para o Professor(a)/ Armadilhas para a vida do padre, segundo pregador do Papa / Qual é o terceiro segredo de Fátima? /

Educação: Professor e o Plano de Aula / Sucesso dos alunos depende muito da relação da escola com os pais. / Escola Pública Boa deve começar em casa / Os pais perante o rendimento escolar do filho...

Vale a pena conferir esses assuntos!!!

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Joseni é a mais nova seguidora deste blog.

Seja bem-vinda a família do blog lusmarpazleite! Obrigado pela sua participação!!! (Lusmar Paz - 25.02.2010 - Aracoiaba-CE.)







PENSAMENTO DA SEMANA
Quanto maiores formos em humildade,
tanto mais próximos estaremos da grandeza. (Tagore)
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MINUTOS DE SABEDORIA
Não se escravize às opiniões da leviandade ou da ignorância.”
Não importa o que os outros pensam ou dizem de nós.
O que verdadeiramente importa é aquilo que realmente somos.
Tenha sua consciência tranquila, mesmo que seja condenado.
Não se esqueça de que Jesus foi o condenado, e Herodes foi o vencedor momentâneo.
Mas responda: qual dos dois foi verdadeiramente o vencedor? (C. Torres Pastorino)
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TERAPIA DO PROFESSOR
Nos Estados Unidos existe um ditado forçado que afirma que as três melhores coisas do ensino são junho, julho e agosto (meses do verão e das férias...). Os professores sabem que, às vezes essa regra não é bem uma piada.
O ensino – corretamente conduzido – é árduo. Cada aluno é absolutamente único, com diferentes modos de aprendizagem e capacidades, interesses, experiências, motivações. Cada um apresenta-lhe exigências que pedem uma resposta sua por inteiro – corpo, alma e espírito.
Não espanta que o ensino seja mais uma vocação do que um trabalho, requerendo tanto talento e habilidade como qualquer arte. Tampouco espanta que você por vezes sinta um esgotamento e um cansaço daqueles.
Terapia do professor  não afugentará os tempos árduos. Não reduzirá o tamanho de sua turma, nem corrigirá seus questionários, preparará suas aulas ou emenderá seus alunos.
Mas oferece, sim, conselhos acertados e realistas – para cuidar de si, para extrair o melhor de quem você ensina, para reconhecer e respeitar esse seu poder de transformar vidas.
Com suas palavras inspiradoras... este instigante diálogo... renovará o entusiasmo que estalou em seu coração desde quando percebeu que era para você ser professor ou professora.
Karen Katafiasz
Paulus – 2006
www.paulus.com.br / editorial@paulus

( Terapia do Professor: Continuação)
9. Use a boa organização para aumentar sua eficiência e garantir estrutura ao seu dia. Se leva trabalho para casa, tome a decisão consciente de cumpri-lo. Você necessita de tempo livre para se revigorar e evitar o esgotamento.
10. Quando cobrar responsabilidade dos alunos, deverá ser responsável com eles. Honre seus compromissos, cumpra suas promessas.
11. O ensino exige – cuide de seu corpo. Faça refeições saudáveis, reserve tempo para exercícios, descanse bastante.
12. Cuide de sua espiritualidade. Volte-se para Deus, tenha em mente a presença divina em sua sala de aula.
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LÍNGUA PORTUGUESA (Ir. Marcela Calíope)
Vamos lá!
Use certo: para e ao.
Para: indica permanência.Ex.: Iremos para o céu.
Ao: indica breve regresso. Ex.: Vamos ao teatro.
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Não confunda: Traz e Trás.
Taz é o verbo trazer. Ex.: Ela traz o livro.
Trás refere-se a tempo. Ex.: Trás-ante-ontem.
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NESTA e ESTA
Quando você usa NESTA, emprega o verbo haver.
Ex.: Nesta classe há trinta carteiras.
Se você usa ESTA, diga: Esta classe tem trinta carteiras ( com o verbo ser)
DE PÉ, EM PÉ, A PÉ, como empregá-los?
DE PÉ, EM PÉ, você está parado.
A PÉ, você está em movimento.
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Não diga:
Amanhã tem aula.
Diga:
Amanhã aula.
Explicação: Ter é possuir.
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Faça a diferença entre: amor e amores.
Amor é afeto;
Amores é namoro.
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Da mesma forma: Vontade e Vontades.
Vontade é desejo.
Vontades são caprichos.
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Obs.: Na próxima semana teremos mais novidades na língua portuguesa.
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ASSUNTOS DA QUARESMA

Por que a Quaresma?

 

Prof. Felipe Aquino
Desde os primórdios do Cristianismo a “Quaresma marcou para os cristãos um tempo de graça, oração, penitência e jejum, afim de obter a conversão. Ela nos faz lembrar as palavras do Mestre divino: “Se não fizerdes penitência, todos perecereis” (Lc 13,3).

Esses quarenta dias que precedem a Semana Santa, são colocados pela Igreja para que cada um de nós se prepare para a maior de todas as Solenidades litúrgicas do ano, a Páscoa, a grande celebração da Ressurreição de Jesus, a vitória Dele e nossa sobre o Mal, sobre o pecado, sobre a morte e sobre o inferno.
A celebração litúrgica não é mera lembrança do passado, algo que aconteceu com Jesus e passou, não. Jesus esta´ presente na Liturgia. O Catecismo diz que: “Pela liturgia, Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua em sua Igreja, com ela e por ela, a obra de nossa redenção.” (§1069). Isto é, pela Liturgia da Igreja Ele continua a nos salvar, especialmente pelos Sacramentos, e faz tornar presente a nossa redenção.

Mas, para que o cristão possa se beneficiar dessa celebração precisa estar preparado, com a alma purificada e o coração sedento de Deus. A Igreja recomenda sobretudo que vivamos aquilo que ela chama de “remédios contra o pecado” (jejum, esmola e oração), que Jesus recomendou no Sermão da Montanha (Mt 6, 1-8) e que a Igreja nos coloca diante dos olhos logo na Quarta-feira de Cinzas, na abertura da Quaresma.
A meta da Quaresma é a expiação dos pecados; pois eles são a lepra da alma. Não existe nada pior do que o pecado para o homem, a Igreja e o mundo.

Todos os exercícios de piedade e de mortificação têm com objetivo de livrar-nos do pecado.  O jejum fortalece o espírito e a vontade para que as paixões desordenadas, especialmente aquelas que se referem ao corpo (gula, luxúria, preguiça), não dominem a nossa vida e a nossa conduta. A esmola socorre o pobre necessitado e produz em nós o desapego e o despojamento dos bens terrenos; isto nos ajuda a vencer a ganância e o apego ao dinheiro. A oração fortalece a alma no combate contra o pecado. Jesus recomendou na noite de sua agonia: “Vigiai e orai, o espírito é forte mas a carne é fraca”. A Palavra de Deus nos ensina: “É boa a oração acompanhada do jejum e dar esmola vale mais do que juntar tesouros de ouro, porque a esmola livra da morte, e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna” (Tb 12, 8-9).

“A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados”(Eclo 3,33). “Encerra a esmola no seio do pobre, e ela rogará por ti para te livrar de todo o mal” ( Eclo 29,15).
Jesus ensinou: “É necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1b); “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 26,41a); “Pedi a se vos dará” (Mt 7,7) . E São Paulo recomendou: “Orai sem cessar” (I Ts 5,17).

Quaresma é pois  tempo de rompimento total com o pecado. Alguns pensam que não têm pecado, se julgam irrepreensíveis, como aquele fariseu da parábola que desprezava o pobre publicano (Lc 18,10 ss); mas na verdade, muitas vezes não percebem os próprios pecados por causa de uma consciência mal formada que acaba encobrindo-os. Para não cairmos neste erro temos de comparar a nossa vida com aqueles que foram os modelos de santidade: Cristo e os Santos.

Assim podemos nos preparar para o Banquete pascal glorioso do dia 23 de março próximo, encontrando-se com o Senhor ressuscitado e glorioso com a alma renovada no seu amor.
No Brasil, a CNBB incorporou `a Quaresma a Campanha da Fraternidade, para aproveitar esse tempo forte de espiritualidade para o exercício da caridade e também da cidadania. Neste ano o tema é “Escolhe pois a vida”; a luta contra todo desrespeito `a vida humana, sobretudo o aborto, eutanásia, inseminação artificial, manipulação de embriões, uso da “camisinha”, da pílula abortiva do dia seguinte, etc.

É uma grande oportunidade que Deus nos dá para lutarmos especialmente contra o aborto que ronda e ameaça ser legalizado em toda a América Latina. Nenhum católico pode se calar neste momento. O silêncio dos bons não pode permitir que a audácia dos maus sobressaia e implante o terrível crime em nosso país. O chão sagrado desta Terra de Santa Cruz, não pode ser manchado com o sangue inocente de tanta criança assassinada no ventre das mães. Nem as cobras fazem isso.
Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br
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Quaresma: tempo de confissão, por quê?


Preparação para o Sacramento da Reconciliação

Por que se confessar?

Porque é o Sacramento da Misericórdia de Deus. Quase todo dia a gente cai e se levanta. Ninguém quer ficar no chão. A gente pisa em falso porque não enxerga bem os passos e o caminho de Jesus. Erramos de caminho. Atrapalhamos a caminhada uns dos outros. Deus sempre dá a mão para a gente se deixar reconduzir. No sacramento da Penitência celebramos a coragem de pegar de novo na mão de Deus e voltar a andar no caminho dele, que é o caminho da santidade. Pela confissão a gente recupera aquele estado de purificação e santidade que recebemos no Batismo.

Quem inventou a Confissão?

Jesus Cristo. Ele sempre convidou à penitência e à mudança de vida. Ele oferece sempre o perdão. “Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15); “Vai e não peques mais” (Jo 8,11); “estão perdoados os teus pecados” (Mt 9,2); “A quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,23).

Por que se confessar com o sacerdote, se ele também é pecador?

Ninguém cresce sozinho, nem na vida biológica, nem na vida profissional… Nem na vida cristã. Precisamos uns dos outros. Somos uma comunidade de irmãos.
Jesus deu aos Apóstolos (e seus sucessores) o poder de perdoar pecados: “a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados” (Jo 20,23).
Só Deus perdoa os pecados. Jesus exerce esse poder divino, e, em virtude de sua autoridade, transmite esse poder aos homens, para que o exerçam em seu Nome. Não é o padre quem nos perdoa, pois ele mesmo, ao final da confissão, diz: "Eu te perdoo EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO.  É Deus que nos perdoa através do sacerdote.
Muitas pessoas não sabem, mas os padres também se confessam com outros padres.  Da mesma forma os bispos, cardeais e o Papa também se confessam com frequência.  Eles igualmente possuem um orientador espiritual para os auxiliar na caminhada rumo a Deus.

Quais as consequências do pecado e da falta de confissão?

As consequências negativas do pecado não são apenas a nivel individual. São, de igual modo, comunitárias e eclesiais (para toda a Igreja).
Podemos fazer uma comparação com uma imagem para que você possa compreender melhor.  A Igreja seria como o pneu de uma roda de bicicleta.  Essa roda possui vários aros (varetas) que se ligam ao pneu. Nós somos esses aros. Cada vez que alguém peca, um aro entorta e o movimento da roda fica comprometido. É preciso que todos os aros estejam bem ajustados, para que o todo não seja comprometido.

Como fazer uma boa confissão?

1. Reze ao Espírito Santo pedindo sua Luz para conhecer a Palavra e reconhecer sinceramente seus pecados.
2. Examine sua consciência, faça uma revisão de vida, desde a sua última confissão.
Perguntas para ajudar:
Examine-se - ajudado por estas perguntas: que pecados cometeu desde sua última confissão? Procure não ficar somente no exterior, mas analise as atitudes do coração e as omissões.
RUPTURA COM DEUS:

Amo de verdade a Deus com todo meu coração ou vivo apegado às coisas materiais?
Preocupei-me em renovar minha fé cristã através da oração, a participação ativa e atenta na Missa dominical, e a leitura da Palavra de Deus, etc.? Guardo os domingos e dias de festa da Igreja? Cumpri com o preceito anual da confissão e da comunhão pascal?
Tenho uma relação de confiança e amizade com Deus, ou cumpro somente os ritos externos? Professei sempre, com vigor e sem temores minha fé em Deus? Manifestei minha condição de cristão na vida pública e privada?
Ofereço ao Senhor meus trabalhos e alegrias? Recorri a Ele constantemente, ou só o busco quando necessito?
Tenho reverência e amor ao nome de Deus ou o ofendo com blasfêmias, falsos juramentos ou usando seu nome em vão?
Troquei a minha fé por crendices? Tenho freqüentado outras igrejas?

RUPTURA COMIGO MESMO:

Sou soberbo e vaidoso? Considero-me superior aos demais? Busco aparentar algo que não sou para ser valorizado pelos outros? Aceito a mim mesmo, ou vivo na mentira e no engano? Sou escravo de meus complexos?
Que uso tenho feito do tempo e dos talentos que Deus me deu? Esforço-me para superar os vícios e más inclinações como a preguiça, a avareza, a gula, a bebida, a droga?
Caí na luxúria com palavra e pensamentos impuros, com desejos ou ações impuras? Fiz leituras ou assisti a espetáculos que reduzem a sexualidade a um mero objeto de prazer? Cometi adultério? Recorri a métodos artificiais para o controle da natalidade?

RUPTURA COM OS IRMÃOS E COM A CRIAÇÃO:

Amo de coração a meu próximo como a mim mesmo e como o Senhor me pede que ame? Em minha família colaboro em criar um clima de reconciliação com paciência e espírito de serviço? Os filhos tem sido obedientes a seus pais, rendendo-lhes respeito e ajuda em todo momento? Os pais se preocupam em educar de maneira cristã a seus filhos e de orientá-los em seu compromisso de vida com o Senhor?
Abusei de meus irmãos mais frágeis, usando-os para alcançar meus fins?
Insultei a meu próximo? Escandalizei-o gravemente com palavras e ações? Se me ofenderam, sei perdoar, ou guardo rancor e desejo de vingança?
Compartilho meus bens e meu tempo com os mais pobres, ou sou egoísta e indiferente à dor dos demais? Participo das obras de evangelização e promoção humana da Igreja?
Preocupei-me pelo bem e a prosperidade da comunidade humana em que vivo ou passo a vida me preocupando somente comigo mesmo?
Cumpri com meus deveres cívicos? Paguei meus tributos? Sou invejoso? Sou fofoqueiro e charlatão? Difamei ou caluniei a alguém? Violei algum segredo? Fiz juízos temerários sobre os outros?
Sou mentiroso? Causei algum dano físico ou moral a outros? Fiz inimizades com ódio, ofensas ou brigas com meu próximo? Fui violento? Procurei ou induzi ao aborto?
Fui honesto em meu trabalho? Usei retamente a criação ou abusei dela para fins egoístas? Pratiquei roubo? Fui justo em relação a meus subordinados tratando-os como eu gostaria de ser tratado por eles?
Participei em venda ou consumo de drogas? Pratiquei fraude? Passei cheque sem fundo? Recebi dinheiro ilícito?
3. Arrependimento ou contrição por ter pensado ou agido contra os ensinamentos de Deus. Pedir ao Espírito Santo a graça de reconhecer seu pecado, e de sentir dor por ter pecado.
4. Confissão ou ato de acusação ao Padre. Chegando diante dele diga-lhe: “Padre, dá-me a benção porque pequei. Há… tantos meses (anos) não me confesso. Meus pecados são…” confesse somente os seus pecados; não precisa dar justificativas ou explicações de seus pecados.
5. Penitência: são as obras que o Padre exorta a fazer (orações, jejuns, oferta aos pobres, reparação…) reze, também, o ato de contrição, como segue o exemplo:
“Meu Deus, eu me arrependo de todo o meu coração, de vos ter ofendido, porque sei que sois bom e amável. Prometo com a vossa graça nunca mais pecar. Meu Jesus Misericórdia”.
6. Compromisso ou bom propósito de mudança de vida a partir da confissão.

DOUTRINA

O pecado é antes de tudo uma ofensa a Deus, uma ruptura da comunhão com Ele. Ao mesmo tempo, é um atentado à comunhão com os irmãos (Catecismo da Igreja Católica 1440).
Pecado mortal é aquele cuja matéria é grave, é cometido com plena consciência e deliberadamente. Exemplos: assassinato, adultério, roubo, falso testemunho, aborto. (Catecismo da Igreja Católica 1857-1858)
É descobrindo a grandeza do amor de Deus que nosso coração experimenta o horror e o peso do pecado, e começa a ter medo de ofender a Deus e ser separado d’Ele. O coração humano converte-se olhando para o coração transpassado de Jesus (Catecismo da Igreja Católica 1432).
Efeito da confissão: pela confissão, somos enriquecidos com a graça de Deus, pois nos unimos a Ele com a máxima amizade. Este Sacramento tem como efeito a Reconciliação com Deus, que nos proporciona paz e tranqüilidade da consciência. Este Sacramento traz uma verdadeira “ressurreição espiritual”: o pecado mata, o perdão vivifica (cf. Lc 15,32). Este Sacramento, também, nos reconcilia com a Igreja (irmãos e irmãs), pois o pecado quebra a comunhão fraterna, a confissão e o perdão reparam a vida e comunhão (Catecismo da Igreja Católica 1468).
“A reconciliação com Deus tem como conseqüência, por assim dizer, outras reconciliações capazes de remediar outras rupturas ocasionadas pelo pecado: o penitente perdoado reconcilia-se consigo mesmo no íntimo mais profundo de seu ser, onde recupera a própria verdade interior; reconcilia-se com os irmãos que de alguma maneira ofendeu e feriu; reconcilia-se com a Igreja; e reconcilia-se com toda a criação”. (Reconciliação e Penitência, 31).
Santo Ambrósio fala de duas conversões na Igreja: “existem a água e as lágrimas: a água do Batismo e as lágrimas da penitência”.(Catecismo da Igreja Católica 1429).
São Jerônimo ensina que, os que agem tentando ocultar, conscientemente, alguns pecados, não colocam diante da bondade divina o que ela possa remir por intermédio do sacerdote… e se o doente insistir em esconder do médico sua ferida, como poderá a medicina curá-lo? (Catecismo da Igreja Católica 1456)
(fonte: www.paroquiasaovicenteferrer.com.br  -  com os acréscimos: "Por que se confessar com o sacerdote, se ele é também pecador?" e em "Quais as consequencias do pecado e da falta de confissão?")


CAMPANHA DA FRATERNIDADE – 2010
Estimuladas pelas experiências de 2000 e 2005, igrejas unem-se, de novo, através do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), para viver em conjunto a Campanha da Fraternidade.  Esta terceira edição da CFE objetiva, além de sensibilização da sociedade sobre a importância de valorizar todas as pessoas, buscar a superação do consumismo; criar laços de convivência entre os cidadãos e mostrar a relação entre fé e vida a partir da prática da justiça, entre outras propostas.
 



Igrejas cristãs promovem campanha contra modelo econômico

A Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 tem como tema “economia e vida”. Segundo seus organizadores, a campanha tem como objetivos valorizar as pessoas, superar o consumismo e reconhecer a responsabilidades individuais diante dos problemas da vida econômica.

A campanha da fraternidade deste ano agrupa pela terceira vez na história a Igreja Católica, a Igreja Presbiteriana Unida, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil e a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia.

Com o lema extraído do Evangelho de São Mateus - “vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, a campanha também quer estimular a reflexão sobre a economia e a desigualdade social no Brasil.

“Precisamos educar o nosso povo para a cidadania em que se respeite os direitos das pessoas e lhe dê condições de viver dignamente. Muitas vezes os direitos são lesados, como é o caso da escravidão, como é o caso das pessoas que não têm vez: não têm trabalho, não têm casa, não têm terra para plantar, não têm casa e não têm o olhar da sociedade”, assinalou dom José Alberto Moura, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

De acordo com o economista Guilherme Costa Delgado, que assessorou na elaboração do texto base da campanha, a mobilização das igrejas “tem o sentido de crítica ao modelo vigente e reflexão sobre o futuro”, disse Delgado, que trabalha no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e é professor visitante da Universidade Federal de Uberlândia.

Delgado fez referência à exploração extrema do trabalho e à destruição ambiental. “A questão do meio ambiente não se resolve pela economia moderna. A economia capitalista não tem compromisso com o meio ambiente, assim como não tem compromisso com o trabalho. A proteção ao trabalho e a proteção ao meio ambiente são ideias forças que vem de fora [dos movimentos ambientalista e sindical, por exemplo] e algumas são incorporadas ao capitalismo moderno, por meio do Estado de bem-estar”, apontou.

A campanha tentará levantar recursos para comunidades pobres e terá uma cartilha para discussão paroquial. De acordo com dom José Alberto Moura, os resultados da campanha serão apresentados aos candidatos à Presidência da República.

O pastor Sinodal Carlos Augusto Möller, da Igreja Luterana e presidente do conselho que agrega às cinco igrejas (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - Conic), nega que a campanha queira fazer crítica à política econômica atual, mas apontar que “a economia precisa estar a serviço da vida”.

A Campanha Ecumênica da Fraternidade terá spots em rádio e comerciais de televisão, que começam a ser veiculados hoje e vão ao ar até o final da Quaresma, no dia 1º de abril, véspera da Sexta-Feira da Paixão.

Da Agência Brasil
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Formações

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Conheça o significado da Quaresma

Por que a Igreja utiliza a cor roxa nesse tempo?
Chama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum".

Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.

Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.
Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.


Por que a cor roxa?
 A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitênica e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.

Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário


Qual o significado destes 40 dias?

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.


O Jejum

A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.

Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.
O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.


Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade 
e a Quaresma?

A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.

Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.

Quais são os rituais e tradições
associados com este tempo?

As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.

Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.

Depois, vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.

No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.
CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

QUARESMA - RETIRO DA IGREJA
Em  17 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, a Igreja começa a Quaresma, seu retiro anual de 40 dias, recordando os 40 dias que Jesus permaneceu no deserto a fim de preparar-se para cumprir sua missão de anunciar aos seres humanos a novidade do Pai. Diz o evangelho que ele jejuou durante todo esse tempo e, no fim, sentiu fome. Aproveitando-se dessa necessidade vital, satanás o tenta, mandando que ele transforme pedras em pão – além de fazer outras propostas lisonjeiras. Jesus reage a tudo e, depois das tentações, parte para comunicar a boa notícia da salvação.
A Quaresma é,  para a Igreja, o que a permanência de 40 dias no deserto foi para o Filho de Deus: um tempo mais intenso de exercício espiritual que prepare os cristãos para celebrar os grandes mistérios cristológicos, a paixão, morte e ressurreição do Senhor. A memória desses eventos não pode ser improvisada; por isso a liturgia quaresmal, muito rica e significativa, objetiva a renovação interior do povo de Deus,para que ele possa acolher e saborear os frutos da Páscoa. Mas isso só ocorrerá se, no cronograma da Quaresma, houver espaço para a conversão, para a penitência, para a oração e para a vivência da caridade.
Tais exigências não sintonizam muito com o perfil do ser humano moderno, pragmático, pouco interessado nos valores espirituais, individualista e resistente a tudo que pede esforço. É necessário, portanto, que os cristãos se convertam, vivam intensamente a Quaresma, a fim de converter esta sociedade que, a passos largos, foge do Ressuscitado e, cada dia mais, se distancia do reino de Deus.
Dom Geraldo Majella Agnelo
Cardeal Arcebispo de Salvador.

Campanha da Fraternidade de 2010

CF 2010:

Patrões e funcionários, convertei-vos!

Maurício Rebouças
Da Redação

Renan Felix
Dom Dimas Lara Barbosa, secretário geral da CNBB
Secretário-geral da CNBB diz que Campanha da Fraternidade convoca todos a serem cristãos no mundo da economia

Ou Deus, ou o dinheiro. É a encruzilhada que a Campanha da Fraternidade (CF) apresenta neste ano. Com autorização da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) coordena campanha focada em economia com apelo de conversão a todos os cristãos na Quaresma.

A sinalização sobre o melhor caminho a seguir vem da Doutrina Social da Igreja, segundo o secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa. Entre uma reunião e outra em Brasília, o bispo concedeu entrevista por telefone à Revista Canção Nova e pediu um agir cristão para ricos e pobres. “Vale para funcionário, o que vale para um empregador. Ou seja, viver sempre com honestidade, solidariedade, com a capacidade, inclusive, de ver no seu colega um irmão”, aponta.


Revista CN - A CF é voltada somente para os cristãos ou para a sociedade em geral?

Dom Dimas - É claro que, como a CF pretende levar as pessoas a viverem bem o espírito da Quaresma em primeiríssimo lugar, levar a um processo de conversão, ela é pensada ao interno da Igreja. E especificamente da Igreja Católica. O que a gente tem percebido da CF em 46 anos é que ela toca assuntos que são fundamentais para a vida da sociedade como tal. Nesse sentido, ela tem muita repercussão. Tanto que nós temos sempre uma sessão solene na Câmara ou no Senado com o tema da CF. E as universidades, escolas, prefeituras, movimentos sociais e outras entidades costumam, conforme o tema, promoverem debates e reflexões e assumirem o texto-base da CF como um ponto de partida para uma reflexão naquele ano.


Revista CN - Por que a campanha deste ano está focada em economia?


Dom Dimas - O processo de escolha do tema da CF é muito participativo. Normalmente, com dois anos de antecedência, pastorais, movimentos e os regionais da CNBB começam a se mobilizar. Para esse ano, o processo foi um pouco diferente. Há dois anos, a Assembléia Geral dos Bispos concedeu autorização ao Conic, que fez um pedido expresso de ter mais uma CF Ecumênica – já tivemos duas (em 2000 e 2005) e agora, em 2010, eles queriam essa nova oportunidade. Como a assembléia aceitou, ela confiou a uma comissão organizada pelas igrejas-membro do Conic, com a participação da CNBB evidentemente, mas não sob a coordenação da CNBB. E ali eles devem ter feito um processo parecido.

Revista CN - Ao tratar de economia, a Igreja no Brasil manifesta preferência por algum sistema econômico e rejeita algum outro?

Dom Dimas - Não. Na verdade, hoje praticamente não temos aquela opção que havia até pouco tempo atrás entre o socialismo ou o capitalismo. Com a queda do comunismo real, praticamente existe uma hegemonia do sistema capitalista. Pelo menos no nosso país isso é claro. Se durante muito tempo a Igreja condenou veementemente o aspecto materialista de luta de classe, busca do poder e, sobretudo, a visão imanentista [fechada a Deus] do próprio materialismo dialético e histórico que caracterizava o marxismo, hoje, a concentração da reflexão é a crítica a aspectos danosos do próprio sistema neoliberal que está em vigor no nosso país. Para a Igreja, a economia deve ser sim guiada pela ética. O critério deve ser o bem comum, a dignidade da pessoa, a construção da sociedade justa e solidária e não simplesmente a maximização do lucro ou a busca do mercado pelo mercado.

Revista CN - Como esta abordagem econômica se encaixa com a Quaresma, que deve ser um tempo forte de espiritualidade?


Dom Dimas - A CF de forma alguma atrapalha, muito pelo contrário, ajuda profundamente a viver o espírito da Quaresma. Porque, em primeiro lugar, a Liturgia da Quaresma é celebrada como em qualquer outro lugar do mundo. E na Quaresma não existe apenas a celebração da Santa Missa. Você pode fazer vias-sacras, celebrações penitenciais, círculos bíblicos, grupos de famílias, de jovens e tantas outras iniciativas que ajudam as pessoas a refletirem sobre a vida.

Revista CN - Em termos práticos, como esta campanha deve afetar um empresário que queira agir de modo cristão?



Dom Dimas - Eu vejo que o ser empresário não é contraditório com o ser cristão. Absolutamente. Agora, ele vai ter uma responsabilidade muito maior na hora de aplicar a justiça social, de tratar com o mundo do mercado, com a ética. A última coisa que se poderia ver de um empresário cristão é ele oferecer ou receber propinas para conseguir vantagens ou usar de métodos espúrios para poder derrubar seu concorrente, humilhar as pessoas.


Revista CN - Qual é o chamado de conversão a um funcionário?


Dom Dimas - Vale para funcionário, o que vale para um empregador. Ou seja, viver sempre com honestidade, solidariedade, com a capacidade, inclusive, de ver no seu colega um irmão, de estar sempre disposto a ser semeador da Palavra de Deus onde quer que ele esteja. Mas, além disso, a postura de vida, a honestidade, a opção pelos valores éticos, o engajamento profético na denúncia das injustiças, na construção de um mundo justo e solidário é missão de todo discípulo-missionário de Jesus Cristo.









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RETIRO POPULAR - 1ª Semana da Quaresma 
com Dom Alberto Taveira

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Retiro Popular

Retiro Popular
Abrindo o coração para Deus Reze o Salmo 62, iniciando sua oração de retiro:

Ó Deus, tu és o meu Deus, desde a aurora te
procuro. De ti tem sede a minha alma, anela
por ti minha carne, como terra deserta, seca,
sem água.
Assim no santuário te busquei, para contemplar
teu poder e tua glória. Pois tua
graça vale mais que a vida, meus lábios
proclamarão o teu louvor.
Assim te bendirei enquanto eu for vivo, no
teu nome eu erguerei minhas mãos.
Eu me saciarei como num farto banquete e
com vozes de alegria te louvará minha boca.
No meu leito te recordo, penso em ti nas vigílias
noturnas, pois tu foste meu auxílio; exulto
de alegria à sombra de tuas asas. A ti está ligada
a minha alma, a tua mão direita me sustenta.
 

Primeiro domingo da quaresma
 
Leia o texto do Evangelho do Domingo e faça a sua oração, com a ajuda do comentário que se segue.

Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do rio Jordão e, no Espírito, era conduzido pelo deserto. Ali foi posto à prova pelo diabo, durante quarenta dias. Naqueles dias, ele não comeu nada e, no final, teve fome. O diabo, então, disse-lhe: “Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão”. Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Não se vive somente de pão’”. O diabo o levou para o alto; mostrou-lhe, num relance, todos os reinos da terra, e lhe disse: “Eu te darei todo este poder e a riqueza destes reinos, pois a mim é que foram dados, e eu os posso dar a quem eu quiser. Portanto, se te prostrares diante de mim, tudo será teu”. Jesus respondeu-lhe: “Está escrito: ‘Adorarás o Senhor teu Deus e só a ele prestarás culto’”. Depois, o diabo levou Jesus a Jerusalém e, colocando-o no ponto mais alto do templo, disse-lhe: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo. Pois está escrito: ‘Ele dará ordens aos seus anjos a teu respeito para que te guardem’, e ainda: ‘Eles te carregarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”. Jesus, porém, respondeu: “Também foi dito: ‘Não porás à prova o Senhor, teu Deus’”. Terminadas todas as tentações, o diabo afastou-se dele até o tempo oportuno (Lc 4,1- 13).

Frequentemente nos sentimos perdidos, como pessoas no deserto dentro de uma cidade. A solidão se espalha por todos os lados, mesmo quando temos tantas oportunidades de comunicação.

E nosso confronto com a tentação é real, exigindo um grande esforço para libertarnos do egoísmo, da busca ansiosa dos bens materiais, a sede da posse e do domínio sobre os outros, a ilusão do sucesso imediato para possuir a si mesmo e atingir a liberdade. Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, quis passar pelos desertos da vida, assumindo plenamente tudo o que é nosso, menos o pecado. Mas sujeitou-se à tentação, indicando-nos o caminho – viver da Palavra de Deus, e não para nossos interesses – e dando-nos a graça, pois “é crendo no coração que se alcança a justiça, e é confessando com a boca que se consegue a salvação” (Rm 10,10).

“Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10,13).

Do mais profundo das diversas situações humanas em que nos encontramos, brote o grito suplicante de quem tem sede de Deus, de quem busca a verdade! E que muitas pessoas ao nosso redor descubram as saídas para seus desertos por meio de nosso testemunho.

A oração com a Palavra do Evangelho é feita com o roteiro da Leitura Orante da Bíblia, às páginas 25 e 26. No domingo, o ato mais importante do Retiro Popular é a participação na Santa Missa em sua Paróquia ou comunidade.

Ao ir à Igreja, procure conhecer pessoas novas e, se uma delas precisar de sua ajuda, abra-se ao
contato, contribuindo para que as dificuldades sejam superadas e as tentações vencidas. Reze com ela e por ela!


Orante da Bíblia, sempre começando com o Salmo indicado para esta semana.


Dia 21 de fevereiro, primeiro domingo da Quaresma – “Em minhas dores, ó Senhor, permanecei junto de mim”.
Dt 26,4-10
Sl 90
Rm 10,8-13
Lc 4,1-13
Dia 22 de fevereiro, segunda-feira, Cátedra de São Pedro – “O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma” – Na festa de hoje, orações pelo Papa Bento XVI.

Ouça a meditação:


1Pd 5,1-4
Sl 22
Mt 16,13-19
Dia 23 de fevereiro, terça-feira, São Policarpo – “O Senhor liberta os justos de todas as angústias”.
Is 55,10-11
Sl 33 (34), 4-5.6-7.16-17.18-19 (R/. 18b)
Mt 6,7-15
Dia 24 de fevereiro, quarta-feira – “Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido”
Dia de Via-Sacra no Retiro Popular.
Jn 3,1-10
Sl 50 (51), 3-4.12-13.18-19 (R/. 19b)
Lc 11,29-32
Dia 25 de fevereiro, quinta-feira – “Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor”.
Est 14,1-19
Sl 137 (138),1-8 (R/. 3a)
Mt 7,7-12
Dia 26 de fevereiro, sexta-feira – “Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?”
– Dia de Via-Sacra no Retiro Popular.
Ez 18,21-28
Sl 129 (130),1-8 (R/. 3)
Mt 5,20-26
Dia 27 de fevereiro, sábado – “Feliz é quem na Lei do Senhor Deus vai progredindo”.
Dom Alberto
21/02/2010 - 00h00
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PENSAMENTO PARA O PROFESSOR(A)
PROFESSOR(a),
"Tenha consciência de estar
ensinando muito mais que uma matéria.
Está abrindo mentes e corações,está formando vidas".
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"Armadilhas" para a vida do padre, segundo pregador do Papa

Leonardo Meira
Da Redação, com L'Osservatore Romano (tradução de CN Notícias)


Arquivo
O padre Enrico Dal Covolo e o Papa Bento XVI

Desde domingo, Bento XVI está particularmente focado na vida espiritual. Todas as audiências do Pontífice para esta semana foram canceladas, já que ele e a Cúria Romana participam dos Exercícios Espirituais em preparação à Quaresma.


As pregações acontecem na Capela Redemptoris Mater, do Palácio Apostólico Vaticano.


Após quatro cardeais, este ano a tarefa está a cargo de um padre, pela primeira vez. Trata-se de Enrico Dal Covolo, postulador geral dos Salesianos, que escolheu como tema de suas meditações a vocação sacerdotal, exatamente em sintonia com o Ano que a Igreja está celebrando.


Nesta entrevista ao L'Osservatore Romano, o religioso fala sobre o conteúdo e o método dos exercícios que prega para o Papa e a Cúria Romana desde domingo, 21, e que segue até sábado, 27.


Dal Covolo destaca o tema dos Exercícios, fala sobre a necessidade da oração na vida do sacerdote, o desafio de atualizar a formação sacerdotal, o que leva um jovem a se tornar padre e as principais armadilhas para a vida pastoral do presbítero.




L'Osservatore Romano (LOR): Pode nos explicar o tema dos exercícios espirituais deste ano, Lições de Deus e da Igreja sobre a vocação sacerdotal?


Padre Enrico Dal Covolo: O título pode ser explicado tanto na linha do método, quanto na linha do conteúdo destes exercícios. A linha do método é aquela antiga e consagrada da lectio divina, articulada em suas etapas fundamentais da leitura, meditação, oração e contemplação. A conversão da vida é a etapa conclusiva da lectio divina e, consequentemente, a fase final dos exercícios espirituais. O próprio título alude ao conteúdo, que diz respeito à vocação sacerdotal, ilustrada através dos estágios típicos das histórias bíblicas da vocação, que são cinco: o chamado de Deus; a resposta do homem; a missão que Deus confia a quem chama; a dúvida, a tentação, a resistência, a perplexidade do chamado e, enfim, a confirmação tranquilizadora de Deus.


A meditação da manhã percorrerá sistematicamente estes cinco estágios. Já à tarde, as meditações serão inspiradas nas "lições da Igreja", a mais importante das quais é a do sacerdote santo, ou, pelo menos, do sacerdote exemplar. Os cinco "medalhões sacerdotais" selecionados são de Santo Agostinho, São Cura d'Ars, o padre rural de Bernanos, o Venerável Giuseppe Quadrio e o Venerável Papa João Paulo II.




LOR: Durante as meditações, falará de São João Maria Vianney. Quais serão os aspectos mais importantes de que tratará?


Padre Enrico Dal Covolo: Eu escolhi pregar utilizando não apenas a biografia de São João Maria Vianney, porque já é bem conhecida, mas me ative a cinco episódios da sua vida, através dos quais fosse mais fácil fazer comparações entre a própria história do chamado e a história de vocação ao sacerdócio. No fundo, todos estes exercícios são outra coisa que uma verificação da vocação sacerdotal, à luz da Palavra de Deus e da palavra da Igreja.




LOR: Por que um padre necessita fazer um curso de exercícios espirituais?


Padre Enrico Dal Covolo: Essencialmente, porque eles são necessários. O Diretório sobre a vida e o ministério do presbítero recomenda que, todo o ano, os sacerdotes façam o seu exercício espiritual. De fato, no caminho da vida, especialmente nesta cultura em que estamos, muitas vezes pode levar a esquecer as motivações profundas para uma escolha de fé e vocação. Também o Papa, que é o supremo pastor, não está subtraído às tentações, à resistência, a árdua jornada da fé. Também ele necessita dos exercícios espirituais para poder confirmar eficazmente os irmãos na fé e dar o bom exemplo a todos os sacerdotes.




LOR: Como é viver esta experiência de ser o pregador dos exercícios espirituais para o Papa?


Padre Enrico Dal Covolo: Eu me sinto muito atingido pela graça do estado. Devo dizer que não é meu o pedido da atribuição que me é confiada. Sinto a graça de Deus que me ajuda fortemente. Ajudou-me muito a colocar o foco nestas meditações, e eu não levei muito tempo para prepará-las. A graça me sustenta também do ponto de vista emotivo, porque devo dizer que me sinto muito tranquilo. Também posso acrescentar que tenho uma longa experiência na pregação de exercícios espirituais. Se eu contei corretamente, o do Papa deveria ser o 221º curso de exercícios espirituais pregado a padres, freiras, consagrados, em meus trinta anos de sacerdócio.




LOR: O senhor acredita que a formação nos seminários prepara adequadamente os candidatos para desenvolver o seu ministério sacerdotal?


Padre Enrico Dal Covolo: Seguramente há um grande empenho neste sentido. Na recente visita que fez ao Pontifício Seminário Romano, o Papa destacou este esforço na atualização da formação sacerdotal. Certamente é um desafio, em particular, penso que devemos estudar melhor a forma que os futuros sacerdotes encaram a Sagrada Escritura. Muitas vezes, me parece que essa abordagem é demasiada subserviente ao método histórico-crítico. Não que este método não tenha os seus méritos, mas é, por si só, insuficiente. O futuro sacerdote deve escutar as Escrituras com o mesmo espírito que as escutaram os nossos padres, com aquela capacidade sapiencial de ler os textos profundamente eclesial. É o que o Papa chama de "exegese canônica" ou "teológica".




LOR: Estamos celebrando o Ano Sacerdotal, um momento de reflexão sobre a vocação. Por que um jovem, na sua opinião, deveria decidir se tornar um padre?


Padre Enrico Dal Covolo: Aquilo que leva, em última análise, um jovem a se tornar sacerdote só pode ser o convite do Senhor, que é o chamado. Como escreve João Paulo II, não podemos defini-lo precisamente em termos exatos, porque é dom e mistério. Mas podemos acrescentar que, certamente, uma pessoa está capacitada a perceber com clareza o chamado do Senhor para ser padre. Então, me pergunto, o que acaba por bloqueá-lo? Hoje, aquilo que bloqueia o jovem, ao ponto de ser incapaz de perceber claramente este chamado, é o clima em que nos encontramos. Um clima cultural de consumismo, muito apegado às necessidades materiais, pouco aberto ao diálogo com o espírito. Isto é o que verdadeiramente pode bloquear o candidato.


Existem também as dificuldades específicas relacionadas com a geração atual, penso sobretudo em nosso Velho Mundo, a velha Europa. Hoje em dia, um jovem é muito frágil em suas escolhas. Torna-se difícil tomar decisões definitivas, tanto para o sacerdócio, quanto para o casamento. Por isso, tanto mais ele se encontra em dificuldade para enfrentar uma escolha como essa, que consiste em doar inteiramente a própria vida ao serviço dos irmãos, seguindo o exemplo de Jesus Cristo, o Bom Pastor. O modelo de Cristo Crucificado é, certamente, um modelo que está em desacordo com a cultura do mundo circundante.




LOR: Quais são os principais riscos na atividade pastoral de um padre?


Padre Enrico Dal Covolo: Uma "armadilha" é a solidão, a qual discutirei de modo particular no perfil do sacerdote rural. Na realidade, a solidão do sacerdote possui algo de necessário. Acontece que o presbítero, durante a sua formação, se prepare para essa solidão, que não é um vazio existencial, mas que deve se traduzir em um encontro privilegiado e íntimo com o Senhor Jesus, ao qual nenhum outro amor pode competir. De uma forma radical, o sacerdote é convidado a não antepor nada ao amor de Cristo, de acordo com a máxima de São Bento.


Bem, a solidão, se você a preenche com este conteúdo, é um bem. Facilita o encontro pessoal com Deus. Às vezes, porém, o sacerdote experimente a solidão como um vazio existencial. Por quê? Porque ele perdeu a dimensão contemplativa da vida. Aqui, então, mostra-se o quanto é importante um curso de exercícios espirituais, porque ajuda exatamente a pensar sobre essas coisas e a se converter.




LOR: A solidão é a armadilha "primeira". E as outras?


Padre Enrico Dal Covolo: Penso nas compensações que o sacerdote busca frente a essa solidão. Compensações que podem ser muitas coisas, sem pensar imediatamente nas coisas mais sérias, isto é, nas buscas que afetam o celibato sacerdotal e são proibidas, ou sem pensar no acúmulo de dinheiro, que, por vezes, é realmente uma armadilha para os sacerdotes. Se pode pensar mais facilmente no chamado ativismo, ou seja, o risco de "fazer por fazer", que se torna quase uma droga. Nesta armadilha, muitos padres têm caído e continuam a cair. Para os bispos, podem ser, às vezes, a armadilha de uma busca de honra, de se sentir quase apegado ao rol de privilégios que possuem, após a ordenação episcopal. Todavia, para eles também continuam valendo os riscos dos sacerdotes.




LOR: O senhor preparou um medalhão sobre Giuseppe Quadrio. Quem é esse padre?


Padre Enrico Dal Covolo: Bento XVI reconheceu a heroicidade da vida e das virtudes de Giuseppe Quadrio em 19 de dezembro. É uma figura muito interessante, porque é um sacerdote salesiano exeplar que foi um teólogo: então, de alguma forma, se santificou através do estudo e do ensino da teologia. Ele também foi decano da Faculdade de Teologia em Turim, antes de o Pontifício Ateneu Salesiano ser transferido para Roma. Ele morreu em 1963, quando ainda não havia completado 42 anos. Era uma promessa para a teologia, uma grande esperança.


Basta pensar que, em 1946, defendeu uma dissertação na Pontifícia Universidade Gregoriana, onde fez a defesa de se definir o dogma da Assunção de Maria. Estavam presentes nove cardeais, bem como Monsenhor Montini, futuro Papa Paulo VI. Aquilo teve ampla ressonãncia no L'Osservatore Romano, que fez uma matéria muito detalhada. Por que foi escolhido? Porque, em suas cartas, descreve a figura ideal do sacerdote. Em certo sentido, quando pinta este retrato do sacerdote ideal, ele também oferece um autorretrato que não se considerava digno de escrever.


LOR: Outro medalhão é sobre um padre rural de Bernanos. Por que essa escolha?


Padre Enrico Dal Covolo: O padre rural o escolhi para concluir a jornada penitencial, na qual falarei da dúvida, da resistência, das tentações que o sacerdote encontra em sua história de vocação. A figura doente do sacerdote é definitivamente exemplar nesse ponto de vista. Proporei a sua experiência, isto é, todas as dúvidas por que passou, as tentações que o marcaram e como, na realidade, em seu leito de morte, ele fez as pazes consigo mesmo e com Deus, à luz do ensinamento do "tudo é graça", de Teresa de Lisieux.

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Qual é o Terceiro Segredo de Fátima?

Nenhum sofrimento é vivido em vão se for acolhido na fé
Infelizmente circula na internet um tal “Terceiro Segredo de Fátima”,
que muito assusta as pessoas, como se o Papa João Paulo II
não tivesse revelado o verdadeiro no ano 2000.

No dia 26 de junho deste ano foi revelado, com a devida autorização do Papa, o verdadeiro Terceiro Segredo de Fátima, que tanta curiosidade, medo e, às vezes, pavor, despertava no povo. Na verdade, houve muita fantasia prejudicial às pessoas. Nas suas três partes o Segredo nada tem de previsões sobre o fim do mundo, nem de catástrofes ou flagelos.

Com a revelação do Segredo, feita através da Sagrada Congregação da Fé, com uma interpretação feita, a pedido do Papa, pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje o Papa Bento XVI, prefeito da citada congregação na época, viu-se que se trata de uma visão do século XX, século este impregnado de mártires do comunismo, do nazismo e de outras forças inimigas da Igreja e de Deus. Milhões morreram pela fé.

Na entrevista que Dom Tarcísio Bertone, então Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, teve com a Irmã Lúcia, por ordem do Sumo Pontífice, em 27 de abril de 2000, no Carmelo de Coimbra, onde vivia a religiosa, esta, lúcida e calma, concordou com a interpretação do Segredo, segundo a qual a terceira parte do Segredo de Fátima consiste numa visão profética, comparável às da história sagrada. Ela reafirmou a sua convicção de que a visão de Fátima se refere “sobretudo à luta do comunismo ateu contra a Igreja e os cristãos” e descreve os duros sofrimentos das milhões de vítimas do século XX.

Irmã Lúcia confirmou que a principal personagem do Segredo era o Santo Padre e recordou como os Pastorinhos tinham pena dele. Com relação ao "Bispo vestido de branco" (o Papa), que é ferido de morte e cai por terra, a Irmã concordou plenamente com a afirmação do saudoso Papa João Paulo II: "Foi uma mão materna que guiou a trajetória da bala e o Santo Padre deteve-se no limiar da morte" (Meditação com os Bispos italianos na Policlínica Gemelli, 13 de maio de 1994).

É interessante destacar o que diz a Irmã Lúcia: "Eu escrevi o que vi; não compete a mim a interpretação, mas ao Papa." A ela foi dada a visão, não a interpretação. Mais uma vez vemos aí a importância da Igreja e do Pontífice. E a Irmã concordou com a interpretação dada pela Igreja. Na interpretação do Segredo, já bastante publicado e conhecido, feita pelo Cardeal Ratzinger, alguns pontos merecem ser destacados:

1 - A palavra-chave da primeira e segunda parte do Segredo é "Salvar as almas"; a palavra-chave da terceira parte é "Penitência, penitência, penitência". O mesmo cardeal lembrou que a Irmã Lúcia lhe disse que o objetivo de todas as Aparições da Santíssima Virgem era fazer crescer cada vez mais a fé, a esperança e a caridade.

2 - A visão do anjo com a espada de fogo representa o perigo da destruição da humanidade por si mesma, por meio da guerra e de outras formas. O brilho da Mãe de Deus aparece como a força capaz de vencer as forças da terrível destruição.

3 - O sentido da visão não é mostrar um filme sobre o futuro, mas uma forma de orientar a liberdade humana a buscar o bem. Há que se evitar, portanto, as interpretações fatalistas do Segredo, como se tudo já fosse traçado para acontecer, sem respeitar a liberdade dos homens. O futuro é visto como que num espelho, de maneira simbólica.

4 - Três sinais aparecem: uma montanha alta; uma grande cidade meio em ruínas e uma grande cruz de troncos toscos. A montanha e a cidade são o lugar da história humana, de convivência, mas de luta; como uma subida árdua no qual o homem destrói, com as próprias mãos, o que ele mesmo construiu (cidade em ruínas). No alto da montanha está a Cruz, meta e orientação da história humana, sinal da miséria humana e promessa de salvação.

A visão mostra o caminho da Igreja como uma Via-Sacra, ladeado de violência, destruição e morte, mas de esperança. Diz o cardeal que nesta imagem pode-se ver a história de um século que se finda. O século dos mártires, dos sofrimentos e das perseguições à Igreja. Século de duas guerras mundiais e de muitas guerras locais. No espelho desta visão vemos passar as testemunhas da fé deste século.

O cardeal fez questão de recordar o que a Irmã Lúcia disse ao Papa João Paulo II, em 12 de maio de 1982, um ano após o atentado sofrido por ele: "A terceira parte do segredo se refere às palavras de Nossa Senhora: "Se não [a Rússia] espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas."

Os Papas deste século tiveram um papel preponderante na árdua "subida da montanha" do Segredo. Desde Pio X até João Paulo II, todos os Santos Padres sofreram no caminho que leva à Cruz.

5 - Destaca o mesmo cardeal que o fato de o Papa não ter não ter morrido no atentado de 13/5/81 significa que não existe um destino imutável (na visão Sua Santidade aparece morta), e se a mão de Nossa Senhora guiou a bala para que não o matasse é porque a força da oração e da penitência é maior do que as balas, e a fé é mais poderosa do que os exércitos. Tudo pode ser mudado pela oração e pela conversão!

6 - Por fim a visão mostra os anjos que recolhem da cruz o sangue dos mártires e com ele regam as almas que se aproximam de Deus. O Sangue de Cristo e o dos mártires são vistos juntos a significar que o nosso sofrimento completa a salvação do mundo (cf. Cl 1, 24). O sangue dos mártires é semente de novos cristãos, como dizia Tertuliano. E assim, o terceiro Segredo termina com uma forte mensagem de esperança: nenhum sofrimento é vivido em vão se é acolhido na fé. É de todo o sofrimento e de todo o sangue derramado pela Igreja, no século XX, que brotarão as forças de um novo Cristianismo no século XXI. Haverá uma forte purificação e um renovamento que já se faz sentir no coração da Igreja. É a eficácia salvífica que brota do Sangue de Cristo misturado ao dos Seus mártires.

7 - Os acontecimentos, a que se refere o Segredo, já são do passado; fica o permanente apelo à oração e à penitência para a salvação das almas. O cardeal termina afirmando que a certeza de Nossa Senhora de que por fim "o meu Imaculado Coração triunfará" significa que um coração voltado inteiramente para Deus é mais forte do que as pistolas ou as outras armas de fogo. A mensagem do Terceiro Segredo é uma mensagem de confiança no Cristo que venceu o mundo (cf Jo 16, 33).

Estive em Portugal, logo após a morte de Irmã Lúcia, em Coimbra, com a Dra. Branca, que cuidou da religiosa até a sua morte. A médica disse-me que Irmã Lúcia concordou inteiramente com a revelação feita pela Igreja sobre o Segredo e que mais nada havia a revelar. Portanto, é preciso cessar a divulgação de um falso Terceiro Segredo de Fátima, como se a Igreja não tivesse revelado o verdadeiro.
Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: www.cleofas.com.br
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EDUCAÇÃO

Professor(a) e o Plano de Aula

 

Caros amigos,

2010 se inicia com fortes datas e notícias que ecoam por toda a aldeia global. O momento de planejar vem envolvido nesta carga de responsabilidades, ansiedade, desejo de mudança e atendimento às metodologias vigentes. Para que esse trabalho não se transforme num fardo, vale atentar para algumas dicas:
1. Defina as fundametações metodológicas que irão direcionar a sua prática educativa. Faça anotações e, se necessário, pesquise artigos e textos de revistas, sites e livros. Converse com a coordenação sobre a metodologia aplicada, o projeto pedagógico e coloque-se na situação de professora aprendiz, sempre pronta para inovar e aprender com os profissionais mais experientes e os que já convivem com a rotina escolar;

2. Estabeleça critérios pessoais para o momento de planejar e discipline a si mesma, para manter esses crittérios:

2.1. Critério de Horário: Defina sempre o tempo que irá disponibilizar para esta tarefa, de maneira a  não sobrecarregar-se sem necessidade.

2.2. Critério de Prazo: O prazo é necessário em tudo. Lembre-se que do seu trabalho bem realizado depende o trabalho de outras pessoas, desde a auxiliar de classe até o pessoal de digitação, os demais colegas, coordenação, direção, alunos e pais. Portanto faça o planejamento sempre com antecedência, de maneira a entregá-lo, se possível antes do prazo. Assim, poderá revê-lo sem sentir-se pressionada, coolaborando com o sucesso de toda a equipe.

2.3. Critério de carga horária: Atente para o tempo de aplicação da aula e procure sempre pensar no número de atividades para além do tempo. Assim terá sempre uma atividade a mais que poderá ser utilizada caso haja necessidade. Assim não correrá o risco de ficar com tempo ocioso em sala de aula.

2.4. Critério de maturidade: Cuidado com o nível de maturidade da turma para a realização de determinadas tarefas e adeque sua linguagem à linguagem dos alunos, sem ser demasiadamente infantil. Assim encontrará o equilíbrio, fazendo-se compreendida e aceita, além de colaborar com o enriquecimento vocabular da sua classe;

3. Não viva no limite! Viver no limite é estar sempre na linha entre o que pode e o que não pode. Se diz estou no limite, já sabe: é sinal de cansaço, insatisfação, frustração. Quando diz que os alunos precisam de limites, significa dizer que eles podem estar no ponto da exaustão de comportamento, valores e aprendizagem. Portanto, procure buscar o equilíbrio mental e  emocional, dando vida ao seu planejamento, imaginando-o em prática, imaginando-se em sala. Reveja as suas prioridades sempre, planeje sempre a sua rotina pessoal e profissional, reencontre o seu norte sempre que sentir-se exausta e continue, sem perder o foco.

4. Planejar é um ato de amor, portanto eduque a sua mente para desfazer as frases de indignação, desânimo e insatisfação, focando nos seus objetivos enquanto educadora.
5. Se a escola permitir, esqueça os modelos extremamente burocráticos. Procure um modelo que lhe faça ganhar tempo para preparar o material de aula e estudar, pesquisar e trocar ideias. Veja modelos no link a

seguir: http://educadoresdesucesso.blogspot.com/2007/09/planos-de-aula-educ-infantil.html
e no link http://educadoresdesucesso.blogspot.com/2008/06/plano-de-unidade.html

6. Para os professores de Ensino Fundamental II, sugiro o modelo na postagem acima.

7. Flexibilidade: É muito bonito e valioso um caderno de planejamento todo arrumado, com mensagens, figuras e bordados, mas cuidado: não resista às modificações só porque não quer modificar uma escrita tão bonita. Deixe um espaço para as modificações que poderão ocorrer. Assim, vc continuará com o seu caderno impecável sem esquecer a flexibilidade necessária a todo plano de aula.

8. Não tenha medo de errar. Arrisque, investigue, pesquise e ame muito tudo isso. O seu planejamento deve ser vivo, espelhando a alegria, o entusiasmo e a paixão presentes em sua sala de aula.

9. Cuidado com o planejamento de carbono. Para não repetir a mesma aula do ano anterior, com modelos e atividades iguais, jogue-os fora e recomece. Lembre-se de que foi da sua mente e de um momento específico que aquele planejamento emergiu. Agora é outro ano, você é outra pessoa, seus alunos são outros e o contexto histórico-social, nem se fala. Faça tudo novo sempre.

10. Não exite em buscar ajuda. Busque informações preliminares sobre os alunos, sem preconceito. E quando iniciar as aulas, assuma logo no primeiro momento, uma postura de amor a todos por igual, independente dos desafios que cada um irá representar. Se for difícil atender a alguma espectativa, se há uma dificuldade de aprendizagem sobre determinado conteúdo, busque ajuda e não esqueça de que se você é professora desta turma é porque vocês precisam uns dos outros, para trilhar numa estrada mais amorosa e significativa.


Agora, vamos lá! Comece a planejar e mergulhe nas delícias de educar!
Força, coragem e paz!
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Sucesso dos alunos depende muito 

da relação da escola com os Pais

 

Fonte - Jornal Público - 28 de Maio de 2002 - APFN - Por BÁRBARA WONG

Portugal - A grande maioria dos professores do 1º ciclo que participaram no projeto do Ministério da Educação dizem que o envolvimento das famílias melhorou o desempenho escolar
Escola, família, comunidade - três parceiros que, se trabalharem em conjunto, podem contribuir para o sucesso dos alunos. A ideia foi promovida pelo Departamento de Avaliação, Prospectiva e Planeamento (DAPP) do Ministério da Educação, durante dois anos letivos. O relatório que faz o balanço de uma experiência levada a cabo em 19 estabelecimentos de ensino conclui que quando os pais participam mais nas atividades da escola e esta, por sua vez, se articula com outros parceiros da comunidade onde está inserida, os estudantes conseguem melhores resultados, não só escolares como a nível comportamental.
Uma equipa constituída por elementos do DAPP e da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, da Universidade de Lisboa, desafiou algumas escolas, bem como os pais dos alunos, a identificarem o seu principal problema. A partir daí elaborou-se uma estratégia onde todos teriam um papel. Professores e, nalguns casos, encarregados de educação receberam formação especial; organizações culturais e outras estruturas foram convidadas a manter uma ligação estreita com os estabelecimentos de ensino envolvidos - promovendo, por exemplo, visitas de estudo frequentes. A experiência decorreu entre 1997 e 1999.
Dois anos depois de o projeto ter começado, foi perguntado aos professores se este tinha proporcionado alterações "substanciais" no progresso escolar dos alunos - 84 por cento dos docentes respondem que sim. Opinião semelhante tem a quase totalidade (91 por cento) dos alunos inquiridos.
Entre os estudantes que contaram com a ajuda dos encarregados de educação (seja nos trabalhos para casa, idas à biblioteca, etc.) quase metade (45 por cento) tiveram melhor desempenho na escola; apenas dez por cento dos alunos que têm este tipo de atividades com a família diz ter se beneficiado pouco.
O estudo analisou ainda o desempenho em Matemática e Língua Portuguesa dos alunos do 4º ano, comparando-o com uma amostra nacional de 4392 estudantes.
Resultado: os alunos envolvidos no projeto Escola, Família, Comunidade têm resultados ligeiramente superiores aos da amostra. O estudo conclui que estes resultados são "evidentemente, influenciados pelo ambiente familiar" que o projeto proporcionou.
Mais: o ambiente familiar não tem relação direta com o nível socioeconómico da família, já que se verificou que mais de metade dos alunos são provenientes de lares de "nível bastante baixo". "É possível afirmar que os pais, independentemente do seu nível de instrução, são capazes de cooperar com a escola desde que devidamente acompanhados e estimulados, contribuindo para a melhoria da aprendizagem dos filhos", diz o relatório.
O que este projeto pretendia não era que os pais se envolvessem apenas no processo de ensino/aprendizagem, ajudando os filhos fora da escola, mas que interviessem na vida escolar. Assim, verificou-se que as famílias passaram a contactar mais os professores e vice-versa. Num dos estabelecimentos de ensino foi constituída uma "escola de pais", onde os temas abordados foram trabalhados não só por professores, como também por instituições comunitárias; noutro caso, o número de pais e avós que passaram a freqüentar o ensino recorrente aumentou; numa outra escola foram feitas visitas domiciliárias às casas dos estudantes, que "foram verdadeiras ações de educação social". Os pais foram ainda convidados a animar e participar em eventos que até então eram promovidos só pela escola.
O estudo foi concluído em 2000, e desde então o DAPP publicou materiais pedagógicos de apoio a pais e professores sobre estratégias para desenvolver as parcerias entre escola, família e comunidade. Esses produtos estão disponíveis na Internet em www.dapp.min-edu.pt, de maneira a que o maior número de estabelecimentos adiram ao projeto.
APFN - Associação Portuguesa das Famílias Numerosas 
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Os pais perante o rendimento escolar

José Manuel Cervera e José Antonio Alcázar

Já escrevemos anteriormente que o primeiro motivo que provoca a relação dos pais com o colégio dos filhos é o da melhoria dos resultados escolares. E é lógico que assim seja. Deve ser um objetivo fundamental dos pais protagonistas da educação dos filhos que estes consigam desenvolver ao máximo todas as suas capacidades intelectuais: esse seria o verdadeiro êxito escolar do filho.
ÊXITO ESCOLAR = DESENVOLVIMENTO MÁXIMO DAS CAPACIDADES INTELECTUAIS MAIS FORÇA DE VONTADE NO ESTUDO

Também a escola e, portanto, o professor do nosso filho devem ter o mesmo objetivo e então, nas entrevistas com o professor, ainda que o rendimento escolar seja sempre um tema a tratar, analisá-lo-emos no contexto do nosso objetivo fundamental que é a educação integral do nosso filho e não nos limitaremos à visão limitada que suporia preocuparmo-nos apenas com a sua instrução.

A responsabilidade dos estudos recai sobre os pais, os professores e sobre o filho-aluno. É uma responsabilidade partilhada e, portanto, nenhuma das três partes deve permanecer à margem desta tarefa ou ter ópticas diferentes.

Nós, os pais, não podemos esquecer que o protagonista da aprendizagem é o nosso filho, o estudante, e que nunca pode ser sujeito passivo do processo educativo.

Para a aquisição de conhecimentos não basta que os professores expliquem e exijam, é preciso que o aluno realize o trabalho correspondente de aprender, que não é só <> mas analisar, completar ou ampliar, memorizar, etc. Como costumamos dizer:
QUE O ALUNO ESTUDE

O estudo é o instrumento necessário para a educação intelectual que inclui:
- Aprender a pensar;
- Adquirir a capacidade de discernimento para chegar a ser uma pessoa que saiba escolher;
- Obter a cultura que, se é autêntica, é uma forma de viver, etc.

O estudo infui no desenvolvimento de toda a personalidade, pois partimos da idéia de que:
O ESTUDO É O TRABALHO DO ESTUDANTE

Suponho que a alguns parecerá que esta frase destacada é evidente. Estamos com ela a querer sublinhar que um objetivo básico do estudo é conseguir a educação para o trabalho, que os nossos filhos reconheçam o papel do trabalho nas nossas vidas.

É preciso 'motivar' os filhos para que queiram estudar e conseguir que possam e saibam fazê-lo. Necessitarão:
MOTIVAÇÃO PARA O TRABALHO E TÉCNICAS DE ESTUDO

A motivação para o estudo mais intenso será:
UM BOM AMBIENTE DE TRABALHO E NA NOSSA FAMÍLIA

Quando na família se respira um clima de trabalho bem feito, quando os pais tornam os filhos participantes das suas aspirações profissionais, na medida em que as podem entender, quando o trabalho ocupa um lugar objetivo - nem ociosidade nem <> - e é aceite numa atitude de serviço, então, e só então, o ambiente familiar é uma motivação grande para os estudos dos filhos.

Os filhos valorizam muitíssimo a laboriosidade dos pais e a sua dedicação à família. O seu exemplo é decisivo para os ajudar a ser bons trabalhadores: é o melhor estímulo para os filhos. Sobretudo no caso dos alunos mais jovens: de nada serve que um pai trabalhe muitas horas fora de casa se, ao chegar, não realiza tarefa alguma em benefício da família, porque "está muito cansado".

Há pais a quem parece que só os preocupa na educação dos filhos que obtenham boas notas, pois reduzem a educação ao êxito escolar, como primeiro passo do futuro êxito social.

Estes pais que se ficam pelo resultado e se esquecem da educação como processo, como é necessária a mudança da pessoa do filho através do tempo, não estão a tratar os filhos como seres livres. Assim, a educação converte-se em treino, pois não se conta com os motivos, convicções e preferências de cada filho.

Para que o estudo seja um trabalho educativo deve pôr em jogo as faculdades pessoais, isto é:

- deve ser livre, realizado intencionalmente;
- assumindo a responsabilidade da própria tarefa.

Depois, para que o estudo seja um trabalho livre e possa servir como meio de educação, deve dar prioridade à pessoa, e não ao resultado objetivo desse trabalho.

Por conseqüência, é preciso indicar aos filhos ou alunos as razões do seu trabalho, sem reduzir o horizonte das tarefas escolares ao cumprimento de uma obrigação penosa que não haveria mais remédio senão fazer enquanto não chega o tempo das férias.
EDUCAR É DESPERTAR NOS ALUNOS:
A SATISFAÇÃO PELA OBRA BEM FEITA, DESENVOLVER A SUA CAPACIDADE PARA TRABALHAREM BEM

Portanto, nós, os pais, sob o ponto de vista educativo, devemos atender prioritariamente, quanto ao estudo dos nossos filhos, ao trabalho e ao esforço que realizam, e só depois ao nível objetivo alcançado: as notas ou classificações escolares.

Uma boa medida será sem dúvida seguir dia a dia, de maneira prudente mas real, os estudos dos filhos, ajudando-os discretamente a manter a exigência de um plano diário de estudo.

Os pais devem evitar as reações desproporcionadas perante <>. Dissemos que o importante é o esforço que o filho despendeu, não os resultados alcançados. Uma nota elevada sem esforço não merece um prêmio e, por vezes, uma aprovação pode ser motivo para uma celebração.

Os filhos melhor dotados, os de notas elevadas sem esforço, correm o risco de não ser educados numa virtude tão fundamental como a laboriosidade. De acordo com o orientador escolar, teremos que preparar-lhes um plano pessoal de estudos que fomente os seus hábitos de trabalho.

As classificações escolares devem servir para :
REFLETIR E DIALOGAR COM O NOSSO FILHO E PROCURAR SOLUÇÕES QUE MELHOREM O SEU TRABALHO-ESTUDO

Em conclusão, a exigência dos pais quanto ao rendimento escolar de um filho deverá ser coerente com as capacidades reais desse filho e centrar-se não nos resultados mas no esforço.
Para ajudar os nossos filhos nos seus estudos, temos de assegurar em casa, com as ações adequadas, as condições favoráveis para que trabalhem todos os dias:
- lugar tranqüilo para estudar;
- um ambiente familiar que anime a estudar;
- um horário de estudo que se respeita sem interrupções;
- o controle severo sobre a televisão, etc.;
mostrando sempre interesse pelo trabalho que realiza o filho.
Condensado do livro: As Relações Pais-Colégio, José Manuel Cervera e José Antonio Alcázar , Editora Rei dos Livros
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A escola

Maria Lucília Bonacho

A Escola era como um pequeno país, com pessoas simpáticas e antipáticas, pacientes e impacientes, generosas e egoístas, bendizentes e maldizentes, que trabalhavam juntas e juntas se construíam e desgastavam.
Disse que a Escola era como um país. E era. Tinha regras que se cumpriam e outras que não se cumpriam. Tinha governantes que eram eleitos democraticamente e governavam. Tinha governantes que, democraticamente, exerciam o seu direito de pôr, opor e dispor, conforme a influência dos seus líderes ou sensibilidades. Possuía as zonas distintas dos grupos, as pequenas capelas da oposição, os círculos presidencialistas e as largas faixas dos neutros. Em resumo: tinha um corpo docente de uma centena de indivíduos, exercendo uma das profissões mais gratificantes e esgotantes do mundo.
Por isso, quem tenha a triste idéia de pensar que levar uma escola para a frente é tarefa fácil, é porque conhece muito pouco da natureza humana e das suas fraquezas!
Fazer com que, dia após dia, uma população de, aproximadamente, mil almas, conviva em paz e sossego, recebendo cada um o que lhe é devido, desde comida a respeito, é uma tarefa que requer, por vezes, virtudes gigantes que não possuímos. Porque numa escola acontece de tudo. Uma escola não é um edifício com muitas salas onde os meninos entram a toque de campainha, recebem ensinamentos e tornam a sair. Para começar, as campainhas, de vez em quando, não tocam e então, gera-se um crescendo de gritos e assobios que, ao rolar pelos corredores, leva às portas da loucura os mais nervosos.
Uma escola faz-se todos os dias com muita Bondade e Firmeza. Fazem-na todos os que nela trabalham. Sem nenhuma exceção. E quando alguém falha (e todos os dias falham sempre alguns), as faltas vêm ao de cima como nódoas de azeite e ficam à vista de quem sabe entender. O pior é que, uma vez toleradas, se pensam aceites e se instalam de vez. Depois, como um vício, só são extirpadas com lutas penosas e o sofrimento daqueles que atacam e de quem se defende. E nem toda a gente, devemos sabê-lo, nasceu campeã de causas perdidas!
Uma escola é também um lugar onde é preciso saber, e depressa, o que se faz quando:
se partem braços
se tomam drogas
se roubam objetos
se cortam veias
se atropelam alunos
se instauram processos
se anavalham rivais
se apalpam garotas.
É o lugar onde os encarregados de educação vêm:
desabafar
perguntar
pedir
exigir
gritar
ofender
ameaçar...e, por vezes, bater! É o sítio onde mães de famílias respeitadas são desrespeitadas até à neurose, à raiva e ao pranto, só porque não possuem as doses exatas de autoridade e ternura que despertam respeito nesta seiva a ferver.
Uma escola é também um lugar cheio de explosões de sons agressivos, onde as dores de cabeça serão enxaquecas, os aborrecimentos se transformam em depressões e as depressões em psicoses.
Ah!, mas é também um lugar maravilhoso, onde os olhos de uma criança, de repente, se acendem e aquecem quem vê. É o lugar onde as lágrimas podem ocultar uma imensa alegria e um sorriso tenso, um drama sombrio.
É o país do Ontem, do Hoje e do Amanhã, onde os professores apelam incessantemente às fontes da paciência, em nome dos meninos que eles foram, e onde semeiam, sem saber se o joio vencerá o trigo ou se a colheita será farta ou não.
É o Reino dos Poetas, dos Homens-Meninos e daqueles que ouvem, no centro da alma, o que diz o silêncio da criança que olha.
É um país, sim, e um país singular, porque aí se exercem, a todas as horas, persistentemente, o Amor e a Paz. E isso é difícil: não nascemos anjos.

(Maria Lucília Bonacho - O Futuro está a estudar)
Fonte: Extraído do site Aldeia
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Descoberto o segredo do sorriso da Mona Lisa: 
era um sorriso de Mãe
 quadro da Monalisa


Tecnologia ajuda a revelar por que a Mona Lisa sorria: de felicidade materna
É o que conta a reportagem de Antonio Ribeiro publicada na Revista VEJA, Edição 1976 de 4 de outubro de 2006:
Um mistério a menos
Mais de 7 milhões de pessoas formam, a cada ano, filas em torno da Pirâmide do Louvre, o acesso ao maior museu do mundo. Oito em cada dez visitantes enfrentam a espera atraídos, sobretudo, por uma florentina de 25 anos, magistralmente pintada num ícone renascentista do século XVI – a Mona Lisa. Muitos percebem na linha formada pelos lábios de Lisa Gherardini uma expressão enigmática, que há cinco séculos engendra uma mesma pergunta: qual o mistério por trás desse sorriso?
O Centro de Pesquisa e Restauração dos Museus da França (C2RMF), com a ajuda do Conselho Nacional de Pesquisas do Canadá (NRC), acha que matou a charada. Depois de submeterem o quadro a uma formidável bateria de exames, na semana passada os pesquisadores revelaram que, em 1503, quando a mulher do comerciante de seda Francesco del Giocondo se sentou diante de Leonardo da Vinci, ela acabara de dar à luz o segundo filho. O quadro celebraria o nascimento do menino Andrea, dois anos depois de Lisa ter perdido a filha Camilla num parto malsucedido. A serenidade da Gioconda traduziria, assim, o sentimento de plenitude maternal.
No outono europeu de 2004, o quadro de 79,4 por 53,4 centímetros foi levado para os porões do Louvre, onde, durante 72 horas, esteve sob os cuidados de grupos alternados de quatro pesquisadores e foi fotografado sob luz rasante, raios X, infravermelhos e ultravioleta. Os sensores a laser de um scanner tridimensional canadense, utilizado nas sondas espaciais para mapear a superfície dos planetas, fizeram varreduras na frente e no verso do quadro. O equipamento é capaz de registrar detalhes em linhas de 0,01 milímetro de espessura – oito vezes mais finas que um fio de cabelo. "As radiografias antigas evidenciavam apenas a ossatura do quadro", compara Michel Menu, chefe do departamento de pesquisa do C2RMF. "Mas sua epiderme está impregnada pela sujeira de cinco séculos, o que obstrui a visão total a olho nu. As novas análises revelaram detalhes nunca vistos antes", completou Menu em entrevista a VEJA. Um desses detalhes é um sexto dedo na mão direita da Gioconda. Leonardo pintou o indicador, inicialmente, numa posição de tensão, como se a modelo estivesse prestes a se levantar. Num segundo momento, o pintor fez a única correção da obra-prima, relaxando sua mão.
...
Cada vez mais os historiadores da arte se valem da tecnologia como ferramenta de trabalho. ... uma vez que se trata do quadro mais reproduzido da história, qualquer partícula de conhecimento que se acrescente a ele é útil, e de interesse geral.
Do ponto de vista físico, a Mona Lisa é uma tábua de álamo ligeiramente empenada e coberta por um mosaico de milhões de rachaduras de tinta e verniz ressecados – as "rugas", curiosamente, são mais numerosas no rosto e no colo da Gioconda. Até os novos exames, acreditava-se que ela estava prestes a se desmanchar. Engano. Os pesquisadores confirmam a fragilidade da obra, mas afirmam que o temor de uma deterioração acelerada é exagerado. A matéria pictural está muito bem colada ao suporte, e a fenda de 11 centímetros na madeira acima da cabeça da Mona Lisa não se moveu desde sua restauração. As maiores ameaças são a umidade e as mudanças de temperatura, razões pelas quais uma verdadeira UTI posicionada atrás do quadro o monitora continuamente na novíssima Salle de la Joconde.
A Gioconda guardava ainda outras surpresas. Bruno Mottin, conservador do patrimônio do C2RMF, disse ter sentido um frio na barriga ao examinar a imagem em infravermelho do decote da Mona Lisa. Ele descobriu um tecido finíssimo entre um motivo solto do bordado e o vestido escuro de Lisa Gherardini – um véu que era a vestimenta típica das aristocratas toscanas durante a gestação e nos meses seguintes ao parto.
"A descoberta nos permitiu datar o início da obra em torno do ano 1503 e também confirmar a condição social da Gioconda", diz Mottin. O véu joga por terra a conjectura de alguns historiadores de que a Mona Lisa seria uma mulher "liberada", já que na época os cabelos soltos eram mais comuns entre prostitutas do que entre mães de família. Há um segredo, porém, que exame nenhum conseguiu arrancar da Gioconda – o das técnicas imperceptíveis e dons intangíveis que Leonardo aplicou na criação da pintura mais famosa do mundo.
foto do quadro Monalisa foto em infravermelho do quadro da Monalisa
1 - A fotografia em infravermelho do quadro revela com muito mais clareza o véu da personagem, que estaria preso atrás da cabeça, em uma touca. Isso explica a linha sobre sua testa, para a qual não se tinha explicação convincente  
Como essa vestimenta era típica de gestantes ou de mulheres que acabavam de dar à luz, imagina-se que a pintura tenha sido feita para comemorar o nascimento do segundo filho de Lisa Gherardini, mulher de um comerciante de seda de Florença, que, segundo se sabe, serviu de modelo a Leonardo da Vinci. Isso ajudaria ainda a precisar a data da obra: 1503  
2 - As manchas esverdeadas no peito e nas mãos da Gioconda indicam o uso de pigmentos diferentes dos originais e, portanto, resultantes de restauros posteriores, de autoria de outros que não Leonardo  
3 - Originalmente, também, Leonardo pintara os dedos médio e indicador da mão direita mais próximos do que na versão acabada  
4 - Mediante uma outra técnica, os pesquisadores mapearam a teia de rachaduras infinitesimais que se espalha por toda a pintura. As manchas escuras no rosto e no colo da Mona Lisa indicam uma maior concentração de rachaduras nessas regiões. Elas provêm do recurso batizado por Leonardo de sfumato: o uso de sucessivas camadas de cor, com variações mínimas de tom, para suavizar as transições e conferir maior volume e profundidade

Fonte: Revista VEJA, Edição 1976 de 4 de outubro de 2006
Publicado no Portal da Família em 06/05/2007
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Escola pública boa deve começar em casa
       01/08/2004 - Jornal Folha de S.Paulo

A receita para uma boa escola pública é simples e dá resultados. Seus principais ingredientes são a participação dos pais, o interesse da família pela vida escolar do aluno, o estímulo à leitura e o hábito de fazer e corrigir o dever de casa. Junta-se a isso a vontade do diretor em colocar em prática essas lições e, como resultado, há uma melhoria no desempenho.

O efeito positivo das práticas acima vem sendo comprovado cientificamente. Pesquisa com 26 mil alunos de 200 escolas públicas de São Paulo e Santa Catarina que fazem parte do projeto Gestão para o Sucesso Escolar (voltado para diretores) mostra que os ingredientes citados melhoram o desempenho dos estudantes.
Para chegar a essa conclusão, foi feito um cruzamento da nota de alunos de 4ª e 8ª série em provas de português e matemática com respostas dadas por eles a um questionário socioeconômico.
A pesquisa mostrou que alunos da 4ª série que afirmaram que os pais tinham o costume de perguntar se eles estavam indo bem na escola tiveram média de acertos de 62% na prova de português.
Entre os estudantes que disseram que os pais quase nunca faziam essa pergunta, a média cai para 47%. O resultado foi parecido entre filhos de pais que costumam participar de reuniões da escola. Nesse grupo, a média de acertos foi de 62%. Se os pais quase nunca vão às reuniões, a porcentagem cai para 48%.
Para Rose Neubauer, diretora-presidente do Instituto Protagonistés e coordenadora da pesquisa, ela mostra que mesmo pais com pouca escolaridade podem ajudar os filhos a ter boas notas se demonstram interesse pela vida escolar da criança e participam das atividades do colégio. "Se o pai estimula o filho a não faltar e ter boas notas, faz muita diferença entre as crianças da 4ª série."
Um estudo divulgado em julho pelo Inep, do Ministério da Educação, a partir de dados do Saeb (exame que avalia a qualidade da educação), chegou a conclusão idêntica: alunos cujos pais se preocupam com o que acontece na escola e que cobram os deveres de casa têm médias maiores.
A pesquisa nas escolas de São Paulo e Santa Catarina mostra que o hábito de fazer dever de casa é uma das variáveis que mais têm impacto positivo. Se o aluno tem o hábito de fazer dever e os professores cobram dele que o faça, a média de acertos é de 63% em português na 4ª série.
Se o aluno faz pouca lição de casa, a média cai para 44%; quando os
professores não cobram, para 43%.
Para Neubauer, pesquisas que analisam os fatores de sucesso do aluno dão um instrumento para as escolas melhorarem.
Para Francisco Poli, secretário da Udemo (sindicato dos diretores em São Paulo), os resultados da pesquisa mostram que a escola precisa trabalhar não só com o aluno mas também com os pais e trazê-los para o ambiente escolar.
Ele diz também que é importante que a escola esteja preparada e equipada para oferecer aos alunos mais carentes o que eles não têm em casa: "A escola não substitui a família, mas pode ajudar se os mais carentes tiverem aulas de inglês, informática ou passarem mais tempo nela".
Extraído de: http://groups.msn.com/Professoressp
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Um comentário:

Chico Tavares disse...

Bom dia

Gostei do seu blog. Parabéns.

Chico Tavares