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Dois pensamentos de boas-vindas aos leitores e seguidores deste blog:
- Mesmo que vivas um século, nunca deixes de aprender!!!
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domingo, 23 de maio de 2010

Solenidade de Pentecostes / O que é a Festa de Pentecostes? / Os Sete Dons do Espírito Santo / Os dons são presentes de Deus / Os sete dons e seus significados / Vamos entender melhor estes dons / O papel de Maria na Descida do Espírito Santo / A Origem da Oração Mariana Salve Rainha / Santa Missa de Pentecostes: Leituras, Salmo, Evangelho e a explicação do Evangelho / Pentecostes é um presente de Deus / Fazenda da Esperança tem missão reconhecida pelo Vaticano / O Espírito Santo supera as barreiras e nos dá a unidade, diz Papa... . / Uma abençoada Semana para todos nós, repleta das luzes do Espírito Santo!!! (Lusmar Paz - Aracoiaba-CE.)

Solenidade de Pentecostes

 O que é a Festa de Pentecostes?
Pentecostes, do grego, pentekosté, é o qüinquagésimo dia após a Páscoa. Comemora-se o envio do Espírito Santo à Igreja. A partir da Ascensão de Cristo, os discípulos e a comunidade não tinham mais a presença física do Mestre. Em cumprimento à promessa de Jesus, o Espírito foi enviado sobre os apóstolos. Dessa forma, Cristo continua presente na Igreja, que é continuadora da sua missão.
 A origem do Pentecostes vem do Antigo Testamento, uma celebração da colheita (Êxodo 23, 14), dia de alegria e ação de graças, portanto, uma festa agrária. Nesta, o povo oferecia a Deus os primeiros frutos que a terra tinha produzido. Mais tarde, tornou-se também a festa da renovação da Aliança do Sinai (Ex 19, 1-16).
 No Novo Testamento, o Pentecostes está relatado no livro dos Atos dos Apóstolos 2, 1-13. Como era costume, os discípulos, juntamente com Maria, mãe de Jesus, estavam reunidos para a celebração do Pentecostes judaico. De acordo com o relato, durante a celebração, ouviu-se um ruído, "como se soprasse um vento impetuoso". "Línguas de fogo" pousaram sobre os apóstolos e todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em diversas línguas.
 Pentecostes é a coroação da Páscoa de Cristo. Nele, acontece a plenificação da Páscoa, pois a vinda do Espírito sobre os discípulos manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado no coração, na vida e na missão dos discípulos.
 Podemos notar a importância de Pentecostes nas palavras do Patriarca Atenágoras (1948-1972): "Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos". O Espírito traz presente o Ressuscitado à sua Igreja e lhe garante a vida e a eficácia da missão.
 Dada sua importância, a celebração do Domingo de Pentecostes inicia-se com uma vigília, no sábado. É a preparação para a vinda do Espírito Santo, que comunica seus dons à Igreja nascente.
O Pentecostes é, portanto, a celebração da efusão do Espírito Santo. Os sinais externos, descritos no livro dos Atos dos Apóstolos, são uma confirmação da descida do Espírito: ruídos vindos do céu, vento forte e chamas de fogo. Para os cristãos, o Pentecostes marca o nascimento da Igreja e sua vocação para a missão universal.
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OS SETE DONS DO ESPÍRITO SANTO

Na convivência com as pessoas, percebemos que cada uma possui qualidades, dons próprios, característicos, e que, somando tudo, resulta uma riqueza imensa.

É o próprio Espírito de Deus que distribui a cada um(a) os seus dons, segundo seu consentimento: nem todos têm de fazer tudo, mas um(a) precisa fazer a sua parte. Os dons são tão diversos como são as pessoas.

Nos caminhos e descaminhos da vida, cada pessoa vai descobrindo suas possibilidades e capacidades pessoais. É preciso que cada um saiba ousar, mesmo encontrando dificuldades. Importa ter coragem, fincar o pé e buscar sempre. A busca pertence a cada pessoa e faz da história de fé para com Deus.

DINÂMICA

- Recortar um pequeno coração.

- Cada participante escreverá nos dois lados do coração uma qualidade ou dom que possui.

- Responder individualmente:

De onde provêm estes dons?
Para que servem estes dons em minha vida?
Eu os coloco a serviço de quem?
Como os faço frutificar?

- Partilhar com alguém as perguntas.

- Colar os corações num papelógrafo e perceber a riqueza que somos no conjunto dos dons recebidos.

- Os dons, só para si, pouco significam.

- Mas quando partilhados, significam riqueza multiplicada.

TODOS OS DONS SÃO PRESENTES DE DEUS

Quando nos referimos ao Espírito Santo sempre tomamos como referência os sete dons:
sabedoria, inteligência, conselho, ciência, fortaleza, piedade e temor de Deus.
Eles são inspirados no texto do profeta Isaías (11, 2-3). O Novo Testamento assume esta profecia na pessoa de Jesus Cristo, o Messias prometido. Ele seria possuído pelo Espírito de Deus e a partir de sua força, praticará um reinado alicerçado na justiça e na paz, conforme os dons recebidos.
 O número sete no contexto bíblico. Significa universidade, totalidade, perfeição. Os dons do Espírito são inúmeros, portanto, ao falar em sete, podemos dizer que recebemos todos os seus dons.
 São Paulo, em Gálatas 5, 22-23, fala nos "frutos do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, bondade, benevolência, fé, mansidão e domínio de si". Estes frutos provêm de um projeto de vida que todo cristão é chamado a perfazer. Isto não significa que os teremos de uma hora para outra.
Mas, a vida do cristão é um constante converter-se ao crescimento da fé, e um comprometimento para gerar estes frutos na convivência do dia-a-dia.
Podemos dizer que os "dons são qualidades dadas por Deus que capacitam o ser humano para seguir com gosto e facilidade os impulsos divinos, para tomar a decisão acertada em situações obscuras e para reprimir as forças do orgulho, do egoísmo e da preguiça, que se opõem à graça de Deus".

OS SETE DONS E SEU SIGNIFICADO

Vivemos um tempo de grande riqueza em nossa Igreja. Quantos jovens e adultos fazem as comunidades, as famílias saírem de sua passividade e acomodação para tomarem seus membros sujeitos da própria historia através da partilha de seus dons.
 Estes dons se transformam em fraternidade, solidariedade, justiça. Através de uma vivência comunitária nos grupos de reflexão, grupos de oração, estudo bíblico ... criam-se práticas sociais e maior consciência de cidadania.
 Os sete dons: Sabedoria, inteligência, ciência, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus ajudam a entender os planos de Deus na vida de cada cristão. Mas, também, capacitam para superar o perigo da indiferença e do medo, para amar a Deus como Pai. Estes dons, ainda, empenham os cristãos na luta por um mundo mais justo e humano e para perseverar na fé e na esperança, mesmo em meio aos desafios e dificuldades.
 Eles resumem toda a ação do Espírito Santo nas pessoas.
 Os dons doados pelo Espírito de Deus não tornam as pessoas passivas, inertes, acomodadas. Mas, pelo contrário, o cristão que toma consciência de que está imbuído por seus dons, transforma sua vivência.
 Um cristão crismado que não ajuda a transformar, a mudar a sociedade em que vive, certamente engavetou seus dons.

VAMOS ENTERDER MELHOR ESTES DONS:

a) Saberia. Ela nos leva ao verdadeiro conhecimento de Deus e a buscar os reais valores da vida. O homem sábio e a mulher sábia é aquele(a) que pratica a justiça, tem um coração misericordioso, ama intensamente a vida, porque a vida vem de Deus.
 b) Inteligência. Este dom nos leva a entender e a compreender as verdades da salvação, reveladas na Sagrada Escritura e nos ensinamentos da Igreja.
Ex. Deus é Pai de todos; em Jesus, Filho de Deus, somos irmãos ...
 c) Ciência. A capacidade de descobrir, inventar, recriar formas, maneiras para salvar o ser humano e a natureza. Suscita atitudes de participação, de luta e de ousadia, frente a cultura da morte.
 d) Conselho. É o dom de orientar e ajudar a quem precisa. Ele permite dialogar fraternalmente, em família e comunidade, acolhendo o diferente que vive em nosso meio. Este dom capacita a animar os desanimados, a fazer sorrir os que sofrem, a unir os separados ...
 e) Fortaleza. É o dom de tornar as pessoas fortes, corajosas para enfrentar as dificuldades da fé e da vida. Ajuda aos jovens a ter esperança no futuro, aos pais assumirem com alegria seus deveres, às lideranças a perseverarem na conquista de uma sociedade mais fraterna.
 f) Piedade. É o dom da intimidade e da mística. Coloca-nos numa atitude de filhos buscando um dialogo profundo e íntimo com Deus. Acende o fogo do amor: amor a Deus e amor aos irmãos.
 g) Temor de Deus. Este dom nos dá a consciência de quanto Deus nos ama. "Ele nos amou antes de tudo". Por isso, precisamos corresponder a este amor.
 Para que o Espírito Santo nos conceda seus dons pedimos:
 Vem, Espírito de Deus,
enche os nossos corações com tua graça.
És o sopro de Deus
que dá vida ao que está morto,
que dá vida ao nosso ser
e que nos tira do túmulo da preguiça e
do comodismo.
És fogo que queima o que está errado em nós,
que aquece nosso coração para amar,
que ilumina nossa mente para entender.
Faze-nos conhecer Jesus Cristo
que veio revelar o amor do Pai.
Faze-nos conhecer o pai e sua bondade infinita.
Faze-nos tuas testemunhas,
instrumentos nas tuas mãos
para que os corações dos homens se transformem
e assim a terra se renove.
Para que reine a justiça e a paz,
a solidariedade e o amor.
Para que o Reino de Deus se estenda cada dia mais Amém.

Ir. Marlene Bertoldi

BIBLIOGRAFIA:
Secretariado Regional Sul II, Espiritualidade do Catequista.
CODINA, Victor, IRARRAZAVAL, Diego. Sacramentos de Iniciação, Vozes, Petrópolis.
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O papel de Maria na descida do Espírito Santo.
  A igreja universal celebra a solenidade de Pentecostes, um momento em que a figura de Maria é de singular importância, revela nesta entrevista concedida a Zenit o padre Jesús Castellano Cervera, carmelita descalço, especialista em estudos marianos e consultor da Congregação vaticana para a Doutrina da Fé.
O tempo que estamos vivendo é também conclusão do tempo pascal e do mês de maio. Este tempo tem uma especial relevância mariana?
P. Castellano Cervera: O tempo compreendido entre a Ascensão e Pentecostes me parece que é um tempo particularmente mariano. O dado sublinhado nos Atos dos Apóstolos (1,14), que recorda a presença de Maria no Cenáculo, há que ser enfatizado. A iconografia antiga, a liturgia bizantina e as antigas notícias de Maria são unânimes ao recordar a Virgem Maria já no episódio da Ascensão do Senhor ao Céu.
 Maria aparece com os discípulos em oração enquanto Jesus sobe ao Céu, e a Mãe se converte assim em testemunha de toda a vida humana de Cristo, desde a vinda do seio do Pai à sua maternidade e desde a ascensão ao seio do Pai com a carne tomada da Mãe.
Qual é o significado da presença de Maria entre os discípulos no Cenáculo?
P. Castellano Cervera: Penso que Jesus confiou seus discípulos a Maria antes da vinda do Espírito Santo. A Virgem Maria, na realidade, em um tempo de «vazio», quando Jesus já não está e o espírito não descendeu, todavia, parece a pessoa mais apropriada para preencher de alguma forma estas duas presenças em um momento de recordação e de espera.
De recordação porque Maria é memória vivente de Cristo, de sua vida desde o princípio, de suas palavras. Sua presença materna fala dEle em tudo. E de espera porque a Virgem Maria, qua recebeu o Espírito Santo em plenitude, converte-se em garantia e esperança de cumprimento da promessa de Jesus. Virá o Espírito prometido --parece assegurar Maria-- assim como veio sobre mim. Deus é fiel a suas promessas.
É talvez esta presença a raiz do título a Ela reconhecido: Rainha dos Apóstolos?
P. Castellano Cervera: Creio que é precisamente assim. Padres da Igreja e autores medievais dizem com clareza que Maria no Cenáculo converte-se em Mãe dos Apóstolos com seu testemunho de Cristo.
João Paulo II fala na Encíclica Redemptoris Mater, no número 26, de tal presença em meio aos discípulos de Jesus como singular testemunho do mistério de Cristo. Seu papel materno neste tempo é evidente.
Podemos pensar que as palavras de At 1, 14 refletem a obra materna de Maria, que ajuda os discípulos a «perseverar» cada dia na esperança do acontecimento prometido da vinda do Espírito, a estar «de acordo e unidos», a abrir seus corações «na oração» com uma atitude de invocação e de confiada espera. Maria molda maternalmente os apóstolos, faz deles irmãos, prepara a comunidade para acolher o Espírito Santo.
Posto que Maria já havia recebido o Espírito Santo, não era talvez para Ela supérfluo esperar Pentecostes?
 P. Castellano Cervera: Maria, de acordo com as imagens mais antigas de Pentecostes, aparece aos discípulos e recebe o Espírito Santo com toda a Igreja. Sua circunstância, ligada ao mistério do Filho e sua missão, está agora indissoluvelmente unida ao mistério da Igreja.
 Foram parte dela como membro excelentíssimo e como Mãe, como afirma o Concílio Vaticano II. A nova vinda do Espírito sobre Ela a une ainda mais à Igreja, sua comunhão e missão. Não é possível pensar na Igreja sem Maria e em Maria sem a Igreja.
 A centralidade da Mãe de Jesus em meio aos discípulos com a mesma chama do Espírito Santo em uma atitude de acolhida do dom e de ação de graças nos fala do «perfil mariano» da Igreja, onde Ela representa a própria essência da Igreja: pura acolhida e transmissão do dom de Deus. Maria é o dever de ser da Igreja e do cristianismo, baixo a ação do Espírito Santo e em profunda comunhão com todos.
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A Origem da oração mariana Salve Rainha

Da Enciclopédia católica

 




Este texto é um artigo. Ele não se constitui em doutrina oficial católica, mas contém opiniões e interpretações particulares.

Prof. Juan Antonio Zumalde - Paróquia N. Sra do Carmo – Itaquera - Diocese de São Miguel Paulista
 A Salve Rainha é uma da orações mais populares entre os católicos. De tão repetida, é rezada às vezes, de forma maquinal, sem que se sinta da profunda emoção que a percorre do princípio ao fim. Por isso, para recuperar toda sua vibração original, pode ser útil analisar, uma por uma, as estremecidas palavras que a conformam.
Quem compôs esta prece tinha uma experiência muito viva das misérias da vida humana. Nesta prece “bradamos” como “degredados”, “suspiramos gemendo e chorando”, vemos o mundo como “um vale de lágrimas”, como um “desterro”... Entretanto, essa melancólica visão da vida acaba dissolvendo-se num sentimento de doce esperança que a ultrapassa e domina. Com efeito, se ao considerar a condição humana, o autor da prece só vê motivos de tristeza, ao fixar sua atenção naquela a quem a dirige, mostra-se animado por um horizonte de expectativas reconfortantes e consoladoras, pois ela, a Virgem Maria, é “mãe de misericórdia”... “vida, doçura, esperança”... “advogada” de “olhos misericordiosos”...
 Captaremos melhor o estado de ânimo de que brotou esta comovente oração se lembrarmos quem a compôs e em que circunstâncias. Ela é atribuída ao monge Herman Contrat que a teria escrito por volta de 1.050, no mosteiro de Reichenan, na Alemanha. Eram tempos terríveis aqueles na Europa central: sucessivas calamidades naturais, destruindo as colheitas, epidemias, miséria, fome e morte por toda parte... e, como não se bastasse, a ameaça contínua dos povos bárbaros do Leste que invadiam os povoados, saqueando e matando, destruindo tudo, inclusive igrejas e conventos... Frei Contrat tinha consciência da infortunada época em que vivia, mas tinha outras razões, além das agruras da vida de seus contemporâneos, para a aflição e o desconsolo. E não podia fechar os olhos para elas, pois as carregava no seu corpo: ele nascera raquítico e deforme; adulto, mal conseguia andar e escrevia com dificuldade, de mirrados que eram os dedos das suas mãos...
 Foi no fundo de todas as misérias, as próprias e as alheias, que a alma de Frei Contrat elevou à Rainha dos céus essa maravilhosa prece, carregada de sofrimento e esperança, que é a “Salve Rainha”. Mas, se foi capaz de fazê-lo foi porque, no mais íntimo de seu ser cintilava, sobre a paisagem desolada do mundo, a figura esplendorosa e amável da Mãe de Jesus... Contam que, no dia do seu nascimento, ao constatarem o raquitismo e mal formação do bebê, seus pais caíram em prantos. Sua mãe Miltreed, mulher muito piedosa, ergueu-se então do leito e, lá mesmo, consagrou o menino à Mãe de Deus. Consagrado a Ela, foi educado no amor e na confiança em relação à Ela. E foi com essa bagagem na alma que anos mais tarde foi levado (de liteira, pois continuava sendo um deficiente físico) até o mosteiro de Reichenan, onde com o tempo chegou a ser mestre dos noviços, pois o que tinha de inapto seu corpo, tinha de perspicaz seu espírito.
 Quando veio a ser conhecida pelos fiéis a “Salve Rainha” teve um sucesso enorme e logo era rezada e cantada por toda parte. Um século mais tarde, ela foi cantada também na catedral de Espira, por ocasião de um encontro de personalidades importantes, entre elas, a do imperador Conrado e a do famoso São Bernardo, conhecido como o “cantor da Virgem Maria”, pelos incendidos louvores que lhe dedicava nos seus sermões e escritos (ele foi um dos primeiros a chamá-la de “Nossa Senhora”). Dizem que foi nesse dia e lugar que, ao concluir o canto da “Salve Rainha” (cujas últimas palavras eram “mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do vosso ventre”), no silêncio que se seguiu, ouviu-se a voz potente de São Bernardo que, num arrebato de entusiasmo pelo mãe do Senhor, gritou, sozinho, no meio da catedral: “ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria”... E a partir dessa data estas palavras foram incorporadas à “Salve Rainha” original.
Nos quase mil anos que se passaram desde que Herman Contrat compôs a “Salve Rainha” uma multidão incontável de fiéis tem se identificado como os sentimentos que ela expressa, vivendo desde sua aflição a doce esperança que inspira sempre a figura amável e amada da Mãe do nosso Salvador.

Fonte: O Dia do Senhor, 30º Dom – Tempo Comum – 26 Out 2003 – Ano 5 – no 49 (AnoB)
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MISSA

Solenidade Domingo de Pentecostes
Primeira leitura (Atos dos Apóstolos 2,1-11)
Domingo, 23 de Maio de 2010
Solenidade de Pentecostes

Livro dos Atos dos Apóstolos:

1Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam.
3Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. 4Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava.
5Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo. 6Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua.
7Cheios de espanto e admiração, diziam: “Esses homens que estão falando não são todos galileus? 8Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? 9Nós, que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, 10da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; 11judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus em nossa própria língua!”

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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Salmo (Salmos 103)
Domingo, 23 de Maio de 2010
Solenidade de Pentecostes

— Enviai o vosso Espírito, Senhor,/ e da terra toda a face renovai!
— Enviai o vosso Espírito, Senhor,/ e da terra toda a face renovai!

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor!/ Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!/ Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras!/ Encheu-se a terra com as vossas criaturas!
— Se tirais o seu respiro, elas perecem/ e voltam para o pó de onde vieram./ Enviais o vosso espírito e renascem/ e da terra toda a face renovais.
— Que a glória do Senhor perdure sempre,/ e alegre-se o Senhor em suas obras!/ Hoje seja-lhe agradável o meu canto,/ pois o Senhor é a minha grande alegria!
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Segunda leitura (1º Coríntios 12,3b-7.12-13)
Domingo, 23 de Maio de 2010
Solenidade de Pentecostes

Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 3bNinguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser no Espírito Santo. 4Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. 5Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. 6Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos.
7A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum. 12Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo.
13De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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Evangelho (João 20,19-23)
Domingo, 23 de Maio de 2010
Solenidade de Pentecostes
O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
 — Glória a vós, Senhor!
 19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.
20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.
22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.
Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor!
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1ª Opção: Explicação do Evangelho
Vem, Espírito Santo!*
Postado por: padrepacheco
Pentecostes é o aniversário da Igreja? Sob certo aspecto, sim. A primeira comunidade tinha sido reunida por Jesus durante a Sua vida. Mas o que foi tão decisivo na data de Pentecostes, depois da  Morte e  Ressurreição de Cristo, é que aí começou a proclamação ao mundo inteiro da salvação em Jesus Cristo, morto e ressuscitado. Para os antigos judeus, essa festa era o aniversário da proclamação da lei no monte Sinai: esta proclamação constituiu, por assim dizer, Israel como povo, deu-lhe uma “constituição”. De modo semelhante, quando os apóstolos proclamam, no dia de Pentecostes, a salvação em Jesus Cristo, é constituído o novo povo de Deus. Não só Israel, mas todos os povos são agora alcançados, cada um em sua própria língua.
 Até hoje, a Igreja continua procurando alcançar todos os povos, grupos, classes e raças, numa linguagem que os atinja. Não necessariamente na linguagem que lhes agrade! Aos pobres terá que falar uma linguagem de carinho e animação; aos ricos uma linguagem provocadora, para descongelar seu coração. Mas, de qualquer modo, a todos ela deverá explicar – na linguagem adequada – que na conversão a Cristo se encontra a salvação.
O verdadeiro milagre das línguas não consiste em dizer “Aleluia” em todas as línguas, mas em falar com clareza para todos os povos, raças e classes. Os diversos dons do Espírito Santo servem exatamente para isto: para atingir as pessoas de todas as maneiras a fim de que sejam profetas da Nova Aliança, selada por Cristo em Seu próprio Sangue e agora publicada para o mundo sob o impulso do Seu Espírito. Como Moisés e os setenta anciãos no Sinai se tornaram porta-vozes de Deus e da Antiga Aliança, assim agora, a partir de Pentecostes, a Igreja deve tornar-se totalmente profética, denunciando o que está errado e anunciando a salvação que está na fraternidade e na comunhão que Jesus veio instaurar. Assim, o Espírito de Deus renovará, pela Igreja, a face da terra.
A final de contas, ainda esta pergunta inquieta o nosso coração: que linguagem é esta do Espírito, capaz de fazer com que todos compreendam? A linguagem do Espírito, que vem a fazer com que todos compreendam, é a linguagem do amor; aquela linguagem por meio da qual os gestos concretos falam por si só e possuem poder de ressurreição na vida dos outros. A grande linguagem que o Espírito quer nos ensinar a falar é a linguagem do amor; só ela tem poder de transformar tudo aqui que está dividido, fragmentado, caótico em cada um de nós. O Espírito, com esta nova forma de falar e anunciar o Pai pelo Filho, transformará tudo em nós, trazendo a nova ordem, a unidade pelo amor.  No entanto, só falarão nesta nova linguagem aqueles/aquelas que se decidirem pelo amor, frente a uma profunda abertura de suas vidas ao Paráclito.
Portanto, só o que está uno, inteiro, organizado, curado, liberto, restaurado, pela ação do Espírito, é que terá condições de anunciar Jesus vivo e ressuscitado mediante esta nova linguagem que penetra todos os ouvidos e corações.
Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova
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2ª Opção: Explicação do Evangelho
Postado por Frei Jorge Morente
Hoje celebramos Pentecostes. Completam-se cinqüenta dias da Páscoa da Ressurreição de Jesus. Quase dois meses depois que Jesus se foi, nós encontramos seus discípulos trancados no cenáculo, por medo dos judeus.
Apesar do evangelista não mencionar neste Evangelho, nós sabemos que no cenáculo também estavam algumas mulheres, inclusive Maria a Mãe de Jesus. Outro fato que deve ser ressaltado, é que eles se encontravam em oração. Parece que a intenção de João é mostrar o poder da oração na vida do cristão, principalmente nos momentos difíceis.
João faz questão de dizer que o medo estava presente entre eles. Não sabiam o que poderia lhes acontecer se fossem descobertos pelos judeus. A única certeza que tinham é que jamais assumiriam publicamente que eram cristãos.
Jesus chega como quem não quer nada, entra sem fazer alarde, coloca-se no meio deles e diz: "A paz esteja com vocês"! Pronto… bastou isso. Mudou o clima do ambiente, a alegria é geral. Os discípulos ficaram alegres ao verem o Senhor.
Jesus trouxe consigo o Espírito Santo e o entregou aos apóstolos. O medo e a insegurança foram jogados pela janela. O temor que paralisava suas pernas, simplesmente desapareceu.
Isso chama-se paz. Paz é liberdade, é coragem, é a busca permanente da vida plena. Paz é doação, é a luta por justiça e dignidade. Paz, um nome tão pequeno, mas que guarda dentro de si todas as Palavras de Jesus.
Paz é o resumo de tudo. Na palavra paz está contido todo evangelho, por isso Jesus nos deseja a paz. Apesar de não serem sinônimos, é impossível separar a paz do amor. Paz é conseqüência do amor, e o amor é o caminho que leva à paz.
Jesus, o próprio Amor entra, deseja-lhes a paz e faz algumas recomendações. Manda que continuem a sua missão. Missão de denunciar e distribuir. Missão de evangelizar, de lutar por justiça e contra a opressão. Realmente, não é nada fácil essa missão, eles teriam que dar continuidade a luta que levou Jesus à morte. Como enfrentar a multidão que eliminou Jesus?
 Onde encontrar coragem para encarar o inimigo, a sociedade violenta e dividida? Onde encontrar coragem para enfrentar o mundo? O medo era enorme, mas ao receberem o Espírito Santo, transformam-se totalmente. Abrem as portas, escancaram as janelas, nada temem, tudo enfrentam. Falam em público com destemor e sabedoria.
Assim é a obra do Espírito Santo. Ela faz maravilhas nos seguidores de Jesus. Opera transformações radicais naqueles que se entregam aos seus cuidados. Age em nossa vida e em nosso dia-a-dia. O Espírito se faz presente através dos seus sete dons.
A festa de Pentecostes nos leva a concluir que o Espírito Santo dá vida e dinamismo à comunidade cristã. Sob a ação do Espírito todos falam a mesma língua, os irmãos se entendem e se unem em torno do mesmo Pai. A covardia é substituída pela coragem na pregação do evangelho, a tristeza dá lugar à alegria, e as atividades são alicerçadas no amor e na paz de Jesus.

(fonte: www.miliciadaimaculada.org.br  -  autor Jorge Lorente)
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"PENTECOSTES É UM PRESENTE DE DEUS!"

Texto enviado pelo amigo Antonio Miguel Kater Filho em 13/05/2005

Querido amigo Demerval:

Hoje, domingo de Pentecostes, em minhas orações matinais, meditando sobre este inefável presente de Deus, por intercessão de Seu Filho (e nosso particular amigo) Jesus, concluí exatamente isto: O Espírito Santo de Deus foi um grande presente d'Ele para nós. Um presente de amigo, sinal de Sua amizade por todos nós: filhos e filhas de Deus e Seus irmãos! A partir daí comecei a refletir sobre a importância da amizade em nossas vidas, e, naturalmente, pensando na nossa amizade (que eu também considero um grande presente de Deus), querido Demerval, resolvi, mais uma vez, partilhar com você - que faz parte um grupo especial de amigos e amigas - estas minhas reflexões que, espero, possam também lhes serem úteis. ..... Que o Espírito Santo de Deus possa, cada vez mais, estreitar a nossa amizade, a qual eu considero também um dom de Deus.

Kater Filho

UM PRESENTE DE AMIGO!

Refletindo sobre o presente de Pentecostes, percebi que este foi um gesto profundo de amizade de Jesus para com os Seus discípulos e para todos que, por meio de seus testemunhos, viessem a acreditar n'Ele e no Seu Evangelho, grupo seleto do qual cada um de nós, cristãos, faz parte, portanto um presente especial para cada um de nós!
Um gesto natural de amizade do verdadeiro amigo, que nunca abandona os que nele confiam: “Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós”. Jo 14, 18. Jesus Ressuscitado voltou a conviver com eles por mais 40 dias e, após ter cumprido este período, voltou ao Pai, mas, por ação do Espírito Santo deixado - e pela Eucaristia - permanece vivo em seus corações.

Diante disso passei a refletir sobre a importância da amizade entre nós, concluindo que, infelizmente, à medida que a tecnologia e a informática, aliadas à inteligência humana, facilitam a aproximação das pessoas, permitindo, cada vez mais, a comunicação entre elas, paradoxalmente as criaturas humanas sentem-se cada vez mais sós e isoladas dentro de suas “ilhas virtuais”.
É preocupante percebemos como, até mesmo dentro de uma família estabilizada, a solidão se instala na vida das pessoas. Eu e minha esposa costumamos dizer - nos retiros que pregamos para casais por este Brasil - que hoje a sociedade constitui “familhas” com “ilh” no lugar de “i” porque, na prática, são agrupamentos de pessoas isoladas como verdadeiras ilhas. 

Dizemos família arquipélago que, na vida real, é um conjunto de ilhas que, convenientemente, vivem sob um mesmo teto minimizando as despesas comuns, partilhando algumas dependências da casa, mas que na verdade têm, cada uma delas, a sua maneira particular de pensar, de agir e de viver, não se importando muito com o que as outras ilhas façam, desde que essas, por sua vez, também não interfiram em sua vida pessoal. Observo o mesmo comportamento em algumas congregações religiosas..

Ora, amigos e amigas, isto não é, em hipótese alguma, o modelo de família (nem de comunidade religiosa) que Deus propôs à humanidade: um ambiente de partilha, de interação, enfim de amizade entre os seus membros e nunca de isolamento. Este isolamento, voluntário ou não, gera o individualismo que rapidamente evolui para o egoísmo que, por sua vez, bloqueia o desenvolvimento natural da amizade entre as pessoas!
As criaturas, neste anônimo e codificado mundo informatizado de hoje, mais do que nunca, anseiam por amizades verdadeiras! Os papos nos chats, as organizações virtuais tipo Orkut e outros sites, tentam, mas, felizmente, não satisfazem a nossa necessidade de cultivarmos amizades sérias e comprometidas. Amizades onde, pela convivência, aprendemos a conhecer, respeitar e amar profundamente o outro!
Como é bom podermos contar com amigos verdadeiros ao nosso lado! Amigos não têm preço, pois uma amizade é inestimável! Assim a Palavra de Deus, descreve a amizade: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel, nem mesmo o ouro nem a prata podem a ele ser comparados”. Eclo 6, 14 – 15.
Depois das denominações: Deus, pai, mãe, irmãos, irmãs, filhos e filhas, as palavras amigos e amigas são as que mais têm um significado especial para todos nós, mesmo porque a amizade, em muitos momentos de nossas vidas, chega a valer mais do que a própria consangüinidade! Quantos de nós já não experimentou isso?

Ora o que é um amigo? Amigo é aquela pessoa com quem nós podemos contar em qualquer circunstância, como dizem os noivos nas celebrações matrimoniais: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e por todos os dias de nossas vidas. Aliás, se na vida conjugal não for cultivada uma sólida amizade entre o casal, independentemente da atração física e sexual, o casamento correrá sérios riscos de naufragar durante o seu decurso...

Casais apaixonados, acima de tudo, necessitam ser casais amigos. A amizade antecede o amor conjugal, pois o amor sólido e verdadeiro nasce e cresce a partir de uma sincera e gostosa amizade entre um casal. A paixão meramente física, mais cedo ou mais tarde, arrefecerá na vida dos cônjuges, debalde haja, da parte de ambos, um esforço válido e necessário para manter viva a atração sexual no casamento.
Sabemos que a natureza tem o seu ciclo evolutivo e nós, simples mortais, por mais que nos esforcemos na tentativa de protelar a natural falência de nossos órgãos e sentidos, cuidando de nossa saúde, evitando abusos desnecessários, tomando medicamentos modernos, nos exercitando, acabamos nos rendendo à infalível e cruel senilidade que, muitas vezes, nos prostra e nos faz pessoas totalmente dependentes das outras...
É aí que entra a amizade que suplanta todas as barreiras e serve, incondicionalmente, a pessoa amiga que dela precisar. Atendendo a casais em crise, podemos perceber nitidamente, o descuido dos conjugues quanto ao cultivo de uma boa amizade desenvolvida paralelamente ao desabrochar da natural paixão física e carnal. 

Detectamos uma deficiência nefasta, porém muito comum, nas relações modernas: a grande dificuldade dos cônjuges de renunciarem, em benefício do próprio casal, às suas vontades, aos seus caprichos, ao seu conforto, à sua realização profissional, às suas convicções, seus hobbies, seus vícios, suas manias, seus desejos, seus sonhos, enfim a tudo o que acreditam ser seus direitos.
Ainda há poucos dias vimos, noticiado pela mídia mundial, um “relacionamento” iniciado, e celebrado com luxo e pompas, por um famoso jogador de futebol e uma modelo, terminar antes mesmo de se completar três meses! A causa? Não precisaríamos indagar, certamente estará relacionada a fatores que apontamos no parágrafo anterior...
No fundo, no fundo mesmo, poderíamos dizer que faltou a eles – e também a tantos casais que se casam nos dias de hoje, sem tempo suficiente até mesmo para se conhecerem - o desenvolvimento de uma boa amizade, antes de haver uma conjunção física e carnal, e o compromisso de uma união duradoura, até que a morte os separe.

A alegação comum e freqüente, nestes casos, é de que estes “direitos” - os quais se recusam a renunciar - são inerentes à sua vida, ou seja – como afirmam - são a “sua própria vida” e, por isso, “deles não abrem mão em hipótese alguma”, mesmo sob o risco de destruírem os seus lares. Falta-lhes a amizade sincera que é capaz de renunciar a tudo em benefício da pessoa amiga. Aliás, amizade é sinônimo de amor!

Sinônimo do mais puro amor que possa brotar do coração humano; diríamos do amor que mais se assemelha ao infinito e inesgotável amor de Deus por nós, seus filhos e filhas. Do amor que, teologicamente, identificamos como o Amor Ágape, que quer dizer o amor incondicional, o amor sem limites, o amor sem censuras! O Amor que Deus espargiu nos corações humanos no dia de Pentecostes.
 
Este Amor - verdadeiro presente de amigo - que o Espírito Santo de Deus derramou sobre a humanidade se origina da videira Jesus, que, num sinal de amizade por todos aqueles que Deus Lhe confiou, não os abandonou, quando precisou voltar para a casa do Pai. Ao contrário, rogou e o Pai enviou, em seu lugar, o Espírito Santo que trouxe em seu bojo o mais puro amor que a humanidade, até então, jamais havia experimentado!

O amor existente entre amigos verdadeiros é o da melhor cepa, o mais puro amor, o amor que nada exige em troca, um amor que é pura gratuidade e que se regozija apenas ao ver a alegria e a felicidade do outro, pelo qual nutre a amizade. Se formos buscar na Bíblia referências para este amor, as encontraremos na primeira Carta aos Coríntios, onde São Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, decodifica, em 15 gestos concretos, o Amor Ágape.

Gestos, como poderemos verificar, comuns entre os amigos verdadeiros. Tão comuns que nos permitem substituir, no texto, o vocábulo amor pela palavra amizade e que diz:
“A amizade é paciente, a amizade é bondosa. Não sente inveja. A amizade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. A amizade jamais acabará”. I Cor 13, 4-8.
Diante deste sábio texto bíblico, diríamos até, deste belíssimo poema divino, penso ser desnecessário tecer maiores comentários sobre a amizade, sob o risco de nos tornarmos redundantes. Resta-nos apenas, neste dia de Pentecostes, relembrarmos que o envio do Espírito Santo sobre nós foi, acima de tudo, um gesto de amizade de Jesus por todos nós.

Esta Sua amizade por nós está registrada no Evangelho de João quando, em Sua despedida, Ele amorosamente disse aos discípulos presentes (extensivo a nós que os sucedemos na missão): “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constitui para que vades e produzais frutos e o vosso fruto permaneça”. Jo 15, 15-16.
Obrigado Amigo, que Deus continue abençoando você e me permitindo privar, por muito tempo ainda nesta vida, de sua amizade sincera, fiel e verdadeira. Você, a quem Jesus chama de amigo, e eu considero um amigo verdadeiro, está, todos os dias, em minhas orações!
Antonio Miguel Kater Filho
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Fazenda da Esperança 

tem missão reconhecida pelo Vaticano

Arquivo
Fazenda da Esperança
Depois da comunidade Shalom e da Canção Nova, agora é a vez da "Família Esperança" ser reconhecida como Associação Internacional de Fiéis pela Santa Sé. A Família da Esperança é responsável pelo trabalho da Fazenda da Esperança.  

Nesta segunda-feira, 24, os fundadores da instituição, Nelson Rosendo Giovanelli e Frei Hanz Stapel, juntamente com alguns membros da comunidade, receberão o reconhecimento das mãos do presidente do Pontíficio Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rilko, no Vaticano.

"Esse reconhecimento é um sinal de que Deus nos inspirou, que todo o trabalho que nós fizemos é sob a inspiração do Espírito Santo", afirmou um dos membros da obra, padre César Alberto dos Santos.

A data escolhida para o reconhecimento é significativa para a Fazenda da Esperança, pois foi exatamente no dia 24 de maio de 1990, que Nelson Giovanelli consagrou sua vida à causa, doando 24h de seu dia para ajudar os jovens recuperandos.

A obra foi fundada em 1983, e com o passar dos anos, a comunidade terapêutica entendeu que sua finalidade principal era viver segundo os ensinamentos do Evangelho. Sendo assim, surgiu a associação de fiéis, nomeada "Família da Esperança" que, em 1998, recebeu a aprovação diocesana pelas mãos do Cardeal Aloísio Lorscheider, no Santuário de Aparecida. Com o contínuo aumento dos membros, veio a necessidade de um Reconhecimento Pontifício pela Santa Sé.  

Nesses 27 anos de missão, a obra se expandiu por todo o país e no exterior. Atualmente atende cerca de 3 mil jovens nas 68 fazendas espalhadas por 21 estados do Brasil, e está presente em outros nove países: Alemanha, Rússia, Filipinas, Moçambique, México, Guatemala, Paraguai, Uruguai e Argentina.

A 'Família da Esperança' não é uma congregação ou instituto secular, nem um movimento espiritual, como os carismáticos e os focolares, mas é uma nova comunidade de leigos, ligada à Congregação dos Leigos. "É algo novo dentro da Igreja, onde os casados, os solteiros, os jovens, mas também irmãs religiosas e padres podem ligar-se numa mesma comunidade que quer atender, no nosso caso, aos jovens dependentes", explica padre César.

O Espírito Santo supera as barreiras

e nos dá a unidade, diz Papa


Da Redação, com Rádio Vaticano


Reuters
''O Espírito Santo envolve homens e povos e, através deles, supera muros e barreiras'', destaca Bento XVI
"Na celebração de Pentecostes, somos convidados a professar a nossa fé na presença e na ação do Espírito Santo". Com esta síntese da solenidade que conclui o tempo pascal, teve início a homilia pronunciada pelo Papa Bento XVI na manhã deste domingo, 23, na Basílica de São Pedro.

O Espírito Santo, recordou o Pontífice, é o dom que Jesus pediu e continuamente pede ao Pai por seus amigos; o primeiro e principal dom que nos obteve com a sua Ressurreição e Ascensão ao Céu. Este dom produz unidade e compreensão: "Inicia-se um processo de reunificação entre as partes da família humana, divididas e espalhadas; as pessoas, muitas vezes reduzidas a indivíduos em competição ou em conflito entre si, alcançadas pelo Espírito de Cristo se abrem à experiência da comunhão, que pode envolvê-las a tal ponto de fazer delas um novo organismo, um novo sujeito: a Igreja. Este é o efeito da obra de Deus: a unidade".

Desde o dia de Pentecostes, explicou o Papa, a Igreja fala todas as línguas. Ela jamais permanece prisioneira de confins políticos, raciais e culturais; não se pode confundir com os Estados e deve permanecer autônoma. Por sua natureza, a Igreja é una e multíplice, destinada a viver em todas as nações, todos os povos, nos mais diferentes contextos sociais. "O Espírito Santo envolve homens e povos e, através deles, supera muros e barreiras".

Todavia, esta unidade criada pelo Espírito Santo não significa uma espécie de igualitarismo. Pelo contrário. Em Pentecostes, os Apóstolos falam línguas diferentes de modo que cada um compreenda a mensagem no próprio idioma. Às Igrejas particulares, porém, cabe a missão de se confrontar e se harmonizar com a Igreja una e católica.

A seguir, Bento XVI falou da maneira como o Espírito Santo se manifesta: "fogo como chama divina" que ilumina a estrada da humanidade. "Como é diferente do fogo das guerras e das bombas!", comparou. "Como é diferente o incêndio de Cristo, propagado pela Igreja, em relação ao fogo aceso pelos ditadores de todas as épocas, inclusive do século passado, que deixa um rastro de destruição. O fogo de Deus, o fogo do Espírito Santo, ao invés, arde sem queimar, sem destruir, e, ao se propagar, faz emergir a parte melhor e mais verdadeira do homem, a sua vocação à verdade e ao amor".

No íntimo do homem, o fogo provoca uma transformação, consumando as escórias que o corrompem e dificultam sua relação com Deus e com o próximo. Paradoxalmente, observa o Pontífice, este efeito divino nos assusta, temos medo de nos "queimar", e escolhemos permanecer como somos. Isso depende do fato de que muitas vezes a nossa vida é marcada pela lógica do ter, do possuir, e não do doar-se. Muitas pessoas crêem em Deus e admiram a figura de Jesus Cristo, mas têm medo das exigências da fé, de renunciar a certas experiências, a algo de belo.

Para quem vive esta divisão, o Papa repete o que Jesus dizia aos seus amigos: "Não tenham medo". Devemos deixar que a presença de Cristo e a sua graça transformem o nosso coração, sempre sujeito às fraquezas humanas. "Vale a pena deixar-se tocar pelo fogo do Espírito Santo. A dor que provoca é necessária para a nossa transformação."

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Um comentário:

André Paulino disse...

Prezado Lusmar, parabéns pelas informações sobre o dia de Pentecostes. Seu blog está fazendo um belíssimo papel: o de informar e, ao mesmo tempo, catequizar e dirimir dúvidas.
Parabéns e, FELIZ DIA DE PENTECOSTES.