Dois pensamentos aos leitores e leitoras deste blog.

Dois pensamentos de boas-vindas aos leitores e seguidores deste blog:
- Mesmo que vivas um século, nunca deixes de aprender!!!
- O importante não é saber tudo, e sim, nunca perder a capacidade de aprender!



terça-feira, 13 de julho de 2010

Neste DOMINGO, dia 18/07/2010, vocês encontrarão: Leituras, Salmo e o Evangelho da Santa Missa; também encontrarão duas explicações do evangelho deste domingo.Ainda mais: dois artigos sintéticos com os temas:” Entendendo a Santa Missa” e “O Valor da Hospitalidade”./ Bem-vindos ao nosso blog!!! Deus abençoe a todos nós!!!

MISSA DO 16º DOMINGO COMUM
Primeira leitura (Gênesis 18,1-10a)
Domingo, 18 de Julho de 2010 16º Domingo Comum
Livro do Gênesis: Naqueles dias, 1o Senhor apareceu a Abraão junto ao carvalho de Mambré, quando ele estava sentado à entrada de sua tenda, no maior calor do dia. 2Levantando os olhos, Abraão viu três homens de pé, perto dele. Assim que os viu, correu ao seu encontro e prostrou-se por terra. 3E disse: “Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem, sem parar junto a mim, teu servo. 4Mandarei trazer um pouco de água para vos lavar os pés, e descansareis debaixo da árvore. 5Farei servir um pouco de pão para refazerdes vossas forças, antes de continuar a viagem. Pois foi para isso mesmo que vos aproximastes do vosso servo”. Eles responderam: “Faze como disseste”. 6Abraão entrou logo na tenda, onde estava Sara, e lhe disse: “Toma depressa três medidas da mais fina farinha, amassa alguns pães e assa-os”. 7Depois, Abraão correu até o rebanho, pegou um bezerro dos mais tenros e melhores, e deu-o a um criado, para que o preparasse sem demora. 8A seguir, foi buscar coalhada, leite e o bezerro assado, e pôs tudo diante deles. Abraão, porém, permaneceu de pé, junto deles, debaixo da árvore, enquanto comiam. 9E eles lhe perguntaram: “Onde está Sara, tua mulher?” “Está na tenda”, respondeu ele. 10aE um deles disse: “Voltarei, sem falta, no ano que vem, por este tempo, e Sara, tua mulher, já terá um filho”. - Palavra do Senhor. - Graças a Deus.
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Salmo (Salmos 14)
Domingo, 18 de Julho de 2010 16º Domingo Comum
— Senhor, quem morará em vossa casa? — Senhor, quem morará em vossa casa? — É aquele que caminha sem pecado/ e pratica a justiça fielmente;/ que pensa a verdade no seu íntimo/ e não solta em calúnias sua língua. — Que em nada prejudica seu irmão,/ nem cobre de insultos seu vizinho;/ que não dá valor algum ao homem ímpio,/ mas honra os que respeitam ao Senhor. — Não empresta o seu dinheiro com usura,/ nem se deixa subornar contra o inocente./ Jamais vacilará quem vive assim!
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Segunda leitura (Colossenses 1,24-28)
Domingo, 18 de Julho de 2010 16º Domingo Comum
Carta de São Paulo apóstolo aos Colossenses: Irmãos: 24Alegro-me de tudo o que já sofri por vós e procuro completar em minha própria carne o que falta das tribulações de Cristo, em solidariedade com o seu corpo, isto é, a Igreja. 25A ela eu sirvo, exercendo o cargo que Deus me confiou de vos transmitir a palavra de Deus em sua plenitude: 26o mistério escondido por séculos e gerações, mas agora revelado aos seus santos. 27A estes Deus quis manifestar como é rico e glorioso entre as nações este mistério: a presença de Cristo em vós, a esperança da glória. 28Nós o anunciamos, admoestando a todos e ensinando a todos, com toda a sabedoria, para a todos tornar perfeitos em sua união com Cristo. - Palavra do Senhor. - Graças a Deus.
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Evangelho (Lucas 10,38-42)
Domingo, 18 de Julho de 2010 16º Domingo Comum
— O Senhor esteja convosco! — Ele está no meio de nós.
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 38Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava sua palavra. 40Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41 O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”. - Palavra da Salvação. - Glória a vós, Senhor.
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1ª EXPLICAÇÃO DO EVANGELHO
Por Pe. Pacheco da Comunidade Canção Nova
Neste final de semana estamos meditando acerca de uma visita que Jesus faz a seus amigos em Betânia. Betânia é um vilarejo situado na encosta oriental do Monte das Oliveiras e fica a uma distância de 3 km de Jerusalém. É caminho de quem ia de Jerusalém para Jericó e vice-versa. O Senhor,  ao fazer este percurso, sempre ficava na casa de seus amigos em Betânia, casa de Lázaro, Marta e Maria. Ali, descansava e convivia com eles. É numa dessas visitas que acontece o fato apresentado por Lucas no Evangelho deste final de semana.
Cristo sempre tem o desejo e tem o querer estar em comunhão com os Seus amigos.  E quem são  os amigos do Senhor? Cada um de nós, pelo Batismo: “Já não vos chamo mais servos, mas amigos”. Ora, se somos amigos – e o somos – temos de entender que a indiferença é algo totalmente oposto à amizade. Quem é amigo, quem ama, sempre “gastará” (ganhará!) tempo com o outro.
 Jesus quer estar com Maria e Marta, mas somente Maria possui a coragem de se assentar aos pés do Mestre para escutá-Lo. Marta está ocupadíssima, mergulhada num ativismo, realidade esta que cega a pessoa no campo espiritual. Marta acha que é amada por Jesus por aquilo que faz; Maria, ao contrário, sabe que é amada por Cristo por aquilo que é, ou seja, é amada por ser filha, amiga. E porque vive uma amizade e uma filiação profunda, escolhe a melhor parte, aquela que jamais lhe será tirada. Tudo nesta vida perderemos; só restará aquilo que tivermos construído com Deus: intimidade, santidade.
 Jesus não condena o trabalho de Marta. Aliás, com ela aprendemos que devemos transformar o mundo e a nossa vida a partir de um trabalho sério, profundo e constante. Todavia, este trabalho sempre terá de partir de uma intimidade com o Senhor. Fui chamado para estar com Ele; estando com Ele, em amizade e intimidade, então sim, me ensinará o que devo fazer, como e quando.
 O Senhor tem sede da nossa amizade. Ele quer estar conosco naqueles colóquios de intimidade e amor. Por que nos encontramos – como Marta – tão agitados? Porque estamos querendo fazer muito, estamos querendo muito; nada chega; não existe limite para o ter, o poder e o prazer. Nisso, as relações com Deus e com as pessoas que amamos vão desaparecendo cada vez mais. Vamos tendo tudo à nossa volta e cada vez mais vazios vamos ficando por dentro. Aliás, muito precisa fora – ter e se ocupar com coisas inúteis – aquela pessoa que muito pouco possui dentro de si. Agora, quem busca intimidade, amizade e amor com o Senhor nunca precisará de muita coisa para ser feliz, pois quem tem Deus, quem tem a coragem de se sentar aos pés do Mestre – como Maria – tem tudo! Não lhe falta nada. Aí entendemos o salmista quando diz:  “Se o Senhor não construir a nossa casa, em vão trabalharão os construtores”. Para dizer que nada preenche o nosso coração a não ser Deus. Nada!
 A Palavra de Deus quer nos ensinar, neste final de semana e sempre, que devemos nos ocupar com o essencial, pois o restante virá por acréscimo. E o que é o essencial? Intimidade, amizade, amor cultivado em Deus. Não nos preocupemos com o que fazer, pois uma intimidade profunda e séria, a exemplo de Maria, sempre nos levará para o serviço concreto.
 Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova
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2ª EXPLICAÇÃO DO EVANGELHO
Por Frei  Jorge Lorente- Site: Canto da Paz 
Na liturgia deste domingo encontramos Jesus em Betânia, na casa de duas irmãs. Marta e Maria são também irmãs de Lázaro. Todos os três sempre foram grandes amigos de Jesus.
A cidade de Betânia ficava no caminho entre Jericó e Jerusalém. E, em suas viagens, para lá ou para cá, Jesus não deixava de entrar em Betânia para visitar seus amigos. Sabia que lá encontraria uma calorosa acolhida. Diante dessa certeza, por mais pressa que tivesse, nunca passaria por ali sem dar uma "paradinha".
Como é bom entrar na casa de amigos! Como é bom sentir-se acolhido e amado. Jesus também fica muito feliz quando o recebem com amor. O lar que acolhe Jesus adquire ar festivo. É o que podemos notar no evangelho de hoje. As duas irmãs dão a Jesus uma recepção digna de um grande amigo.
Lucas não menciona outras pessoas neste evangelho. Fala somente de Jesus e das irmãs Marta e Maria, mas Jesus andava sempre acompanhado dos seus discípulos, e Lucas inicia o Evangelho dizendo: “Enquanto caminhavam”…por isso, é bastante provável que seus doze apóstolos também estivessem naquela casa esperando pelo almoço que Marta estava preparando.
Diante de tanto serviço e de tantas preocupações, não é de se estranhar que Marta tenha reclamado com Jesus da falta de colaboração de sua irmã. É muito importante ressaltar também, a forma como Marta falou com Jesus.
Ela fala de maneira meio chorosa, e reconhece a autoridade de Jesus ao pedir-lhe que mande Maria ajudá-la. Seu jeito de conversar com Jesus deixa transparecer a grande amizade existente entre eles. Marta via Jesus como alguém da família e falou com Ele como se fala para um pai ou para um grande amigo.
Falou sem rodeios e naturalmente, não falou por mal. Estava somente transmitindo o que sentia. Sentia-se sozinha e abandonada em meio a tantos afazeres, e sem ninguém com quem dividir as tarefas.
As palavras de Jesus não devem ser interpretadas como advertência para Marta, nem como elogios para o comportamento de Maria. Jesus não está censurando o trabalho e muito menos, elogiando Maria por não ajudar sua irmã. Sabe que Marta tem muitos motivos para estar preocupada com seus afazeres.
No entanto, Jesus sabe também como é importante que as coisas de Deus estejam em primeiro lugar em nossas vidas. É isso que Jesus tenta ensinar para Marta e para cada um de nós. As preocupações do dia-a-dia sempre existirão e não devem ser negligenciadas, entretanto é preciso cuidado para não nos envolvermos somente com as coisas materiais, a ponto de colocarmos Deus em segundo plano.
Marta e Maria se complementam. Por isso se entendem, vivem juntas e são tão companheiras. Não podemos analisá-las de forma isolada, pois uma é o complemento da outra. Uma é o exemplo vivo do trabalho, da ação e do gesto concreto. A outra representa a vida contemplativa e a meditação da palavra de Deus. Maria representa, acima de tudo, a oração.
A união das duas representa a perfeição da vida. O trabalho de Marta deve ser visto como algo necessário e a oração de Maria, como algo indispensável. Como dizia São Tiago, a fé sem obras é morta, no entanto a boa obra é fruto da oração. Quem dera fôssemos metade Marta, metade Maria; para estarmos sempre disponíveis, sem nunca nos afastarmos de Jesus.
(fonte: www.miliciadaimaculada.org.br  -  autor: Jorge Lorente)
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Entendendo a Santa Missa
Que é a Santa Missa?
R: A Santa Missa é a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário. É o mesmo e único sacrifício infinito de Cristo na Cruz, que foi solenemente instituído na Última Ceia. Nesta cerimônia ímpar, Cristo é ao mesmo tempo vítima e sacerdote, se oferecendo a Deus para pagamento dos pecados, e aplicando a cada fiel seus méritos infinitos. No mundo em que vivemos, vemos 3 motivos diferentes p as pessoas irem a missa • existem os que vão para cumprir um preceito ou tradição; (ou os pais obrigam) • há os que vão à Missa para fazer seus pedidos e orações; • e há aqueles que vão à Missa para louvar a Deus em comunhão com seus irmãos.
Nós devemos ir a Missa para louvar a Deus em comunhão com seus irmãos, e para isso veremos quanto completa é a celebração da Santa Missa;
Ritos Iniciais
Canto de Entrada: o canto de entrada tem o objetivo de nos ajudar a rezar. Ele manifesta a Deus nosso louvor e adoração.
Saudação: o padre saúda a comunidade reunida anunciando a presença de Jesus.
Ato Penitencial: em uma atitude de profunda humildade, pedimos perdão de nossos pecados.
Glória: já perdoados, cantamos para louvar e agradecer.
Coleta (oração): o padre coloca todas as intenções, e no final da oração a oração responde com a palavra Amém (que significa “assim seja”).
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura: passagem tirada do Antigo Testamento (parte bíblica que prepara a vinda do Messias). Salmo de Resposta: é um canto ou um salmo que nos ajuda a entender melhor a mensagem da primeira leitura.
Segunda Leitura: passagem tirada do Novo Testamento, de uma das cartas (epístolas) dos Apóstolos (Filipenses, Gálatas, Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, etc)
Aclamação do Evangelho: nesta hora ouvimos o padre anunciar a MENSAGEM DE JESUS. Por isso cantamos “ALELUIA” (que significa “alegria”).
Evangelho: Jesus nos fala apresentando-nos o REINO DE DEUS.
Homilia: o padre explica as leituras e o Evangelho.
Profissão de Fé (Credo): momento em que professamos tudo aquilo que como cristãos devemos acreditar.
Oração dos Fiéis: a comunidade reunida reza pela Igreja e por todas as pessoas do mundo.
Liturgia Eucarística Preparação das Oferendas: momento em que oferecemos a nossa vida, ou seja, tudo o que somos ao Senhor. Logo depois ocorre a oração sobre as oferendas, que por intermédio do sacerdote, Jesus consagra o Pão e o Vinho.
Oração Eucarística: momento principal da celebração. Onde recordamos a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Não é apenas uma lembrança de um fato que aconteceu, mas sim algo que acontece hoje, aqui, agora na Eucaristia.
Santo : Este é um dos cantos mais importantes da missa, pois exalta a santidade do nosso Deus e relembra “aquele domingo” quando Jesus era recebido com louvores, palmas, cantos e ramos em Jerusalém e gritos de “HOSANA AO FILHO DE DAVI!”. Devemos cantar da mesma maneira com muitas palmas e bastante alegria, acompanhadas de todos os instrumentos. Alegria, músicos de Deus!
Amém - Vem após a doxologia que só é rezada pelo celebrante (muitas pessoas acham, erradamente, que é bonito rezar com o padre!) e deve ser bastante animado ao som de todos os instrumentos, cantado por toda a assembléia.
Pai Nosso - Deve ser cantado apenas se for um costume da comunidade e com aprovação do celebrante. Os instrumentos devem ser apenas acompanhantes para que toda a igreja participe cantando.
Abraço de Paz - É o canto da alegria e do amor, quando distribuímos a paz que o próprio Jesus nos deu com muitos abraços! Deve ser um canto que fortaleça a amizade e a união de todos na Igreja com bastante entusiasmo e acompanhado por todos.
Comunhão: momento em que vamos em direção do banquete do Senhor receber o seu Corpo e o seu Sangue.
Ritos Finais
Avisos: o padre ou algum leigo da comunidade anuncia algum evento ou informa algo de interesse à comunidade. Bênção: o padre dá a bênção à comunidade. Bênção significa o bem que alguém quer para outra pessoa.
Despedida: o padre se despede da comunidade e recorda que este momento não é mera despedida apressada, mas um novo envio para realizar a missão do cristão no mundo, isto é, anunciar ao mundo o Cristo Vivo
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Formações

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O valor da hospitalidade

Ela provoca o diálogo e amadurecimento
É muito importante a hospitalidade. Talvez seja um dos mais significativos gestos fraternos na vida, porque supõe acolhida e valorização das pessoas na sua individualidade. Ela cria relacionamento e convivência, provoca o diálogo e amadurecimento na vida comunitária. Isso aconteceu na vida de Jesus quando visitou a casa de Marta e Maria, certamente irmãs de Lázaro a quem Ele bem conhecia. As duas irmãs O acolhem com carinho, tendo cada uma delas comportamento próprio. Jesus, como visitante, leva em conta as suas atitudes. Marta, provavelmente a mais velha, age no cuidado da casa e em preparar o necessário para a boa acolhida e hospitalidade. Isso era o normal na vida das pessoas em suas residências. Era a correria para cumprir as tarefas nos momentos certos da casa. Maria, mais centrada talvez, fica sentada ao lado de Jesus e vai apreciando as Suas palavras. Ela teve uma atitude de escuta e de contemplação do que estava ouvindo do Mestre. Sabemos do valor e do sentido disso na vida. É bom hospedar e cuidar bem das pessoas. Mas isso tem grande valor quando criamos diálogo, amizade, relacionamento e valorização das palavras. Por essa razão, o Senhor fez questão de valorizar a atitude de Maria e criticou a agitação de Marta. A hospitalidade leva à comunhão quando valorizamos as nossas palavras. Com isso crescemos no conhecimento e na convivência fraterna, partilhando as alegrias e os sofrimentos, que fazem parte da vida de todas as pessoas. O caso de Marta e Maria nos leva a retomar as nossas opções. Conclama-nos a viver em equilíbrio e com prazer cada instante da vida. A nossa atuação deve ser centrada no essencial, no mais necessário. O serviço ao próximo não pode ser dissociado da convivência fraterna. Enfim, a hospitalidade está na dimensão da gratuidade, que é um desafio num mundo como o atual. O que vemos hoje é a predominância do medo, o isolamento, a privacidade, o individualismo, o excesso de trabalho e a falta de tempo. Assim perdemos a oportunidade do amor fraterno.
Dom Paulo Mendes Peixoto Bispo de São José do Rio Preto
Um Feliz e abençoado DOMINGO para todos nós!!!
Lusmar Paz
Aracoiaba-CE.
 
Índice Geral:
1. Mensagem: Aceitar e Valorizar-se .
2. Pensamento do dia.
3. Pensamento sobre a inveja.
4. Por que não devemos temer os invejosos?
5. 13 de julho de 1917 - Aniversário das Aparições de N. Sra. de Fátima.
6. Síntese - História da Aparição de N. Sra de Fátima no dia 13/07/1917.
7.Histórico sintético da vida dos Pastorinhos.
8. Pensamento sobre o aprendizado na oração.
9. Novidade na EDUCAÇÃO - Tema: Cresce número de professores sem diploma na educação básica do País.
10. Cantinho do Professor - Tema: Avaliação e Recuperação...
11. Poesias: Escritora: Adaléia Aquino (Aracoiabense)
12. Novidade na SAÚDE - Tema: Durante uma internação deve-se ficar atento a quê?
13. Fumar, para quê?
14. Novidade na FILOSOFIA - Tema: O que é Filosofia? A Filosofia no Ensino Médio.
15. Novidade na PSICOLOGIA:Tema: Uma conversa franca sobre amor próprio.
16. Novidade na HISTÓRIA - Tema: 500 anos: História, Fé e Cultura no Brasil.
17. Novidade no ESPORTE - Tema: Fifa alerta que falta tudo ao Brasil para Copa de 2014.
18. Novidade na RELIGIÃO - Tema: A Perpétua Virgindade de Nossa Senhora e vários outros assuntos neste campo.
19. Conselho Tutelar - 20 Anos de fundação.
20. Novidade na INFORMÁTICA - Tema: Linguagem de Internet e Celular, com perguntas e respostas.
21. Novidade no ENTRETENIMENTO - Tema: Exercícios para cérebros enferrujados
22. Desenho com o tema: O polvo advinho...
Uma harmoniosa semana para todos nós!!!
Deus nos abençoe com paz e saúde!!!
Professor Lusmar Paz
(Mestrando em Ciências da Educação)
Aracoiaba-Ce 
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17 mil visualizações alcançou nosso blog.
Obrigado pela atenção!!!
Deus lhes pague!!!
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INTRODUÇÃO SEQUENCIAL DOS ASSUNTOS POSTADOS:
  1.Aceitar e Valorizar-se
A psicologia nos ensina, com muita propriedade, que nós mesmos devemos ser:
Os primeiros a gostar de nós,
os primeiros a nos amar,
os primeiros a nos valorizar.
Se eu não gostar de mim mesmo, se eu não me amo, se eu não me valorizo, como posso querer que os outros me estimem?...
ACEITAR NOSSA VIDA, seja qual for o passado que tivemos, é o grande segredo de uma vida feliz. Somente quem se aceita é capaz de perdoar seus próprios erros, para não criar em si sentimentos de culpabilidade (arrependimento não é isso!) é reconstruir sua vida com alegria, quando isso se tornar necessário.
O mundo está cheio de neuróticos exatamente porque as pessoas ficam amarradas ao seu passado, incapazes de libertar-se das situações negativas que criaram, e pensar com serenidade em seu futuro. Em vez de ficar lamentando o que se perdeu, o que se fez no passado, porque não aproveitar o presente para fazer o bem e aprofundar-se nas coisas de Deus?
Jamais se desvalorize, amigo!
Deus o ama, mesmo assim,
cheio de imperfeições, mas também cheio de vontade de superá-las.
Não importa de onde você vem,
Que tipo de pecador você foi,
De quantas quedas está se levantando...
Tudo isso pouco importa!
O que importa é que você, agora, se dê aquele valor que antes não se dava,
lembrando diariamente,
o ensinamento do apóstolo:
Não sabeis que sois templo de Deus
e que o Espírito Santo
habita em vós?
1Cor 3,16
Meu irmão e minha irmã, a vida é linda! A vida é maravilhosa! A vida é dom de Deus para nós!
Então, valorizemos e amemos nossas vidas!
Um grande abraço,
LUSMAR PAZ
(Aracoiaba-CE.)
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2. PENSAMENTO DO DIA
 Se a tranquilidade da água permite refletit as coisas, o que não poderá a tranquilidade de espírito? (Chuang Tzu) -------------------- --------------------------------------------------------------- 3.Pensamento sobre a INVEJA.
A INVEJA É A LEPRA DA ALMA!!!
(Autor desconhecido.) ------------------------------ 
Deus em seu infinito poder, fez belíssimas obras no universo!!!
PLANETA SATURNO. LINDO!!!
ONU - ' International Year of Astronomy' - o 6º Planeta: SATURNO (Hubble Site) CLICK AQUI e veja um magnífico vídeo: "Via-Láctea - Nascimento e Morte das Estrelas" --------------------------------------------------------------------------------------- 4. Por que não devemos temer os invejosos
naodevemostemerinvejosos-gettyimage.jpg Enquanto...
Você dorme pacificamente, ele perde o sono quando pensa em você.
Você acorda e saúda o sol, ele olha o seu bronzeado.
Você sai para o trabalho, ele calcula o seu salário.
Você constrói sua casa, ele julga a cor das tintas.
Você estuda, tem boas notas, ele se preocupa com esses números.
Você conquista um diploma, ele vive o medo do seu sucesso futuro.
Você levanta um prédio, ele escolhe uma janela prá pular.
Você cura os doentes, ele adoece por conta disso
Você ensina os seus alunos, ele tenta descobrir o que você não sabe.
Você tem a simpatia da chefia, ele prefere chamá-lo de puxa-saco.
Você recebe os aplausos, ele busca saber se alguém o vaia.
Você liga seu computador para serviço útil, ele coleciona programas de vírus ou invade seu correio com tolas agressões.
O que ele realmente faz - quando faz: você cria, ele copia !
Você teme o invejoso por quê? Ele é um eterno espectador, merece sua compaixão e não seu temor.
5)13 DE  JULHO DE 1917 - ANIVERSÁRIO DAS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA.

6. )Síntese - História da Terceira Aparição - 13 de julho de 1917

Nossa Senhora apareceu às crianças, em Fátima por seis meses consecutivos, no ano de 1917 - entre maio e outubro.
Transcrevemos aqui o relato da Irmã Lúcia sobre a Terceira Aparição:
                                                                                                                               
"Treze de Julho
 
 Dia 13 de Julho de 1917 – Momentos depois de termos chegado à Cova de Iria, junto da carrasqueira, entre numerosa multidão de povo, estando a rezar o terço, vimos o reflexo da costumada luz e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira.   – Vossemecê que me quer? – perguntei.   – Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra,porque só Ela lhes poderá valer Queria pedir-Lhe para nos dizer Quem é, para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece.   – Continuem a vir aqui todos os meses. Em Outubro direi Quem sou, o que quero e farei um milagre que todos hão-de ver, para acreditar.   Aqui, fiz alguns pedidos que não recordo bem quais foram. O que me lembro é que Nossa Senhora disse que era preciso rezarem o terço para alcançarem as graças durante o ano. E continuou:   – Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.   Ao dizer estas últimas palavras, abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados.O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um mar fogo. Mergulhados em esse fogo, os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em os grandes (incêndios), sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor (deveu ser ao deparar-me com esta vista que dei esse ai! que dizem ter-me ouvido). Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Assustados e como que a pedir socorro, levantámos a vista para Nossa Senhora que nos disse, com bondade e tristeza:   – Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio Xl começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia a Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas.Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz (17). Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé, etc. Isto não o digais a ninguém. Ao Francisco, sim, podeis dizê-lo.Quando rezais o terço, dizei, depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.   Seguiu-se um instante de silêncio e perguntei:   – Vossemecê não me quer mais nada?Jacinta. – Não. Hoje não te quero mais nada.   E, como de costume, começou a elevar-se em direção ao nascente até desaparecer na imensa distância do firmamento.  
Pensamentos da Jacinta sobre a visão do Inferno 
 
Quando, nesse dia, chegámos à pastagem, a Jacinta sentou-se pensativa, em uma pedra.
– Jacinta! Anda brincar!
– Hoje não quero brincar.
 
– Por que não queres brincar?
– Porque estou a pensar. Aquela Senhora disse-nos pararezarmos o Terço e fazermos sacrifícios pela conversão dospecadores. Agora, quando rezarmos o Terço, temos que rezar aAve Maria e o Padre Nosso inteiro. E os sacrifícios como os havemos de fazer?
 
O Francisco discorreu em breve um bom sacrifício:
– Demos a nossa merenda às ovelhas e fazemos o sacrifíciode não merendar!
 
Em poucos minutos, estava todo o nosso farnel distribuído pelo rebanho. E assim passámos um dia de jejum, que nem o do mais
austero cartuxo! A Jacinta continuava sentada na sua pedra, comar de pensativa e perguntou: 
– Aquela Senhora disse também que iam muitas almas para o. E o que é o inferno?
– É uma cova de bichos e uma fogueira muito grande (assim mo explicava minha mãe) e vai para lá quem faz pecados e não se confessa e fica lá sempre a arder. 
– E nunca mais de lá sai?
– Não.
– E depois de muitos, muitos anos?!
 
– Não; o inferno nunca acaba. E o Céu também não. Quem vai para o Céu nunca mais de lá sai. E quem vai para o inferno também não. Não vês que são eternos, que nunca acabam? Fizemos, então, pela primeira vez, a meditação do inferno e da eternidade. O que mais impressionou a Jacinta foi a eternidade.
Mesmo brincando, de vez em quando, perguntava: 
– Mas, olha. Então, depois de muitos, muitos anos, o inferno ainda não acaba?
Outras vezes: 
– E aquela gente que lá está a arder não morre? E não se faz em cinza? E se a gente rezar muito por os pecadores, Nosso Senhor livra-os de lá? E com os sacrifícios também? Coitadinhos!
Havemos de rezar e fazer muitos sacrifícios por eles!
Depois, acrescentava:
– Que boa é aquela Senhora! Já nos prometeu levar para o Céu!

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7. Histórico sintético da vida dos Pastorinhos

Francisco Marto
 
Francisco
Nasceu em 11 de junho de 1908, em Aljustrel. Sendo ele muito sensível e contemplativo, orientou toda sua vida a oração e a penitência para “consolar a Nosso Senhor Jesus Cristo”. A história conta-nos que, o pequeno Francisco passava longas horas “pensando em Deus”, por isso sempre foi considerado como um contemplativo. A sua precoce vocação de eremita foi reconhecida no decreto de heroicidade de virtudes, segundo a Irmã Lúcia deixou escrito no seu manuscrito, Francisco “se escondia atrás das árvores para rezar sozinho, outras vezes subia aos lugares mais altos e solitários e aí se entregava à oração tão intensamente que não ouvia as vozes dos que o chamavam”. Morreu santamente em 4 de abril de 1919, na casa de seus pais. Seus restos mortais ficaram sepultados no cemitério paroquial até o dia 13 de março de 1952, data em que foram trasladados para a Basílica da Cova da Iria. Francisco foi beatificado por João Paulo II no dia 13 de Maio de 2000, em Fátima.
Jacinta Marto
JacintaJacinta era irmã de Francisco e nasceu em Aljustrel, em 11 de Março de 1910. Em 1917, Jacinta tinha apenas sete anos quando Nossa Senhora apareceu na Cova da Iria e ela era a mais nova dos três videntes de Fátima. Depois de uma longa e dolorosa doença, oferecendo todos seus sofrimentos pela conversão dos pecadores, pela paz do mundo e ao Santo Padre, a pequena Jacinta morre santamente em 20 de Fevereiro de 1920, no hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, portanto, Jacinta tinha apenas dez anos quando morreu. No dia 12 de Setembro de 1935, o seu cadáver foi trasladado do sepulcro da família do Barão de Alvaiázere, em Ourém, para o cemitério de Fátima e colocado junto aos restos mortais de seu irmãozinho Francisco. Em 1º de Maio de 1951 foi efetuada com a maior simplicidade, o traslado de seus restos mortais para o novo sepulcro preparado na basílica de Cova da Iria. O processo de beatificação dos dois videntes de Fátima, Francisco e Jacinta Marto, depois das primeiras diligências feitas em 1945, começou em 1952 e terminou em 1979. Em 15 de Fevereiro de 1988 foi entregue ao Santo Padre João Paulo II e à Congregação para a Causa dos Santos, a documentação final que poderia levar aos altares os mais novos beatos, Francisco e Jacinta videntes de Fátima. Enquanto foram declarados veneráveis por esta mesma Congregação pelo decreto de 13 de Maio de 1989. A vida de Jacinta, segundo o texto do Secretário de Informações do Santuário de Fátima, “foi caracterizada pelo espírito de sacrifício, pelo amor ao Coração de Maria, ao Santo Padre e aos pecadores”. No decreto de heroicidade de virtudes, a pequena Jacinta Marto é considerada como “modelo de humildade, mortificação e generosidade”. Desde tenra idade mostrou um gosto pela oração, preocupação pelas verdades da fé, prudência e um sereno espírito de obediência. Vivaz, expansiva e alegre, gostava de brincar e dançar; cativava com sua simpatia aos outros, se bem que ela tinha uma certa inclinação a dominar e não ser contrariada. Depois, mudou completamente e converteu-se em modelo de docilidade. A cura milagrosa usada na beatificação dos Pastorinhos ocorreu em Março de 1987, quando Maria Emília Santos rezava uma novena dedicada a Jacinta Marto e começou a sentir suas pernas, depois de viver paralítica durante 22 anos. Jacinta foi beatificada por João Paulo II no dia 13 de Maio de 2000, em Fátima, no mesmo dia que Francisco.
Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado
LúciaA principal protagonista das aparições nasceu em 22 de Março de 1907, em Aljustrel, e pertencia a Paróquia de Fátima. Em 1917, Lúcia foi a vidente de Fátima que mais interagia nas aparições, sendo ela a única que ouvia, via e falava com Nossa Senhora, já Francisco só via e Jacinta só ouvia. No dia 17 de Junho de 1921 entrou no Asilo de Vilar (Porto), dirigido pelas religiosas de Santa Dorotéia. Depois foi para Tuy, onde tomou hábito com o nome de Maria Lúcia das Dores. Fez sua profissão religiosa de votos temporais no dia 3 de Outubro de 1928 e em 3 de Outubro de 1934 os perpétuos. No dia 24 de Março de 1948 entrou no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, tomando o nome de Irmã Maria Lúcia do Coração Imaculado. No dia 1º de Maio de 1949 fez seus votos solenes. A Irmã Lúcia foi à Fátima várias vezes: em 22 de Maio de 1946; em 13 de Maio de 1967; em 1981, para dirigir no Carmelo de Fátima um trabalho de pintura sobre as aparições; depois, em 13 de Maio de 1982, em 13 de Maio de 1991 e 13 de Maio de 2000 por ocasião da beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta. Morreu no dia 13 de Fevereiro de 2005, às dezessete horas e trinta minutos, aos 97 anos com uma paragem cardio-respiratória, e sem dores, no Carmelo de Santa Teresa em Coimbra. --------------------------------- 8. Pensamento sobre o aprendizado na oração. "Nenhum homem jamais orou sem aprender alguma coisa" (Emerson) ------------------------------------
9. Novidade na EDUCAÇÃO!
Tema:
Cresce número de professores sem diploma na educação básica do País
Dados do Censo Escolar mostram que a quantidade de docentes sem curso superior lecionando para os ensinos infantil, fundamental e médio saltou de 594 mil em 2007 para 636 mil em 2009; crescimento vai na contramão dos investimentos públicos na área
13 de julho de 2010 | 0h 00
Luciana Alvarez, Simone Iwasso - O Estado de S.Paulo
O número de professores que lecionam no ensino básico sem diploma de curso superior aumentou entre 2007 e 2009, segundo o Censo Escolar do Ministério da Educação. Atualmente, os professores sem curso superior somam 636 mil nos ensinos infantil, fundamental e médio - o que representa 32% do total. Em 2007, eram 594 mil.
O crescimento vai na contramão das políticas públicas adotadas nos últimos anos para melhorar a formação dos docentes no País. Pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, o Brasil deveria ter todos os seus professores de ensino fundamental e médio com curso superior - projeto de lei atualmente em tramitação no Congresso Nacional prorroga esse prazo por mais seis anos e estende a obrigatoriedade também para o ensino infantil.
A Bahia é o Estado com o maior número de professores que lecionam sem diploma: eles eram 101 mil em 2009, dois terços do total. Mas mesmo em São Paulo ainda há 2.025 docentes sem diploma atuando no ensino médio - teoricamente, a etapa do ensino com mais conhecimentos específicos, como matemática e física, que mais exige uma formação superior.
Para o governo federal, o principal motivo de os índices de professores com formação superior não terem crescido, apesar dos investimentos públicos na formação, está no grande contingente sem diploma na educação infantil, etapa do ensino cuja oferta teve maior aumento no País nos últimos oito anos.
"Devemos fechar este ano com 20% de aumento na oferta de educação infantil. E, até há pouco tempo (2006), as creches eram ligadas à assistência social, portanto a ideia era cuidar, não educar", afirma Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do MEC.
Ensino infantil. O curso superior não é obrigatório no ensino infantil, mas o Plano Nacional de Educação (PNE), de 2001, tinha como meta que 70% dos professores dessa etapa conseguissem o diploma no prazo de dez anos. Pelo Censo de 2009, quase 5 mil professores do ensino infantil têm formação apenas na educação fundamental e mais de 34 mil possuem o ensino médio, mas não da modalidade normal.
"É muito importante que todo o magistério tenha uma formação adequada. E, no Brasil de hoje, ela se dá por meio do curso superior. E ainda nem em todos os cursos superiores", disse o sociólogo Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE).
Mas o especialista afirma que esse quadro será revertido em poucos anos. "As metas podem ser atingidas com bastante rapidez, pois não há mais barreiras econômicas ou geográficas para a formação dos que já atuam como professores", diz Callegari.
O governo federal, em parceria com Estados e universidades, tem um programa de ensino a distância para professores, além de créditos e bolsas para os docentes que entram na faculdade. Atualmente, a maior aposta do governo federal está no Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica.
A intenção é formar, nos próximos cinco anos, 330 mil professores que atuam na educação básica e ainda não são graduados. Parte dos cursos é presencial e a maioria, na Universidade Aberta do Brasil (UAB), que oferece graduação para professores de maneira semipresencial. No total, os recursos para a área somam cerca de R$ 1 bilhão por ano. Os esforços, porém, ainda não aparecem nas estatísticas.
Ensino médio. Outro gargalo para o aumento do índice de professores com diploma está no ensino médio, etapa que passa por um crescimento de matrículas, mas para a qual há carências de quadros qualificados em algumas disciplinas, sobretudo física, química e matemática.
Apesar de ter o menor índice de docentes sem curso superior, a proporção dos sem diploma cresceu em dois anos também nessa etapa: eram 6,6% em 2007 e passaram para 8,7% no ano passado. "Há pesquisas mostrando que há pouco interesse dos jovens pela carreira do magistério e, em algumas áreas, a carência se dá em todo o País", afirma Maria Corrêa Silva, vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consede). "Profissionais de outras áreas acabam assumindo." Com isso, docentes sem formação permanecem em sala de aula.
Maria, porém, diz-se otimista com a reversão do quadro geral. "Agora existem políticas públicas. Claro que cada Estado está em um estágio diferente, mas todos podem melhorar." A secretária do Acre lembra que, em 1999, apenas 26% dos professores do Estado tinham formação superior. Dez anos depois, são mais de 50%.
PARA LEMBRAR Cursos ruins formam 25% dos docentes
Os cursos de Pedagogia se destacaram nas recentes avaliações do Ministério da Educação pelo crescimento de notas ruins e de oferta.
Dados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) divulgados no ano passado indicam que o número de cursos mal avaliados passou de 28,8% do total (172 cursos), em 2005, para 30,1% (292). Os cursos ruins formam um em cada quatro futuros professores.
Entre 2002 e 2007, a oferta de cursos subiu 85% - um porcentual acima da média geral (63%). Em cinco anos, os cursos de Pedagogia passaram de 1.237 para 2.295. Segundo especialistas, a proliferação ocorre por causa da facilidade de montar um curso.
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10. Cantinho do(a) Professor(a):

Avaliação e recuperação

Avaliação e recuperação. Foto Gilvan Barreto

Fazer um diagnóstico e avaliar os alunos ao longo do ano é um passo fundamental para não deixar ninguém para trás. Na reportagem abaixo, saiba como oferecer o apoio pedagógico adequado e evitar a defasagem.

Melhor que boletim

Descrever o que a criança aprendeu é o jeito ideal para avaliar na creche e na pré-escola

CARTA INDIVIDUAL Ivan recebe avaliação da professora, com a 
descrição de seus principais avanços. Foto: Gustavo Lourenção
CARTA INDIVIDUALIvan recebe avaliação da professora, com a descrição de seus principais avanços Foto: Gustavo Lourenção
No final de 2005, a mãe de Ivan Correia, 6 anos, teve uma surpresa. Ela não recebeu um boletim, mas uma carta que, em vez de estar endereçada a ela, veio em nome do próprio menino. A correspondência era assinada pela professora Glória Maria Ribeiro dos Reis, da EMEI Maria Alice Pasquarelli, em São José dos Campos, a 94 quilômetros de São Paulo. Cada conquista dele em Matemática, em Leitura e Escrita e no relacionamento com os colegas consta do texto. Iniciativas desse tipo ainda são raras na Educação Infantil. O mais comum é a avaliação estar numa tabela, com conceitos correspondentes ao nível de aprendizado e aos conteúdos trabalhados no período. O desenvolvimento da criança é classificado apenas por faixas como excelente, muito bom, razoável e precisa melhorar. "Comparações entre os pequenos e boletins em forma de fichas feitos no final do bimestre ou trimestre são superficiais e não ajudam a melhorar o desempenho", diz Zilma Ramos de Oliveira, professora de Psicologia do Desenvolvimento da Universidade de São Paulo. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a avaliação deve incluir o acompanhamento e o registro do dia-adia em sala de aula. Portanto, todos têm direito a uma análise profunda, crítica e ref lexiva sobre seus avanços cognitivos, motores, afetivos e sociais. Sem comparações Ao escrever sobre Ivan, Glória não fez nenhuma comparação entre ele e os colegas de sala. A observação do desempenho tinha como objetivo ajudá-lo a se adaptar ao ambiente escolar e a evoluir. Notas e conceitos não demonstrariam isso. Boletins atendem apenas às necessidades burocráticas e muitas vezes se baseiam em atividades específicas. Algumas escolas anexam ao texto descritivo fotografias, fitas de vídeo e portfólios. Seja qual for o produto final, o resultado depende de uma rede que começa com o projeto pedagógico e passa pelo plano anual ou semestral até chegar ao planejamento de cada professor. "A avaliação é um dos momentos mais importantes do trabalho docente. Nela ficam evidentes as concepções educacionais da escola", afirma Zilma. Como fazer o registro O bom e velho caderno é o melhor companheiro na hora de reunir informações. Nele, cada criança da sala de Glória tem uma página. Durante as atividades, ela só anota palavras soltas mas, no final do dia, as informações são organizadas. Para o balanço diário, ela reserva 30 minutos. Tudo é discutido com a coordenadora. Quem não faz registros sistemáticos tem dificuldade na hora de entregar os relatórios para a direção e corre o risco de fazer análises incorretas. "Os maiores desafios são organizar as idéias e escolher as melhores palavras", afirma Helena Cristina Cruz Ruiz, orientadora pedagógica da escola Maria Alice Pasquarelli. A solução? Escrever. Um acompanhamento contínuo é feito com registros individuais, do grupo e dos projetos. Apesar de difícil no início, a atividade se torna prazerosa. Toda vez que retoma as anotações, a professora Glória se lembra de cada criança em diversas situações. Suas cartas não são longas, mas são cheias de informação e carinho. A avaliação é uma via de duas mãos. Ao mesmo tempo que acompanha o crescimento dos pequenos, você revê métodos e estratégias (leia o plano de trabalho no quadro abaixo). A atenção é a chave do sucesso: ao observar, o professor registra; ao registrar, reflete; ao ref letir, planeja; ao planejar, avalia; e ao avaliar, replaneja. A avaliação, para ser eficiente, deve fazer parte dessa corrente.
Atividades - Plano de trabalho  Objetivos . Avaliar o desempenho. . Comunicar à criança e à família o progresso. Ano Creche e pré-escola. Tempo estimado Uma hora para análise e registro após cada período. Filmagens e fotos devem ser feitas durante as atividades. Materiais necessários Um diário e, se possível, máquina fotográfica e filmadora. Desenvolvimento - Proponha atividades considerando os saberes já adquiridos pela turma. Para que o planejamento seja o mais acertado possível, é preciso conhecer muito bem cada um e seu jeito de aprender, assim como o conteúdo que está em pauta. - Observe com olhar apurado, prestando atenção no que as crianças fazem ou deixam de fazer, nas falas ou na ausência delas. Converse com elas para compreender o modo como alcançam os objetivos socioafetivos e cognitivos. Busque ajuda se preciso. - Acompanhe a trajetória da ação e do pensamento da criança. Identifique o ritmo, a maneira e o tempo de realizar as coisas de cada uma - sempre individualmente - e faça as intervenções necessárias para que o avanço aconteça. - Identifique a diversidade apresentada pela turma para pensar em agrupamentos produtivos. - Registre as observações, pois a memória não dá conta de armazenar todos os acontecimentos de um período de dois, três ou quatro meses da vida escolar da garotada. - Organize-se para anotar, fotografar, filmar e arquivar as produções em sala. Esse processo varia. Portanto, escolha o que for mais eficiente para você. Prática, persistência e constância asseguram a coleta dos fatos e dos dados necessários para a avaliação. - Converse com os pequenos depois de observá-los e antes de analisar os resultados. Fale também com os pais, orientadores pedagógicos e outros adultos, buscando novos pontos de vista que ampliem a compreensão dos processos de aprendizagem. - Analise a produção ao longo de um período, comparando tarefas e atividades variadas, sem se prender a uma específica. - Faça registros significativos, documentando, ilustrando a história e destacando os fatos mais relevantes, principalmente as falas e ações inesperadas. - Escreva um relatório ou organize um portfólio com a análise. Nele deve constar o percurso de aprendizagem e a relação entre os conhecimentos no começo e no fim do período analisado. Registre também as intervenções feitas por você para alcançar os objetivos. - Replaneje. A avaliação é antes de tudo um instrumento para o professor nortear seu planejamento. - Faça um mapa sobre o que cada um já sabe e o que precisa aprender: é tempo de repensar. - Escreva uma carta para cada aluno relatando o progresso dele e os pontos de destaque no período.
Consultoria Helena Cristina Cruz Ruiz, orientadora pedagógica da EMEI Maria Alice Pasquarelli, em São José dos Campos, SP.
Quer saber mais?
CONTATO
EMEI Maria Alice Pasquarelli, Pça. Joaquim Figueira de Andrade, 60, 12221-220, São José dos Campos, SP, tel. (12) 3929-1854 BIBLIOGRAFIA
Educação Infantil: Muitos Olhares, Zilma Ramos de Oliveira, 190 págs., Ed. Cortez, tel. (11) 3864-0111, 25 reais
Manual de Portfólio, Elizabeth Shores e Cathy Grace, 160 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 44 reais -----------------------------------------------------------------
11. Novidade: POESIA!
Aldaléia Aquino É UMA MULHER INTELIGENTE,  SENSÍVEL, TALENTOSA,ESCRITORA, filha natural de Aracoiaba, com residência em Fortaleza-CE.
Esta senhora perdeu um de seus filhos há 03 anos e, inspirada na saudade e nas doces recordações, escreveu esta poesia.
TEMA:
 Outono da vida A luz,
a flor,
o eco da folha seca perdida,
na estrada do infinito,
rolando cansada,
despida
e descalça
na poeira do vácuo {?},
ou nas pedrinhas quentes e soltas do caminho,
e sem qualquer destino...
E aí,
fazer o quê?
Sonhar,
Voar,
Querer. Buscar,
Caminhar,
sim,, pois a vida continua!
Aldaléia Aquino
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12. Novidade na SAÚDE!
Tema:

Durante uma internação hospitalar deve-se ficar atento a quê?

Alguns cuidados são fundamentais para a segurança do paciente durante a sua permanência no hospital.
Um dos principais aspectos que devem ser levados em" conta durante uma internação é a segurança do paciente." Alguns cuidados são fundamentais para que não" haja erros ou intercorrências que possam comprometer" o tratamento e a recuperação. Uma medida que" contribui para minimizar riscos é, na escolha do hospital," verificar se ele possui uma acreditação de qualidade," como a concedida pela Joint Commission International," pela Organização Nacional de Acreditação ou por uma" similar, que atesta que alguns padrões são atendidos" para melhorar a qualidade da assistência. Uma das primeiras providências é" assegurar que o paciente seja" identificado de maneira correta, o" que passa, necessariamente, pela" solicitação de um documento com" foto. Em seguida, é preciso atrelar" o nome completo a outros identificadores," como número do prontuário," data de admissão e idade." Uma pulseira, contendo essas informações," serve para assegurar" que o paciente receba o tratamento certo em todas as" unidades do hospital. A múltipla checagem garante," por exemplo, que um remédio prescrito pelo médico" seja administrado corretamente e evita equívocos na" realização de um exame ou cirurgia. Outro cuidado no ato da internação é checar se o" paciente toma algum medicamento, em que dosagem" e em quais horários. Essas informações são" importantes para que se possa fazer a chamada" conciliação medicamentosa para evitar incompatibilidade" entre o remédio que o paciente já utiliza e a medicação administrada durante a internação. No caso de uma cirurgia deve-se realizar o time out," uma verificação final, em voz alta, no local onde" ocorrerá o procedimento e antes de seu início. Nesse" momento é feita a confirmação, envolvendo todos os" participantes da equipe, da identificação do paciente," do procedimento a ser feito, da parte do corpo, membro" ou órgão a ser operado e da disponibilidade dos" exames e equipamentos necessários. Os cuidados com a higiene das" mãos são redobrados para prevenir" infecções. Profissionais de saúde" e visitantes devem higienizar as" mãos com água e sabão ou álcool" em forma de gel antes de qualquer" contato com o paciente.
Uma precaução para minimizar riscos é checar se a instituição escolhida possui uma acreditação de qualidade.
A segurança na internação envolve" também a garantia de que as instalações" não ofereçam riscos, como o" de quedas, especialmente no caso" de idosos ou pessoas fisicamente" debilitadas. Essa avaliação deve ser feita logo que o" paciente é internado e, caso necessário, medidas preventivas" devem ser tomadas, como barras de apoio" nos banheiros e grade de proteção nas camas. Os cuidados com o paciente não se encerram após a" internação. É preciso que ele e seus familiares recebam" todas as orientações, para a continuidade do" tratamento em casa e para a completa recuperação" fora do hospital, incluindo o uso de medicamentos, a" realização de exames de acompanhamento, terapias" recomendadas e até o retorno ao médico.  __________________________ 13. FUMAR, pra quê?
Introdução 
"Ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, os homens se educam em comunhão"
Paulo Freire.
"Que fazer por meus irmãos, se nem ao menos me querem ouvir?
Dá água de vida aos que têm sede de espírito"
Trigueirinho (extraído de "Não estamos sós")

A idéia de escrever este livro eletrônico veio após uns 20 anos de trabalho como médico, atuando principalmente na área das doenças pulmonares. Convivi, neste período, com um impressionante número de clientes com graves alterações da saúde, provocadas pelo fumo. Ainda estudante de Medicina, comecei a me interessar por este assunto, porque já me incomodava ver a dificuldade de curar uma série de casos e diminuir o sofrimento de um monte de pessoas e famílias. E, o que era pior, observar que quase nenhuma importância era dada à principal causa de várias delas: o TABAGISMO. Quanto mais ia reunindo informações sobre o tema, em artigos científicos, simpósios e congressos, mais ficava pasmo com o pouco caso que a sociedade dava ao problema, inclusive, as sociedades médicas.
Com o passar do tempo, fui me conectando com grupos estrangeiros, criando laços de amizade com lideranças do movimento antitabagismo internacional, sobretudo, da Inglaterra e dos Estados Unidos. Era uma tremenda sensação de alívio, saber que existiam pessoas organizando-se seriamente mundo à fora, para combater o poderio da ignorância aliada à ganância. Enquanto que no Brasil, a oposição ao fumo resumia-se a uns poucos médicos, como José Rosemberg, Mario Rigatto e Jorge Pachá, que foram os meus maiores inspiradores.
Por outro lado, há razões especiais para dirigir os meus esforços prioritariamente a vocês, adolescentes. Vocês são os principais alvos da indústria produtora de tabaco. Sem a entrada de novos dependentes irá interromper-se o ciclo dos fumantes que morrem e são substituídos por novos. Estamos aqui falando, por exemplo, em relação ao Brasil, de um vício que mantém 30,6 milhões de brasileiros dependentes, física e psiquicamente, de uma substância chamada Nicotina. Em todo o mundo, são 1,3 bilhão de pessoas nicotino-dependentes, quase 20% dos terráqueos. A Organização Mundial da Saúde teme pela morte de 750 milhões de adolescentes...
A entrada de novos consumidores justifica as tão belas campanhas publicitárias (felizmente proibidas no Brasil, de forma pioneira, no início do século XXI) e o tão imenso silêncio das consciências, mesmo o da maioria das autoridades governamentais responsáveis pela saúde da população brasileira e de outros países. A maior parte da arrecadação com tabaco é destinada aos governos, sob a forma de impostos. Se um país já recebe a graça de ter um ministro da saúde dedicado ao combate ao fumo, este terá que, forçosamente, enfrentar seus pares com pasta, os ministros da economia, planejamento, agricultura, indústria e comércio que, em geral, são forças que agem pró-indústria do tabaco. A maior chance de ver-se um país esboçar uma vitória sobre esta grave doença, é quando o líder maior da nação, o presidente ou primeiro ministro, assume pessoalmente o embate, tornando-o uma política de governo e não uma ação de um ministro. Assim acontece quando um grave acontecimento ameaça o país. E, o TABAGISMO é uma baita de uma ameaça. Por acabar acreditando que só a conscientização de vocês, e das gerações que lhes seguirão os passos, poderá  dar um fim a esta situação, resolvi por mãos à obra, na tentativa de, realizando este trabalho, contribuir para um maior entendimento do problema. Mesmo sabendo que é mais fácil estimular o consumo de alguma coisa, do que sugerir uma pausa para questionar o que está sendo desejado ou imposto. Temos que oferecer informação a vocês, em grande quantidade, sob os diferentes aspectos da questão, para facilitar a sua compreensão, pois, como disse uma vez o gênio Einstein:   " O homem está sempre disposto a negar tudo aquilo que não compreende ". Muito antes dele, Santo Agostinho, nascido há 1650 anos, já dissera   " Crê para entender, mas estuda para poder acreditar ". O TABAGISMO é considerado o maior problema de saúde pública do mundo moderno. Foi eleito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como sua prioridade para o século XXI. Este nosso trabalho vai tentar ajudar vocês a acreditarem nisto.
revista fenae agora, sobre pesquisa de Janice Teodoro e Fortunato Pastore, junho, 2002
Todos os conflitos ocorridos na América Latina, ao longo de 133 anos somados, foram responsáveis por 81.000 mortes. Morrem 200.000 brasileiros, por ano, por causa do tabaco.
Vale lembrar que os fumantes que entrem agora no tabagismo são diferentes dos fumantes do início do século XX. As informações sobre os malefícios do fumo quase que inexistiam há cem anos. No entanto, atualmente, observamos verdadeiras legiões de adolescentes aderindo à escravidão ao tabaco, como se cegos e surdos aos sinais de alerta. Pode ser que nosso trabalho seja apenas mais um destes sinais a serem ignorados, porém, esforço-me para não acreditar nesta possibilidade. Como li, em algum lugar: " Para fazer uma pradaria, é preciso um trevo, uma abelha e fantasia, mas a fantasia basta, se a abelha se afasta ". A OMS afirma que o tabagismo matou 100 milhões de pessoas no século XX. O que é ainda mais assustador, é a estimativa de que, se não fizermos nada para impedir, no século XXI esse número chegará a 1 bilhão de pessoas...
Para não seguir um caminho, clara e extremamente equivocado, que mata um em cada dois usuários, talvez seja necessário, além da boa informação, uma imensa dose de auto-estima e uma descomunal capacidade de sonhar. O trio conhecer-se+querer-se bem+sonhar pode ser uma poderosa arma para que vocês se defendam das armadilhas que estão à espreita, criadas pela ganância e por uma cruel falta de percepção da beleza, do valor e do significado da vida. Gostaria que esse trabalho servisse como uma semente a germinar em vocês. Quem sabe, isso não ocorrerá, não é ? Eu também tenho cá os meus sonhozinhos... Quem sabe, vocês um dia não dirão, pura e simplesmente:"eu não fumo"? Sem ter havido necessidade de leis, punição ou repressão, apenas compreensão, valorização de si mesmos e discernimento do que era melhor a ser feito. Para conseguir que o livro correspondesse às necessidades de vocês, solicitei, em 1994, aos adolescentes de dois colégios do Rio de Janeiro, Andrews e Silveira Sampaio, de bairros e realidades diferentes, que escrevessem as suas dúvidas sobre esse assunto. Portanto, o que aqui foi escrito, veio como resposta aos questionamentos de pessoas muito parecidas com vocês, o que talvez possa tê-lo tornado, quem sabe, mais interessante de ser digerido.
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Quando consigo fazer um jovem não entrar na furada do tabaco ou um fumante abandonar o destruidor, me sinto tão realizado e feliz quando deva sentir-se um cirurgião cardíaco, após realizar, com sucesso, uma operação de "ponte de safena" em um fumante infartado ou um homeopata ao encontrar o medicamento semelhante de alguém.
Nosso trabalho é uma doação de material intelectual e de outros níveis, para que vocês possam utilizar seus corpos mentais (ou caixolas, guengos, massa cinzenta, cabeça-irmão) em benefício da vida e do todo.
Contam que, em algum momento da história, Platão perguntou à Sócrates:
" Mestre, afinal, estudamos tanto para quê? ".
Ao quê, o sábio respondeu:
"Para controlar os instintos animalescos do homem".
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14. Novidade na FILOSOFIA!

O que é a filosofia? – A filosofia no Ensino Médio

Quando a filosofia é apresentada no ensino médio, a primeira dificuldade que os alunos têm é relativa à compreensão do que é a filosofia. Afinal, muitos de vocês, estudantes secundaristas, nunca estudaram a disciplina anteriormente, e poucos já leram algum livro de iniciação à filosofia.
Um bom modo de introduzir a filosofia na sala de aula é demarcá-la frente a outras disciplinas. É importante que se perceba, logo de início, as particularidades da filosofia, e em que aspectos a filosofia é diferente das outras matérias. A partir daí, é possível compreender o que é a filosofia.
Como começar?
Em primeiro lugar, definindo um ponto de partida em comum com as outras disciplinas. Todas as disciplinas têm um objeto e um método. O objeto da biologia, por exemplo, é o conjunto de fenômenos da vida. O objeto da física é o conjunto de fenômenos da natureza, de fenômenos do universo. O objeto da história é o conjunto de registros do homem no tempo passado que se apresentam em nosso tempo.
Todas as disciplinas têm, também, um método. O método da biologia e da física é o método experimental, ou o método hipotético-dedutivo. O método da história é a análise documental, ou a análise arqueológica, ou o estudo dos registros de várias espécies que podem ser encontrados no momento em que se faz a história.
A filosofia também tem um objeto e um método. Quais serão eles?
Procuremos um caso de uma ciência a partir do qual podemos demonstrar de que tipo é o objeto filosófico. Peguemos, por exemplo, uma lei da física. A segunda lei de Newton diz que “a força aplicada por um corpo é igual à sua massa multiplicada pela sua aceleração”, ou F = m a. A aceleração é a razão entre uma medida de espaço, que pode ser o metro, e uma medida de tempo, que pode ser o segundo; a aceleração pode ser medida, portanto, em m/s² . A fórmula da segunda lei de Newton, assim como o que significa a aceleração, são coisas que os alunos do ensino médio estão cansados de saber. São assuntos da física.
Você, aluno, usa os metros e os segundos sem pestanejar. Os metros e os segundos não são problemáticos na física. São pressupostos. O espaço e o tempo são utilizados na física acriticamente. O professor de física jamais perguntará numa prova: “O que é espaço?”, “O que é tempo?”. Esses problemas já não pertencem à física. São problemas filosóficos.
Os problemas filosóficos são relativos aos conceitos utilizados por nós, noções que geralmente passam desapercebidas, a respeito das quais não nos preocupamos, idéias que não analisamos.
Portanto, o objeto da filosofia é o conceito, é a noção, é a idéia. Quer sejam conceitos, noções e idéias do nosso dia-a-dia, quer sejam parte de domínios específicos do conhecimento.
O método da filosofia também não é semelhante ao método das ciências físicas ou das ciências humanas. O trabalho sobre os conceitos acontece por meio do diálogo, da polêmica, da discussão – seja com filósofos amigos, por meio de conversas pessoais ou de diálogos de artigos, seja com a obra textual de filósofos que não conhecemos pessoalmente.
Ora, se o objeto da filosofia é o conceito e se o método da filosofia é argumentativo, então a filosofia pode alcançar a verdade? Não parece que cada um terá sua verdade pessoal? Ou seja: na filosofia, tudo é relativo?
Numa conversa entre um botafoguense e um vascaíno sobre futebol, não se pode afirmar que um dos dois esteja certo. Cada um defenderá seu time. Cada um acreditará que seu time é melhor, ou mais vibrante, ou mais bacana. A filosofia não pode fazer nada em relação a discussões como essa.
Contudo, em relação a problemas verdadeiramente filosóficos, a situação não é a mesma. Vamos supor que estamos diante de dois filósofos: um, ateu; o outro, teísta. O ateu procura argumentar que Deus não existe, o teísta procura argumentar que Deus existe.
A princípio, poderíamos dizer: cada um com sua verdade. Se um acredita que Deus existe, então para ele Deus existe; se o outro acredita que não, então para ele Deus não existe, e temos a solução para que eles não briguem.
Olhando mais de perto, essa solução não é boa. Aliás, é péssima, porque é inútil. Não conduz à investigação, mas ao preconceito e ao obscurantismo teísta ou à cegueira ateísta.
Objetivamente: ou Deus existe, ou Deus não existe. Deus não pode existir e não existir ao mesmo tempo. Um dos filósofos está certo, o outro está errado.
Para descobrir quem está certo e quem está errado, os filósofos comparam seus argumentos. A posição que apresentar os melhores argumentos é considerada a melhor posição naquele momento.
Para que isso funcione, evidentemente, é necessário que ambos os filósofos tenham uma atitude que se chama honestidade intelectual. A honestidade intelectual, entre outras coisas, exige que, quando uma discussão acontece, ambas as partes estejam dispostas tanto a convencer quanto a ser convencidas. O filósofo sério aceita a possibilidade de rejeitar sua posição original e aceitar uma posição diferente, se seus argumentos forem piores do que os do outro.
Novamente surge outro problema: parece que então a filosofia é uma atividade sem objetivo. Se hoje o filósofo aceita um argumento que prova que Deus existe (e, que, portanto, deve levar a existência de Deus a sério), mas amanhã pode ser convencido, por um argumento melhor, de que estava enganado, e depois de amanhã pode refutar o argumento contrário à existência de Deus, então parece que a filosofia não está buscando a verdade, mas é apenas uma brincadeira literária ou um jogo lógico – e que, portanto, é melhor nem se preocupar com esses assuntos filosóficos.
A filosofia, no entanto, não é uma atividade que visa apenas argumentar por argumentar, nem de argumentar para vencer o debate. A argumentação, na filosofia, tem um sentido muito claro: chegar à verdade.
Chegar à verdade como, se o que é considerado verdadeiro hoje pode ser considerado falso amanhã?
A filosofia tem o objetivo de alcançar a verdade acerca das noções, dos conceitos e das idéias mais fundamentais. Mas a verdade não é, necessariamente, absoluta. A verdade é provisória. A verdade é a melhor resposta que se tem atualmente. Isso não faz a verdade ser relativa; a verdade é uma conseqüência necessária da melhor argumentação possível hoje.
Por isso, é melhor estudar filosofia do que não estudar. Ter a certeza de chegar a uma verdade válida, ainda que provisória, é melhor do que não chegar à verdade e viver cheio de opiniões frágeis fundamentadas em preconceitos. Viver com uma verdade provisória, aberta à discussão, é melhor do que viver sem verdade alguma, achando que se tem todas as verdades do mundo.
A filosofia não é, portanto, mera opinião. Não é, também, qualquer argumentação. É a busca pela melhor argumentação, é o contrário da opinião – isso quer dizer que o filósofo não é uma pessoa cheia de opiniões sobre tudo, mas uma pessoa que investiga idéias e noções, utilizando uma técnica (lógica e argumentativa) para estudá-las.
Por esse motivo é importante o estudo da lógica e da técnica argumentativa. Você, aluno, deve saber utilizar os argumentos com propriedade na construção de ensaios sobre temas filosóficos. Afinal, a primeira função do estudo da filosofia é tornar os estudantes capazes de filosofar com alguma competência.
O ensaio filosófico é um texto argumentativo crítico no qual o autor expõe um problema filosófico, apresenta sua posição, mostra argumentos de posições diferentes e, finalmente, demonstra que a sua posição tem argumentos mais fortes do que as outras.
Daí se pode compreender a importância que tem o estudo da história da filosofia. Para conhecer o desenvolvimento mais atual de um problema filosófico, é necessário saber ao menos um pouco da história desse problema. Senão, corre-se o risco da utilização de um argumento que já foi refutado muitas vezes há muito tempo. Por exemplo: um aluno que esteja argumentando a favor da existência de Deus, conhecendo um pouco da história desse problema, não utilizará o argumento ontológico de Descartes, pois saberá que há sérias dificuldades nele. Poderá utilizar, por outro lado, alguma concepção de Deus apoiada por argumentos mais fortes, com a concepção de Spinoza, ou a concepção de Teilhard de Chardin, ou a de Alvin Plantinga ou alguma outra – sabendo, também, se proteger dos contra-argumentos com que a sua argumentação pode ser enfraquecida. Por isso a necessidade de estudar a história da filosofia.
Finalmente, a filosofia é uma atividade que todos praticam em vários momentos de todos os dias. A única diferença entre o leigo e filósofo profissional é que este último aprendeu a utilizar uma série de técnicas filosóficas que tornam o filosofar mais eficiente. Aprender algumas dessas técnicas é a primeira tarefa que um aluno de filosofia – quer no ensino médio, quer na faculdade – deve cumprir. Para estudar o objeto da filosofia é necessário um método filosófico, método que conduz ao objetivo de encontrar algumas verdades (ainda que provisórias). Em nossa matéria, aprenderemos justamente as ferramentas mais básicas para que possamos filosofar melhor: a lógica, a técnica argumentativa crítica e a história da filosofia. Ao final do ano, vocês não saberão “a filosofia”: pelo contrário, descobrirão que a filosofia começa pelo filosofar, e que o filosofar é apenas um começo.
15. Novidade na PSICOLOGIA! TEMA - Uma conversa franca sobre amor próprio
Chris Almeida waterlilly_chelterpond27april 174_narrow_500.jpg
Muito se fala sobre auto-estima, mas poucas pessoas entendem o seu verdadeiro significado. Cuidar de sua autoestima vai muito além de visitar o cabeleireiro ou comprar aquela roupa nova. Aliás, estas nem são condições necessárias para o cultivo do amor próprio.

Todos conhecemos, em tese, a definição básica de autoestima: é a estima que tenho por mim mesmo, ou seja, o quanto me valorizo. O quanto me quero bem e me aceito.

Vamos aperfeiçoar esta definição, dizendo que a autoestima é um ato de amor e de confiança consigo mesmo. Precisamos entender bem que são as duas coisas juntas: o "amor próprio" e a "autoconfiança". Faltando um destes ingredientes, não teremos uma autoestima verdadeira.

Amar a si mesmo sem confiança nos seus atos ou pensamentos não resolve. Neste grupo temos as vítimas, aquelas pessoas que desejam algum "bem" para si, mas se lamentam por não terem condições de consegui-lo.

Confiança em seus projetos ou na sua capacidade de conquista sem o amor próprio também não traz felicidade. Neste último grupo, vemos a maioria das pessoas mergulhadas no estresse social, preocupadas em ter e poder, mas esquecendo de ser.

Infelizmente, trazemos uma tremenda dificuldade em cultivar estes dois ingredientes da auto-estima (o amor próprio e a autoconfiança), por eventos que se manifestaram desde a nossa criação. Quantas vezes, por medo do egoísmo, deixamos de lado nossa própria vontade para fazer tudo o que o outro queria. Só que auto-estima não tem nada a ver com o egoísmo. O egoísta é um ser vazio e solitário que precisa cada vez mais de coisas e pessoas que o preencham. Gente com boa auto-estima, apenas reconhece que, como qualquer ser humano, tem o direito de valorizar e satisfazer suas vontades.

Mas, aprendemos a cultivar uma "personalidade ideal" e, portanto, tivemos que engolir nossos sentimentos. Em nome de Deus, da moral ou da boa educação, o importante era "fazer a coisa certa", mesmo que aquilo estivesse contrariando nossa natureza.

Pior ainda quando passamos a desejar um "corpo ideal". O ideal é apenas um sonho, uma projeção. Com isto, vivenciamos um estado profundo de angústia, pois comparamos nosso corpo com "modelos" e percebemos o quão diferente somos daqueles seres perfeitos e maravilhosos que deveríamos ter sido.

Na verdade, a cultura, a mídia e até mesmo nossos familiares contribuíram fortemente para gerar este quadro: "Está na moda quem usa tal roupa" "Sem estudo você não é nada" "Você será aceito somente se fizer isto e não aquilo...". É claro que, muitas vezes, isto aconteceu por ignorância, e não por maldade. Se tivessem acesso a determinadas informações, certamente as atitudes de nossos pais seriam diferentes.

DESENVOLVENDO SUA AUTO-ESTIMA
O resgate da autoestima acontece quando você decide que só precisa ser quem você é. Você pode confrontar as opiniões, e não ficar preso a um único ponto de vista. Mas descobre que, se no passado era importante ouvir e respeitar as ordens dos adultos, hoje você pode ser dono (ou dona) de seu próprio destino. Passa a respeitar mais suas próprias idéias, porque, automaticamente, está se ouvindo mais. É por esta razão que gente que tem uma boa auto-estima nunca se sente sozinha, pois solidão é a distância que se tem de si próprio.

Entenda que você não veio a este mundo para corresponder às expectativas dos outros, por mais que você os ame. Se fizer isto, nunca será o "bastante", nunca sentirá que conseguiu. Você não é propriedade de ninguém, assim como não precisa mais assumir "o outro" como propriedade sua. Assumindo que você não é responsável pela felicidade alheia, também não responsabilizará ninguém pela sua própria felicidade. Os outros estão em sua vida para fazer companhia e não para se aprisionarem emocionalmente.

Cultivando sua autoestima, será uma pessoa mais consciente, mais responsável por seus atos. Sentirá que está mais íntegro e que é alguém valioso para si mesmo. Perceberá que tem todo o direito de honrar suas necessidades e vontades que considerar importantes. Aprenderá que merece ter atitudes de carinho consigo mesmo, como, por exemplo, preparar a mesa do café, mesmo quando está sozinho, ou permitir-se ir ao cinema, ainda que ninguém queira lhe fazer companhia. Você é a sua grande companhia, e, se entender isto, poderá iniciar uma das melhores fases de sua vida.

Chris Almeida é filósofo e psicoterapeuta ---------------------------------  
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16.Novidade na  HISTÓRIA! TEMA
500 anos: História, Fé e Cultura no Brasil
 
21 de abril - Os europeus, guiados por Pedro Álvares Cabral, avistaram uma nova terra: o Brasil
Alguns testemunhos de autores que refletem a descoberta e a história posterior
Brasil: Além dos 500
Quando os povos indígenas olham para o passado do continente ameríndio, não enxergam somente os 500 anos do Brasil ou da América Latina, enxergam "outros quinhentos". Não olham para Atenas, Jerusalém, Roma..., mas olham, por exemplo, para Tikál, na Guatemala. Lá encontram, no meio da selva, templos em forma de pirâmides dos povos Maya, que desde 2.500 anos a.C. deixaram seus vestígios nesta região. Entre o 4º e o 9º século d.C., no tempo áureo de sua cultura, produziram cerâmicas, esculturas, pinturas, uma escrita pictográfica (desenhos) e um calendário que até hoje atraem milhares de pessoas.
Os povos indígenas podem olhar para as culturas de Tlatilco (México, 1.000 anos a.C.), de San Augustín (Colômbia, do 600 a 1200 d.C.), para a cultura asteca de Tenochtitlan, que está na origem da cidade do México, fundada em 1.325 d.C. Mas podem olhar, também, para a arte cerâmica das grandes civilizações de Marajó, de Santarém, do Tapajós, da Amazônia brasileira. A urna funerária marajoara nos conta da fé destes povos numa vida além da morte.
Os povos indígenas podem orgulhar-se também da profunda religiosidade, espiritualidade e festividade da cultura guarani. Podem orgulhar-se dos seus xamãs e pajés, dos seus guerreiros, santos e heróis.
Reduziram a História a simples Pré-História
Para incorporar os povos indígenas ao projeto colonial, conquistadores e colonizadores destruiram as culturas destes povos e reduziram suas diferentes histórias a uma pré-história insignificante.
Para os conquistadores, a história dos povos indígenas começou com a conquista. No plano cultural, a redução da diversidade dos povos indígenas, a integração ao projeto colonial e a imitação da cultura dos conquistadores foram os caminhos impostos em troca de sobrevivência física. Muitos povos não aceitaram assentar sua vida neste tripé e foram massacrados. Os 45 milhões de indígenas das Américas de hoje, nos perguntam sobre outros 45 milhões, vítimas de genocídio e etnocídio. No início da conquista, o continente americano foi habitado por 90 milhões indígenas. A construção da nossa identidade como nação, povo e Igreja, não pode ser pensada sem a contribuição e presença dos povos indígenas. Eles nos ajudam a rever a nossa história e redefinir conceitos e pré-conceitos, que aprendemos nos livros escolares.
Portanto, a evangelização dos povos indígenas envolve a construção de um Brasil pluricultural, onde o projeto de vida de todos, sobretudo dos pobres, é prioridade política e a razão da nossa presença eclesial e da nossa esperança.
Paulo Suess
Não temos nada a comemorar
Desabafo de um indígena contra as comemorações sobre "descoberta do Brasil"
Desde que o "homem mau" chegou como um furacão, junto com o tal de Cabral, a vida do índio se transformou numa brasa quente que queima mesmo. Já vivíamos aqui, com nossa própria língua, nossa própria forma de viver, nossa cultura, nossas rezas, nossas danças, nossas comidas.
Analisando estes 500 anos, vimos que a vida dos índios agora é muito pior do que era antes. A civilização branca pensa ter descoberto as terras, mas descobriu foi a terra-mãe, tirando dela a vida, as árvores que dão sombra e alimento, deixando sem cobertura a terra e a nós, que vivemos num descampado. Tenho medo que com mais 500 anos esse território vire um deserto, porque, até agora, não vi um trabalho do homem moderno que possa dar continuidade ao mundo. Vi só destruição. O homem branco não quis procurar saber se o índio tem técnicas para dar continuidade ao mundo, para durar mais 500 anos. Estamos perdendo tudo o que havia de bom: As nossas árvores, as nossas águas saudáveis, nossa religião. Estamos perdendo nossa língua para um país que se diz civilizado, mas que não respeita as línguas do território. Esse é o país civilizado que nós temos. Desde o início, em 1500, há um preconceito muito grande contra as nações indígenas, e esse preconceito já virou epidemia. E nós continuamos assim: vida sofrida, vida sem rumo, sem solução.
Descobriram somente a Terra
A civilização moderna precisa descobrir que aqui há outros povos. Nesses 500 anos, eles não conseguiram descobrir que há outros povos. Está comemorando as suas belezas, as suas coisas bonitas, mas não lembra dos povos indígenas que já estavam aqui. Eu fico muito triste, como nação, como povo, em ser massacrado em meu território. Ser massacrado em meu país e, às vezes, até dentro da aldeia.
Este país era para ser melhor, um país feito de índios, negros e brancos, totalmente colorido, da cor da natureza. O homem branco faz fronteiras, estados, divisas, barreiras e ainda diz que é para melhorar a vida. Mas, continua pior. Nós, índios, vamos manter a nossa cultura. Somos seres fortes e vamos lutar com garra, muita força, muito carinho... Há uma história muito falada nas reuniões do homem branco, do que ele "descobria" aqui. Aí, sempre tem um companheiro mais antigo que fala "descobriu" não. Ele veio estragar o que nós "tinha" de bom. E é verdade. Não temos mais peixe, não temos mais caça, não temos mais frutas, nem nossos remédios, não temos mais nada. Estamos na miséria!
Então, eu quero contar uma pequena história do nosso território: no Mato Grosso do Sul, que teve muita floresta, muita caça, muito peixe..., hoje não existe mais quase nada. Estamos sem nada, sem madeira até para cozinhar alimentação. Nosso Mato Grosso do Sul virou deserto. Pouca terra para muito índio.
É por isso que não há nada para comemorar nos 500 anos!
Anastácio Peralta, Indígena de Caarapó
Purgatório e Degredos no Brasil
Muitas vezes falamos como se os índios e os negros fossem os únicos marginalizados na história brasileira, mas também brancos foram obrigados a vir para cá e sofreram. Vejamos um exemplo
No sentido figurativo, purgatório é a palavra que talvez melhor descreva o Brasil com o crescente sofrimento da população miserável nacional. Esse termo também sintetiza o que foi esta terra, na época da colonização, para os milhares de portugueses banidos de sua pátria e forçados a integrar a "etnia brasileira".
O termo pode parecer inadequado, porque alguns livros de história do Brasil deixam a impressão de que todos os que aqui chegaram eram criminosos postos em liberdade para desbravar o "Paraíso desconhecido". Mas, na verdade, eram enviados para cumprirem suas sentenças e, ao mesmo tempo, contribuírem para o povoamento da colônia recém-descoberta. Portanto, a palavra purgatório - assim como degredo, banimento - ajusta-se perfeitamente ao projeto expansionista português, especialmente nos séculos XVI e XVII.
Entre 1580 e 1720, cerca de 17 mil portugueses foram banidos de sua terra. Com relação aos degredados destinados ao Brasil, o número de condenados é expressivo, sobretudo nas primeiras décadas da colonização. Um documento da Câmara de São Paulo, de 1613, registra que "talvez há hoje, nesta vila, mais de 65 homiziados, não tendo ela 190 moradores". Portanto, mais de 34% da população era constituída por criminosos. Foram analisados cerca de 4 mil processos de banimento, encontrados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. Aproximadamente 600 veredictos determinam a extradição do réu em questão para o Brasil. Entre os degredados, mais da metade eram "cristãos novos" (judeus forçadamente "convertidos" ao catolicismo), 15% eram bígamos, 8% feiticeiros e muitos outros "criminosos" considerados heréticos por terem cometido algum delito contra a fé ou contra a moralidade.
Geraldo Pieroni
Os negros choram
Os mercadores de negros eram muito poderosos. Persistia a prática de atos abusivos, arraigada pelo costume e tolerada pelo compadresco de autoridades subalternas. Seres humanos permaneciam presos ao tronco e sujeitos à disciplina do chicote e da palmatória. Eram açoitados até mesmo em público, no pelourinho. Freqüentemente, essa pena conduzia à morte.
As condições de vida dos escravos eram as mais miseráveis possíveis. Legiões de homens e mulheres continuavam à mercê de desumanos senhores, mestres em perversidade e corrupção. A mulher negra tem sido particularmente discriminada e marginalizada desde a Colônia até os nossos dias. Foi escrava, reprodutora, objeto de prazer dos senhores e explorada nos trabalhos domésticos, agrícolas e artesanais. Sem nenhuma conquista social, passou de ex-escrava a mal-assalariada, da cozinha da sinhá a cozinheira de madame, da senzala à favela, de ama de leite a mãe solteira. Nenhum outro segmento da população viveu tamanha desestruturação psicológica e social ao longo da história como o grupo feminino negro. No Brasil contemporâneo, as mulheres negras formam o maior contingente da população favelada e das mal remuneradas domésticas e operárias urbanas ou camponesas. Imenso número delas é relegado ao subemprego e, muitas, obrigadas à prostituição. Elas continuam sendo as vítimas mais freqüentes dos estupros, espancamentos e de outras tantas violências. Elas sofrem uma tríplice discriminação: enquanto mulheres, enquanto pobres e enquanto negras.
Antônio Aparecido da Silva
Precisamos construir o futuro: outros 500
Caminhando pelas estradas do Brasil, vemos os frutos amargos destes 500 anos. Famílias desapropriadas e morando em barracos, analfabetismo, saúde precária, desemprego...
No entanto, não falta quem lute por mais vida. São grupos de mulheres, movimentos de indígenas, afro-ameríndios, crianças de rua, sem-terra buscando seus direitos... Todos eles unidos num povo novo, cheio de utopia e certeza da vitória. Está na hora de mudar o curso da história: o Brasil que queremos, são outros quinhentos. Somos mais de 160 milhões de habitantes e um dos maiores países do mundo em território. Somos, também, uma das maiores economias do mundo. Podemos celebrar muitas conquistas sociais, mas, por outro lado, persistem grandes desafios econômicos que, cada vez mais, se agigantam à medida que a nação cresce. É o momento de todos entenderem o dever de assumir a História desse país. A liberdade, a fraternidade, a justiça e a paz devem ser conquistas e não presentes. Lembrando o passado de lutas e de glórias de um povo sofrido e muitas vezes esquecido, queremos nos voltar para o futuro a ser construido, baseando-nos em nossas melhores tradições e nos imperecíveis valores evangélicos do amor e da justiça.
Pe. Antônio Bogaz e Pe. Arlindo
Para Refletir
1.º Completam-se 500 anos da chegada dos portugueses: Foi um encontro de civilizações ou um domínio cultural?
2.º Quais os personagens que mais se destacam na história do Brasil?
3.º Quais os principais pontos positivos e negativos presentes na história da colonização e evangelização do Brasil?
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17. Novidade no ESPORTE!
Tema:
 Fifa alerta que falta tudo ao Brasil para Copa de 2014

Entidade deixou claro que passará a pressionar o País para que erros do Mundial da África não se repitam

Jamil Chade - Enviado Especial - O Estado de S. Paulo
Três anos depois de dar a Copa de 2014 ao Brasil, a Fifa alerta que falta tudo ainda no País para organizar o Mundial em quatro anos. A entidade deixou claro que, com o fim da Copa de 2010, passará a pressionar o Brasil para acelerar as obras para o Mundial. Muitas das promessas sequer saíram ainda do papel, para o desespero da Fifa.
Kim Ludbrook/EFE - 08/04/2010
Kim Ludbrook/EFE - 08/04/2010
Valcke se preocupa com falta de planejamento do País
Ontem, questionado se existiam problemas do Brasil para a Copa, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, admitiu que sim. "Temos alguns problemas sim", disse. A lista do cartola, na realidade, é longa e complexa. "Precisamos construir estádios, estradas, o sistema de telecomunicações, aeroportos e ver se há mesmo a capacidade suficiente em hotéis", disse Valcke. Em resumo, o recado da entidade é de que nada está em dia. Não há nem uma definição de onde ocorrerão os jogos de abertura e semifinais, como será a infra-estrutura, quais aeroportos serão usados e nem sobre garantias financeiras. Um membro do Comitê Executivo da Fifa admitiu ao Estado que, se o Brasil não tivesse concorrido sozinho para sediar a Copa, não teria levado diante da falta de planejamento. Para a Copa de 2018 e 2022, há na Fifa quem tenha a sensação de que os candidatos estão mais preparados que o Brasil. Nos bastidores, o Brasil vem sendo considerado pela Fifa como um país tão problemático ou até pior que a África do Sul para a realização da Copa. Antes do início do Mundial, o presidente da entidade, Joseph Blatter, chegou a apontar que "o Brasil não era um paraíso", em um sinal de insatisfação com a forma de lidar com a Copa pelos cartolas e governos. Em maio, Valcke já havia alertado que os trabalhos no Brasil estavam "impressionantemente atrasados". Sua avaliação é de que o atraso chegava a dois anos. Na quinta-feira, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, garantiu que essa não era mais a situação do Brasil e que as obras estavam já em andamento. Mas alertou para a situação dos aeroportos. Na sexta-feira, foi a vez do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacar quem duvidasse do Brasil. Para ele, era "descabido" questionar se o Brasil estaria pronto para a Copa, garantindo que investimentos seriam feitos e que não faltaria aeroportos. Lula chegou a se irritar com o questionamento. "Se o Brasil não tiver condições, garanto que volto da África à nado", disse. Valcke, que terá de tomar decisões sobre estádios e sobre o formato da competição no Brasil, admite que o trabalho não será pequeno. "Vamos trabalhar em todos esses assuntos", garantiu. O A Fifa havia prometido que falaria de 2014 após o final da Copa de 2010. Mas, ontem, um dia após a final da Copa, o sentimento ainda era de que não se deveria tratar do assunto diante do grande número de polêmicas. A Fifa estava decidida a não permitir que jornalistas brasileiros tomassem a conferência para falar de 2014. Vários jornalistas do País que pediram a palavra simplesmente não foram atendidos. Blatter admitiu que fará uma visita até o final do ano ao Brasil, antes do fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a relação entre a Fifa, CBF e o governo não é das melhores. Lula desistiu de assistir a final da Copa, o que foi considerado como um ato de menosprezo à entidade que levará o Mundial ao Brasil em 2014. Tradicionalmente, o presidente do próximo país sede é o convidado de honra da final da Copa. Ontem, na sala vip do estádio, o lugar de Lula ficou vazio. -----------------------------------

Orgulho, belas obras, gastos... O que a Copa de 2010 ensina ao Brasil?

Herança do primeiro Mundial na África serve como aprendizado sobre o que fazer e o que evitar em 2014

Por Rafael Pirrho Direto de Joanesburgo, África do Sul
Os dados sobre a herança da Copa de 2010 para a África do Sul estão logo abaixo. Mas antes de falar deles é preciso lembrar o que de mais importante ficou. Algo difícil de mensurar em números, mas facilmente identificável no rosto de cada torcedor. Organizar um Mundial deixou, acima de tudo, um orgulho enorme para os sul-africanos. O país prometeu e entregou um grande evento. Imperfeito, claro, mas de grande nível. Mostrou-se capaz de receber o mundo dentro de sua própria casa. E para que depois de 13 de julho de 2014, data da final do nosso Mundial, os brasileiros também possam ter sentimento semelhante, a dica é aprender com acertos e com os erros da Copa africana. De cara, seria louvável apresentar estádios tão bons quanto os sul-africanos. Para receber a Copa de 2010, foram dez no total - cinco inteiramente novos, além do Soccer City, totalmente refeito, e da reforma de outros quatro. Dentre esta dezena de arenas, pelo menos três - o da Cidade do Cabo, o de Durban e o Soccer City, em Joanesburgo, estão facilmente em qualquer lista que se faça dos melhores do mundo. Mas do acerto sul-africano também tiram-se algumas lições. As obras de 2010 custaram quase dez vezes mais do que a primeira previsão, em 2004. Juntos, os dez estádios saíram por quase R$ 4 bilhões. O mais caro foi o da Cidade do Cabo, que custou R$ 1 bilhão, valor 175% maior do que o planejado. Além disso, é preciso pensar no que fazer com eles quando a Copa acabar. Os de Nelspruit e Polokwane, por exemplo, correm o risco de ficar às moscas, já que não há sequer uma equipe de expressão de futebol ou de rúgbi nas duas cidades. No momento, a África do Sul é melhor que o Brasil em estradas e aeroportos. O de Joanesburgo, aliás, é superior a qualquer terminal brasileiro. Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador, já até elegeu a reforma deles como "prioridades 1, 2 e 3". A Copa também diminuiu os índices de violência do país entre cerca de 60% a 70%, de acordo com as empresas de segurança. Resta à África do Sul manter e melhorar esses números. Apesar deles, o torneio apresentou falhas graves no controle de acesso aos estádios. Era possível entrar sem ingresso e, por vezes, sem ter bolsas ou mochilas revistadas. Os anfitriões de 2010 levam desvantagem no transporte público - mais por ineficiência sul-africana do que propriamente por mérito brasileiro. Mas a Copa serviu ao menos para iniciar uma reforma no setor. Por causa do Mundial, a África do Sul criou linhas de ônibus expresso e trens para ligar pontos estratégicos de Joanesburgo. Exemplos de melhorias que o torneio trouxe aos cidadãos. A venda de ingressos para os jogos de 2010 também foi uma importante lição para 2014, inclusive para a Fifa. Na África do Sul, os torcedores mostraram clara preferência pela compra em guichês, e não pela internet. A entidade só lançou mão do sistema mais simples no trimestre que antecedeu a Copa. E já adiantou que no Brasil fará isso mais cedo. Controlar preços de hotéis e passagens aéreas também tornou-se necessário na África do Sul. Com a proximidade do torneio, as taxas dispararam e obrigaram o governo a intervir. Mesmo assim, em muitos casos os aumentos no transporte e na hospedagem foram abusivos. Outro problema foi a falta de estrutura para receber os visitantes em sedes como Rustemburgo, Polokwane e Nelspruit. Nos próximos quatro anos, o mundo estará atento a tudo o que acontece no Brasil. Segurança, cultura, política, economia farão parte, também, dos cadernos esportivos internacionais. Para sair bem na foto, será preciso trabalho duro, planejado e transparente. Em 2014, o Brasil tem a responsabilidade de orgulhar seus torcedores em campo e seus cidadãos fora dele. 2010 x 2014 Cinco pontos para se inspirar: - Estádios - Aeroportos - Estradas - Receptividade - Melhorias na segurança Cinco pontos para melhorar: - Transporte - Respeito ao orçamento - Venda de ingressos - Planejamento do futuro dos estádios - Estrutura para receber os visitantes em todas as sedes ----------------------
18. Novidade na  RELIGIÃO
A perpétua Virgindade de Nossa Senhora
  Colaboração: Luis Filho - Ministro Extraordinário da Eucaristia - Aracoiaba-CE.
Virgem antes, durante e após o parto - Respondendo a algumas objeções protestantes sobre Nossa Senhora.
  Vamos estudar sobre estes tópicos abaixo: - Os Evangelhos falam pouco de Nossa Senhora - Os pretensos "irmãos de Jesus" - A perpétua virgindade da Santíssima Virgem   - Nossa Senhora era Virgem antes do parto   - Nossa Senhora permaneceu Virgem durante o parto   - Nossa Senhora permaneceu virgem após o parto    - Desfazendo objeções protestantes     a) "antes de coabitarem"     b) "filho primogênito"     c) "não a conhecia até que ela desse à luz"
Respondendo a algumas objeções protestantes   - Os Evangelhos falam pouco de Nossa Senhora Uma objeção comum dos protestantes é de que o Novo Testamento pouco fala de Nossa Senhora. Logo, eles concluem que Maria Santíssima não tem tanta importância, pois se tivesse, as Epístolas dos Apóstolos com certeza ensinariam a respeito. O fato do Novo Testamento, aparentemente, pouco falar de Nossa Senhora não significa muita coisa. Os Evangelhos apenas tratam da "Vida Pública" de Nosso Senhor, durante apenas 3 anos de sua vida. As Epístolas tratam da expansão da Igreja de Cristo. Pelo raciocínio protestante, a chamada "vida oculta" de Nosso Senhor (até os 30 anos de idade) significaria que durante 30 anos de sua vida, Nosso Senhor não tinha muita importância... Ora, Jesus Cristo passou 30 anos com Nossa Senhora e só 3 anos com o resto da humanidade. Será que isso já não é sinal de que há muitas coisas que não conhecemos da vida de Nosso Senhor e de Nossa Senhora? "Há ainda muitas coisas feitas por Jesus, as quais, se se escrevessem uma por uma, creio que este mundo não poderia conter os livros que se deveriam escrever" (Jo 21,25). Pois bem, já por aí se percebe a precipitação do raciocínio de alguns protestantes. Agora podemos analisar se, de fato, os Evangelhos falam pouco de Nossa Senhora. Os católicos conhecem a obra prima de Deus, que é Nossa Senhora, a criatura mais perfeita que foi criada, onde Deus escolheu como tabernáculo para si: "Cristo, porém, apareceu como um pontífice dos bens futuros. Entrou no tabernáculo mais excelente e perfeito, não construído por mãos humanas, nem mesmo deste mundo" (Hebr 9, 12). Esse tarbenáculo mais excelente e perfeito foi saudado pelo Arcanjo S. Gabriel: "Ave, cheia de graça. O Senhor é convosco". Quanta grandeza apenas nessas palavras. Nossa Senhora tinha a graça de Deus e Deus era com Ela ainda antes da concepção... Naquele momento se cumpria todas as profecias da vinda do Messias. Era o momento da encarnação do Verbo de Deus, onde tudo dependia de um consentimento de uma "virgem", o seu "sim" nos trouxe o Messias esperado. A maneira da saudação angélica transparece a grandeza de Nossa Senhora, pois o Anjo a saúda com a "Ave, Cheia de Graça". Ele troca o nome "Maria" pela qualidade "Cheia de Graça", como Deus desejou chamá-la. Ela era a criatura que havia "achado graça diante de Deus" e, por isso, foi escolhida como a Mãe Dele. E continua o Arcanjo: "Bendita sois vós entre as mulheres." Poucas palavras - e palavras tão simples - para mostrar o fato central do cristianismo: a encarnação do Verbo de Deus. Um fato esperado pelos séculos, cujo os profetas não viram... apesar de tanto terem desejado. Todas as profecias do Antigo Testamento inclinam-se diante dessas poucas palavras. Todo o Novo Evangelho é conseqüência dessa encarnação, e todo o Antigo Testamento era o prenúncio do que ocorria naquele momento, naquele pequeno cômodo da casa de Nazaré, onde uma Virgem recebia a visita de um enviado de Deus. Que maravilha da graça se operava naquele momento, quando a Virgem Maria cooperava, pelo livre consentimento de sua fé, de sua virgindade, de sua humildade, para o mistério inicial do Cristianismo, coberta pela sombra do altíssimo, revestida do Espírito Santo, e concebendo, em seu seio virginal, o próprio Filho de Deus! Logo em seguida, que culto já não lhe prestou a própria Santa Izabel quando a aclamou: "Mãe de meu Senhor": "Donde me vem a dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?" (Lc 1, 43). E, no ventre de Santa Izabel, exultava S. João Batista ao ouvir a voz de Nossa Senhora. Santa Izabel, repleta do Espírito Santo, exclama em alta voz, repetindo e completando as palavras do Anjo: "Bendita sois vós entre todas as mulheres; bendito é o fruto do vosso ventre!". E a própria Nossa Senhora completa, inspirada pelo Espírito de Deus: "De hoje em diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque Aquele que é todo poderoso fez em mim grandes coisas!" (Lc 1, 48). Já na manjedoura os Reis Magos foram adorar o Menino-Deus "nos braços de Maria, sua mãe" (Mt 2, 11), como fazem todos os católicos do mundo inteiro. E o velho Simeão, profetizando, associa a Virgem Mãe de Deus a todas as contradições a que estaria sujeito o seu Filho, e de modo particular ao gládio de dor que deverá uní-lo no grande suplício (Lc 2, 34). E como poderia ser menor a grandeza Daquela que tinha autoridade sobre o próprio Deus, que a obedecia na intimidade do lar: "... mostrando-se submisso a ela em tudo" (Lc 2, 51). Nas Bodas de Caná transparece de modo fulgurante o poder da Santíssima Virgem, que é capaz de "alterar" a hora de Deus, que a adianta pelo pedido de sua Mãe, fazendo o seu primeiro milagre e confirmando a fé em seus apóstolos, mudando a água em vinho (Jo 2, 1- 11). É por isso que nos diz o Evangelho, narrando a grandeza de Maria Santíssima: "Bem-aventurada as entranhas que te trouxeram e o seio que te amamentou" (Lc 11, 27). Eis o culto de Nossa Senhora fundado no Evangelho, dele dimanando como de sua "fonte divina", e dali se irradiando séculos afora. Eis o culto de Maria Santíssima, não escondido nas trevas, nem envolto no silêncio, mas divinamente proclamado à face do universo. Os séculos ouvirão e compreenderão estes exemplos e lições evangélicas. E é para lhes corresponder que os cristãos de todos os tempos irão prostrar-se aos pés de Maria, implorando-lhe auxílio e proteção. Os Evangelhos, afinal, falam pouco de Nossa Senhora? Só se déssemos primazia à quantidade em detrimento das palavras... Maior foi o milagre da encarnação do que todas as ressurreições operadas por Nosso Senhor Jesus Cristo. Se não houvesse a encarnação, não haveria a Redenção. É certo que Nossa Senhora, durante toda a sua vida, procurou ficar no anonimato, escondida dos homens e amada por Deus. Era tanto o esplendor da Santíssima Virgem que S. Dionísio, o areópagita, declara que teria considerado Maria como uma divindade, se a fé não lhe houvera ensinado ser ela a mais perfeita imagem que de si formara a Onipotência. Santo Irineu dizia: "Os laços, pelos quais Eva se deixou acorrentar, por sua credulidade, Maria rompeu-os pela sua fé". Referindo-se, é claro, à passagem do Gênesis: "Ei de por inimizade entre ti e a mulher, entre sua raça (semente) e a tua; ela te esmagará a cabeça" (Gen 3, 15). O que Eva perdeu por orgulho, Nossa Senhora ganhou por humildade. São tantos os mistérios da Maternidade de Maria Santíssima... É certo que os Evangelistas evitaram falar muito de Nossa Senhora, ou por pedido Dela, ou para evitar um culto equivocado à Mãe de Deus junto a um povo que era politeísta. Mas o pouco que falam, falam muito! Ela é verdadeiramente Mãe de um Deus que é Homem e de um Homem que é Deus. Ela é verdadeiramente nossa mãe quando, aos pés da cruz, Nosso Senhor a confiou a S. João. Ela é a onipotência suplicante que é capaz de mudar a "hora" de Deus. Ela é verdadeiramente Imaculada, isenta do Pecado Original, sendo o "tabernáculo" puríssimo que Deus escolheu para si. Os evangelistas em suas liturgias, entretanto, muito falaram de Nossa Senhora, como veremos nos tópicos seguintes, que demonstram, inequivocamente, a grandeza do nome da Virgem de Nazaré, a Mãe de Deus, a Imaculada Conceição, a Onipotência suplicante, a Medianeira universal de todas as Graças, assunta ao Céu de corpo e alma, Rainha dos homens e dos anjos.  - Os pretensos "irmãos de Jesus"   Em diversos lugares, o Evangelho fala desses 'irmãos'. Assim, S. Marcos e S. Lucas referem que 'estando Jesus a falar, disse-lhe alguém: eis que estão lá fora tua mãe e teus irmãos que querem ver-te" (Mt 12, 46-47; Mc 3, 31-32; Lc 8, 19-20).  S. João, por sua vez, fala de tais 'irmãos' (Jo 7, 1-10). A bela objeção protestante apenas mostra uma ignorância da própria Bíblia que dizem conhecer... As línguas hebraica e aramaica não possuem palavras que traduzam o nosso 'primo' ou 'prima', e serve-se da palavra 'irmão' ou 'irmã'. A palavra hebraica 'ha', e a aramaica 'aha', são empregadas para designar 'irmãos' ou 'irmãs' dos mesmo pai, não da mesma mãe (Gn 37, 16; 42, 15; 43, 5; 12, 8-14; 39, 15), sobrinhos, primos irmãos (1 Par 23, 21), e primos segundos (Lv 10, 4) - e até 'parentes' em geral (Job 19, 13-14; 42, 11). Os trechos acima demonstram, inequivocamente, que a palavra 'irmão' era uma expressão genérica, geral. Há muitos exemplos na Sagrada Escritura. Lê-se no Gêneses que 'Taré era pai de Abraão e de Harão, e que Harão gerou a Lot (Gn 11, 27), que, por conseguinte, vinha a ser sobrinho de Abraão. Contudo, no mesmo Gênesis, mais adiante, chama a Lot 'irmão de Abraão' (Gn 13, 3). 'Disse Abraão a Lot: nós somos irmãos" (Gn 14, 14) Jacó se declara irmão de Labão, quando, na verdade, era filho de Rebeca, irmã de Labão (Gn 29, 12-15). No Novo Testamento, fica claríssimo que os 'irmãos de Jesus' não eram filhos de Nossa Senhora. Os supostos 'irmãos de Jesus' são indicados por S. Marcos: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão e não estão aqui conosco suas irmãs?" Tiago e Judas, conforme afirma S. Lucas, eram filhos de Alfeu e Cleófas: 'Chamou Tiago, filho de Alfeu... e Judas, irmão de Tiago" (Lc 6, 15-16). E ainda: "Chamou Judas, irmão de Tiago" ( Lc 6, 16) Quanto a 'José', S. Mateus diz que é irmão de Tiago: "Entre os quais estava... Maria, mãe de Tiago e de José" (Mt 27, 56). Em S. Mateus se lê: "Estavam ali (no calvário), a observar de longe...., Maria Mágdala, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu". Essa Maria, mãe de Tiago e José, não é a esposa de S. José, mas de Cleofas, conforme S. João (19, 25). Era também a irmã de Nossa Senhora, como se lê em S. João (19, 25): "Estavam junto à Cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria (esposa) de Cleofas, e Maria de Mágadala". Simão, irmão dos três outros, 'Tiago, José e Judas' são verdadeiramente irmãos entre si, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Alfeu (ou Cleophas) é o pai deles. Da mesma forma, se Nossa Senhora tivesse outros filhos, ela não teria ficado aos cuidados de S. João Evangelista, que não era da família, mas com seu filho mais velho, segundo ordenava a Lei de Moisés. Eis um dilema sem saída para os protestantes, pois os 'irmãos de Jesus' são filhos de Maria Cléofas e Alfeu. Também decorre uma pergunta: Por que nunca os evangelhos chamam os 'irmãos de Jesus' de 'filhos de Maria' ou de 'José', como fazem em relação à Nosso Senhor? E como, durante toda a vida da Sagrada Família, os número de seus membros é sempre três? A fuga para o Egito, a perda e o encontro no templo, etc... Desta forma, fica provado o equívoco levantado por alguns protestantes.  A perpétua virgindade da Santíssima Virgem   Desde o início do cristianismo Nossa Senhora era cultuada como "Áiepartenon", isto é, a "sempre Virgem". A virgindade eterna de Maria é facilmente demonstrável, quer seja pela Sagrada Escritura ou pela Tradição, quer seja pela lógica. O que devemos provar: a) Nossa Senhora era Virgem antes do parto; b) Nossa Senhora permaneceu Virgem durante o parto e c) Nossa Senhora permaneceu virgem após o parto. Três asserções que vou provar aqui com a Bíblia na mão, e um pouco de lógica na cabeça. Aliás, a terceira já está provada pela própria explicação dos irmãos de Jesus. Todavia, vamos aprofundar mais um pouco a análise.  Nossa Senhora era Virgem antes do parto   A primeira asserção é admitida pelos próprios protestantes, pois se encontra positivamente no Evangelho: "O Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma virgem desposada... e o nome da Virgem era Maria". (Luc. I, 26). Mais positivo ainda é o testemunho da própria Virgem objetando ao anjo: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?". Nenhuma dúvida subsiste - Maria Santíssima era Virgem.  Nossa Senhora permaneceu Virgem durante o parto A segunda asserção, mostrando que a Mãe de Jesus ficou virgem no parto, pode deduzir-se dos mesmos textos. O que é concebido por milagre deve nascer por milagre; o nascimento é a conseqüência da concepção; sem esta conseqüência, o milagre seria incompleto. Em outras palavras, Deus teria operado um milagre incompleto ao desejar manter a virgindade de Nossa Senhora e não tendo levado essa promessa até o final. "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?" "O Santo, que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus, porque a Deus nada é impossível" (Luc 1, 35). A Deus nada é impossível, a virgindade de Nossa Senhora seria preservada, mesmo ela "não conhecendo varão". Continuamos na argumentação. O Evangelho nos mostra que Maria, tendo chegado ao termo ordinário da natureza, "deu à luz o seu filho. E estando ali, aconteceu completarem-se os dias em que devia dar à luz" (Luc. 1, 6). Ora, "conceber" e "dar à luz" são dois termos de uma ação única. A mãe concebe, para dar à luz - é uma só ação: gerar filhos. O parto e a conceição são inseparavelmente ligados, sendo o primeiro o preço doloroso da segunda (perder a virgindade); sendo Maria Santíssima libertada da segunda parte, por meio do milagre de Deus, deve sê-lo da primeira, pois para Deus não é mais custoso fazer "nascer" virginalmente do que fazer "conceber" virginalmente. Ademais, se a ação virginal havia começado, pela ação do Espírito Santo, Deus completaria essa ação no momento em que esta chegasse ao seu final. É uma conseqüência lógica e necessária, sob pena de negar o milagre completo de Deus manifestado em sua vontade e na resolução de Nossa Senhora de manter a virgindade. A própria dúvida de Nossa Senhora em relação à concepção deixa claro a posição dela perante a virgindade: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?". O Anjo resolve o problema: "O Santo, que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus, porque a Deus nada é impossível" (Luc. 1, 35). A conceição da Virgem Santíssima é, pois, obra do Espírito Santo: "O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. E por isso mesmo o santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus." (Luc. 1, 35). "Conceber" Jesus e "dá-lo à luz" são, textual e literalmente, um só milagre, o milagre da encarnação. Separar estes dois termos, que o Evangelista resumiu de propósito numa única frase, é adulterar de maneira visível o texto e a significação da palavra de Deus. Sendo Nossa Senhora virgem antes do parto, deve sê-lo também durante o parto, pois o milagre da encarnação é uno e completo. E isto é muito conforme à profecia: "uma virgem conceberá e dará à luz". É o próprio Evangelho que faz a aplicação desta profecia: "Ora, tudo aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor, por meio do profeta" (Mat. 1, 22). Ou seja, conceber e dar à luz, virginalmente! A Virgindade de Nossa Senhora antes e durante o parto é uma verdade que não se pode negar, senão espezinhando-se todas as regras da lógica e da hermenêutica. Deus quis manter a virgindade de Nossa Senhora antes e durante o parto, não o precisava, mas assim o fez.  Nossa Senhora permaneceu virgem após o parto   Sobre a virgindade de Nossa Senhora após o parto, já provamos anteriormente. Todavia, para dar mais realce à explicação, façamos um pequeno exercício de hermenêutica. Quando Nossa Senhora afirma, categoricamente, "eu não conheço varão", ela não está dizendo que "até o momento eu não conheço", mas que ela, por opção pessoal, não "conhece varão", o que dá uma extensão geral à sua afirmação. Segundo a tradição, Nossa Senhora havia feito um voto de castidade perpétua e assim o manteve, mesmo vivendo com S. José, como fica clara pela própria afirmação dela ("Eu não conheço varão"), quando já estava desposada de S. José. Se não fosse propósito de Nossa Senhora manter a castidade perpétua, sua afirmação não teria propósito, pois o Anjo poderia lhe responder: "se ainda não conhece, conhecê-lo-á logo; não é José teu esposo? ". A sua afirmação só faz sentido, dentro do contexto, tendo Nossa Senhora feito o voto de castidade perpétua. S. Marcos, na mesma linha, chama Jesus "O filho de Maria" - "uiós Marias" - (Marc. 6, 3), e não um dos filhos de Maria, como querendo mostrar que ele era o seu filho único. Tudo isso ficará mais claro quando tratarmos da Imaculada Conceição segundo a Tradição, onde os evangelistas descrevem a virgindade perpétua de Maria Santíssima. Desfazendo objeções protestante: "antes de coabitarem", "filho primogênito" e "não a conhecia até que ela desse à luz"   a) "antes de coabitarem"   S. Mateus: "Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, ela concebeu por virtude do Espírito Santo" (Mt 1, 18). Ora, "antes de coabitarem" significa apenas "antes de morarem juntos na mesma casa". Isso  aconteceu quando "José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa (Maria)"(Mt 1, 24)  b) "filho primogênito"   S. Lucas: "Maria deu à luz o seu filho primogênito" (Lc 2, 7). Explicação: É errado concluir que devia seguir o segundo filho. A lei de mosaica exige que todo o primogênito seja consagrado a Deus, quer seja filho único ou não: "Consagrar-me-ás todo o primogênito (primeiro gerando) entre os israelitas, tanto homem como animal: ele é meu" (Ex 13, 2). Um exemplo elucidativo encontrado no Egito, retirado de uma inscrição judaica: "Arisoné entre as dores do parto morreu ao dar à luz seu filho primogênito". Ou no Êxodo, quando Deus disse: "Todo o primogênito na terra do Egito morrerá" (Ex 11, 5). E assim aconteceu. "Não havia casa em que não houvesse um morto" (Ex 11, 30). Necessariamente, havia, como em todos os países, casais de um só filho; por exemplo, todos os que se tinham casado nos últimos anos...  Depois, em outro trecho, Deus ordena: "contar todos os primogênitos masculinos dos filhos de Israel, da idade de um mês para cima" (Num 3, 40). Ora, se há primogênito de um mês de idade, como é que se pode exigir que, para haver primeiro, haja um segundo? Logo, há primogênito sem que haja, necessariamente, um segundo filho. A primogenitura era um título de dignidade e de honra entre os Judeus. Geralmente, o filho, primeiro, tinha direito a certos privilégios, como os de herdeiro etc, ficando sujeito a certas obrigações, como vemos na Bíblia. (Lc 2, 23) É, portanto, de propósito e com razão que o Evangelista chama Jesus: "primogênito" - "ton protótokon". Designa-o, deste modo, como herdeiro de David, como tendo um direito privilegiado sobre esta herança (cf Gen 10, 15 - 21, 12). E é isso que se pode verificar na apresentação de Jesus no templo: "Depois que foram concluídos os dias da purificação de Maria, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor: Todo o varão primogênito será consagrado ao Senhor" (Lc 2, 22) Essa passagem é muito clara e resolve de uma vez a discussão sobre a "primogenitura" de Nosso Senhor, pois a apresentação no templo ocorreu apenas 40 dias após o seu nascimento, como filho único de Nossa Senhora.  c) "não a conhecia até que ela desse à luz"   Em algumas traduções, aparece em S. Mateus: "José não conheceu Maria (= não teve relações com ela) até que ela desse à luz um filho (Jesus)". (Mt 1, 25). Explicação: Seria errado insinuar que depois daquele "até" José devia "conhecer" Maria". "Até", na linguagem bíblica, refere-se apenas ao passado. Exemplo: "Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte" (II Sam 6, 23). Ou então, falando Deus a Jacob do alto da escada que este vira em sonhos, disse-lhe: "Não te abandonarei, enquanto não se cumprir tudo o que disse" (Gen 28, 15). Quererá isso dizer que Deus o abandonaria depois? Em outra passagem, Nosso Senhor diz aos seus Apóstolos: "Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28, 20). Ora, o texto sagrado deixa claro que a palavra "até" é um reforço do milagre operado, a saber, a encarnação do verbo por obra do Espírito Santo, e não por obra de um homem (S. José)
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19. Conselho Tutelar - 20 Anos de Fundação

 Conselho Tutelar prepara programação para comemorar 

os vinte anos do Estatuto da Criança e do Adolescente

Publicado no Dia 03/07/2010
Denise Santos
Raul Pereira
 
Uma grande mobilização está sendo organizada como forma de discutir o que ainda há para ser conquist
O Estatuto da Criança e do Adolescente completa vinte anos de sua criação. Para comemorar a data, o Conselho Tutelar da 34ª Zona prepara uma programação voltada para capacitação dos conselheiros tutelares, além de seminários e uma mobilização chamando atenção da sociedade para o que ainda precisa ser conquistado.
"O Estatuto da Criança e do Adolescente é um recurso que trouxe grandes conquistas, mas que também indica que a sociedade ainda tem pela frente uma longa caminhada em prol do bem-estar da infância e da juventude", revela Flávio Roberto, conselheiro tutelar.
Segundo Flávio Roberto, durante todo o mês de julho os Conselhos Tutelares da cidade estarão despertando na sociedade e, em especial, nas autoridades mossoroense a discussão em torno dos avanços e desafios gerados pelo estatuto.
"O ECA é um instrumento que visa assegurar a eficácia dos direitos desses pequenos. Quando um direito da criança e do adolescente é descumprido, temos um meio jurídico para tornar este direito efetivo. Mesmo assim ainda estamos muito distante de tornar as leis estabelecidas no ECA reais", disse.
Ele lembra que, antes do ECA, os direitos das crianças e adolescentes não estavam presentes no Código do Menor, assim como a responsabilidade do Estado no cumprimento destes direitos não era estabelecido. Além disso, a Lei 8.069/90 fez com que a Justiça ganhasse um novo papel, tornando-se espaço para efetivação dos direitos.
"O ECA representa o exercício dos direitos e a modificação da realidade. Porém, a lei por si só não muda a realidade, sendo que os promotores de Justiça passaram a ser os grandes defensores dos direitos das crianças e dos adolescentes", declarou.
Ele reconhece que a falta de políticas públicas voltadas para as crianças e os adolescentes é um dos principais impecílio para que o ECA saia do papel. Segundo ele é preciso que o Estado respeite o princípio constitucional da prioridade absoluta. Isto deve ser feito principalmente através de uma maior canalização de recursos para programas e ações voltadas à melhoria de vida de crianças e adolescentes.
"O discurso em favor dos direitos da infância e da juventude todos fazem. Entretanto, é fundamental que os administradores façam a destinação privilegiada de recursos para efetivação dos direitos. Lugar de criança é na família, na escola e nos orçamentos públicos", afirmou.
Ele coloca ainda que as pessoas ainda associam muito o ECA à criança infratora, mas explica que os direitos são de todas as crianças.
"Ainda hoje, as pessoas associam muito o ECA ao adolescente infrator. Acredito que devemos valorizar mais as políticas voltadas aos direitos fundamentais para que as políticas de resgate sejam cada vez menos necessárias no País e em especial, na nossa cidade", comentou -----------------------------------
 
20. Novidade na INFORMÁTICA
Perguntas & Respostas
Março de 2009
Linguagem de internet e celular


Reuters
Um estudo realizado no ano passado por um professor universitário na Austrália revelou que os jovens, se têm facilidade para escrever mensagens de maneira abreviada, podem não ter tanta habilidade assim para lê-las. Quase metade dos 55 estudantes envolvidos demorou duas vezes mais para ler do que para escrever mensagens do tipo “Vc q tc?”. Por que então a linguagem simplificada virou praxe entre quem usa a internet e costuma mandar mensagens de texto pelo telefone celular? A professora Maria Teresa de Assunção Freitas, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), sugere algumas possibilidades. Ela é autora do livro Leitura e Escrita de Adolescentes na Internet e na Escola

1. Por que as pessoas abreviam a linguagem na web?
2. Onde e por quem essa linguagem abreviada é mais usada?
3. Por que essa linguagem tem mais adeptos entre os adolescentes?
4. Isso já acontecia antes em outros meios?
5. A escrita abreviada e simplificada prejudica a compreensão?
6. Há padrões de escrita para internet e celular?
7. Essa escrita vicia?
8. Essa linguagem pode modificar a língua que falamos?
9. A internet faz o adolescente ler menos?
10. Exemplos da linguagem da internet
1. Por que as pessoas abreviam a linguagem na web?
Para a professora Maria Teresa de Assunção Freitas, são dois os principais motivos da abreviação de palavras: o primeiro, a facilidade de se escrever de modo simplificado, e o segundo, a pressa. Esta, por sua vez, está ligada a outras duas razões: a economia (mandar uma mensagem maior pelo celular pode custar mais) e o desejo de reproduzir virtualmente o ritmo de uma conversa oral. “É para acelerar o bate-papo, que na internet, em chats e programas de mensagem instantânea, acontece em tempo real”, explica a especialista. “No celular, há o agravante do teclado, que é menor, e do preço, que é maior.” Uma terceira causa seria o desejo do adolescente de pertencer a um grupo: ele pode adaptar a sua escrita à linguagem da comunidade de que quer fazer parte - com o uso dos termos adaptados, ele adere aos códigos do grupo.
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2. Onde e por quem essa linguagem abreviada é mais usada?
Os principais autores da escrita simplificada são os jovens e, entre eles, os adolescentes. Eles fazem uso desse tipo de linguagem no celular e na internet, especialmente em canais de relacionamento, como o Orkut e o MSN. “Mas essa linguagem teve início nos chats”, afirma a professora Maria Teresa, que já realizou uma pesquisa na área, também começando pelas salas de bate-papo virtuais. Nos e-mails, segundo ela, a escrita abreviada tem menos lugar porque se trata de um meio de comunicação assíncrono, ou seja, a informação é enviada em intervalos irregulares: uma pessoa envia uma mensagem para outra, mas não sabe quanto terá uma resposta. É um ritmo parecido com o da tradicional troca de cartas. No celular, a linguagem abreviada fica restrita aos torpedos, que são escritos.
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3. Por que essa linguagem tem mais adeptos entre os adolescentes?
Os adolescentes têm grande facilidade de se adaptar aos símbolos de um novo código, pelas características da própria idade. Não é de hoje que colegas de escola trocam bilhetinhos durante a aula. Longe das vistas do professor, trocam papéis amassados ou dobrados - se é que hoje não o fazem por celular ou mesmo pela internet, nos colégios onde o computador é instrumento de ensino. É próprio do adolescente criar código. No celular, porém, a adesão à linguagem simplificada é maior, devido à dificuldade de digitar no pequeno teclado do aparelho telefônico. Jovens adultos e adultos também vêm passando a utilizá-la.
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4. Isso já acontecia antes em outros meios?
Sim, mas de modo diferente. O telegrama é um meio de comunicação que faz uso da linguagem abreviada, mas segue um código mais formal, mais atento às regras ortográficas cultas. Não é usual, por exemplo, trocar “assim” por “axim” ou “endosso” por “endoço”. O telégrafo, aliás, chegou a fazer uso do Código Morse, que, com pontos e traços, facilitava a transmissão da mensagem. O texto era transmitido de forma codificada pelo telegrafista, que se colocava como intermediário entre emissor e receptor. Depois, a mensagem era transportada por navio, trem ou avião (mais tarde). Nas conversas pela internet ou pelo celular, essa figura não está presente, o que permite uma maior intimidade entre as partes envolvidas no diálogo. Além disso, a escrita da internet está contaminada pelos ares de sua época: ela é uma forma própria ao suporte em que se deita. “O contexto gera formas novas de utilizar a linguagem”, afirma a professora Maria Teresa.
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5. A escrita abreviada e simplificada prejudica a compreensão?
Quando duas pessoas dominam o mesmo código, não costuma haver dificuldade na troca de mensagens. Mas uma pessoa que nunca empregou uma linguagem como a que os adolescentes usam na internet pode achá-la uma loucura à primeira leitura. “Pais e mães podem pensar que é uma escrita errada, quando não é: é uma escrita feita para um suporte próprio, adaptada para uma determinada situação. Não há erro de ortografia, embora essa linguagem desobedeça à regra culta”, defende Maria Teresa. Dentro daquele sistema, explica a professora, a substituição de “ss” por “ç” faz sentido e não representa um erro. É claro também que, como demonstrou a experiência realizada na Austrália, pode haver maior dificuldade em ler a mensagem em voz alta do que escrever de maneira reduzida - especialmente se quem lê em voz alta não domina bem o código que está lendo.
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6. Há padrões de escrita para internet e celular?
A linguagem abreviada, especialmente a da web, segue os padrões da oralidade. Ela substitui uma conversa ou um bate-papo. “O interlocutor está presente e em tempo real, apesar da distância”, diz Maria Teresa. “Para andar mais rápido, se escrevem oxítonas com acento agudo sem acento e com ‘h’ no final, como ‘cafeh’, e se firmam acordos tácitos para uso de determinadas palavras, como ‘vc’ em vez de ‘você’ ou ‘tc’ em vez de ‘teclar’.” Outros elementos que fazem parte desse sistema são as representações de emoção, geradas para compensar a ausência física do interlocutor: "risos", "rs", "eheh", ":)", ":(", "[]", etc. Há diversas fontes na internet, como sites específicos e, o próprio MSN, onde usuários dessa linguagem podem copiar símbolos ou emoticons para depois usá-los em suas mensagens.
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7. Essa escrita vicia?
Muitos adolescentes ouvidos por Maria Teresa, em sua pesquisa, demonstraram saber separar as coisas. “Eles sabem que na escola não podem escrever da mesma forma que na internet”, diz ela. “Essa linguagem é um gênero novo de discurso, e os usuários sabem disso, sabem que é algo diferente do que está no livro ou em outro lugar.” Para a professora, uma prova de que os adolescentes sabem separar as coisas é que, quando o canal de filmes pago Telecine criou a sessão Cyber Vídeo, com legendas que se apropriavam do internetês, houve uma forte reação dos próprios adolescentes contra o método. “Eles diziam que não era linguagem própria para o cinema, que era linguagem de internet.” Dirigida ao público teen, a experiência do Telecine não foi mesmo para frente: estreou em 2005 e já no ano seguinte saiu do ar.
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8. Essa linguagem pode modificar a língua que falamos?
É possível que essa linguagem venha, no futuro, a modificar a língua que falamos. Já começamos a incorporar, no português do Brasil, os termos da informática e da internet, como "deletar", "caps lock", "control+c", "control+v", "control+z". Há muita gente rindo em voz alta como na web: “eheheh”. “A língua é uma coisa viva, porque falada. Só a língua morta, como é o caso do latim, permanece estática. Há palavras do português que sumiram, enquanto outras foram incorporadas. A língua é dinâmica, se transforma sempre”, diz Maria Teresa.
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9. A internet faz o adolescente ler menos?
Pelo contrário. A pesquisa da professora da UFJF mostra que a internet está levando o adolescente a ler e a escrever mais. O texto escrito foi redescoberto como forma de comunicação, e a leitura ganhou novos formatos. Há uma espécie de letramento digital. “A leitura é hipertextual: baseada no hipertexto, na utilização de links. Cada um faz a sua leitura, não precisa ser linear, enquanto o livro é geralmente linear”, pondera ela. Em resumo, no meio digital o leitor tem mais autoria na leitura - ele faz o seu próprio percurso, a sua seleção. E lê de maneira prazerosa, lúdica. “Isso é capaz de aproximar o adolescente da literatura. Há sites em que eles escrevem poesia, até de modo coletivo, e outros onde podem baixar e-books.”
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10. Exemplos da linguagem da internet
A "linguagem" da internet também fornece informações sobre o estado de espírito de quem escreve. Confira algumas amostras.
EMOTICONS
Sorriso :-) (-: :) =) :o)
Muito feliz (ou sorrindo muito) :-D
Triste ou indiferente :-( (:-( :-c :-< :-(((( :-t :-/
Sem expressão ou entediado :-| :-I
Surpreso ou de boca fechada :-X
Boca fechada (sem dizer uma palavra) :-v
Pensando ou assimilando :-I
Gritando :-O :-@
Chorando :,-( :'-(
Diabólico ou travesso ]:-)> ):-)
Piscando o olho ;-> ;-) ;) '-)
Beijo :-x :-*
De óculos 8-] 8-) B-)
Mostrando a língua :-J :-p
Bobo :-B
Bocejando |-O
Assoviando :-"
Abraço ((( ))) []'s
Rosa @->-


ACRÔNIMOS
Riso rs (abreviação de 'risos') ou kkkkkk
Gargalhada lol (iniciais de "laughing out loud", ou "rindo muito", em português)
Pensando ou assimilando hmmm ou huuum
Logo que der asap (inciais de "as soon as possible", ou "assim que possível", em português)
Já volto bbs (inciais de "be back soon", ou "volto logo", em português)


ABREVIAÇÕES
beleza blz
se c
que q
quando qd ou qdo
também tb, tbm ou tbém
tudo td
você vc


EXEMPLOS DE UMA ORTOGRAFIA PARTICULAR
achar axar
assim axim
é eh
então entaum
coloquei koloqei
como komo
amigo miguxo
não naum
nunca nunk
chegar xegar
qual Ql
quis Qz
você voxê ou vc
vocês v'6s ou vcs
soh

Fonte: Microsoft (fabricante do MSN Messenger) e Maria Teresa de Assunção Freitas, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e autora do livro Leitura e Escrita de Adolescentes na Internet e na Escola
topo
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21. NOVIDADE no ENTRETENIMENTO  EXERCÍCIOS PARA CÉREBROS ENFERRUJADOS
Recebemos esse e-mail e resolvemos postar neste blog.
Responsável pelo e-mail: Felipe Aloi
Muito bom o teste, eu consegui, veja que!
 
 
Não deixe de ler...
   

            De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.

Sohw de bloa.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 Que3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 Que4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R Que3N54R QUE1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! Que4R4BÉN5!
    
Consegues encontrar 2 letras B abaixo? Não desistas senão o teu desejo não se realizará...
  
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRBRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRBRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR

Uma vez que encontrares os B

Encontra o 1

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIII1IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Uma vez o 1 encontrado.

Encontra o 6

9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999699999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999
9999999999999999999999999999999999


Uma vez o 6 encontrado .......

Encontra o N (É que!)

MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMNMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM
MMMMMMMMMMMMM

Uma vez o N encontrado...

Encontra o Q..

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOQOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO 

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22. RECEBEMOS POR E-MAIL ESSA BRINCADEIRA DO  POLVO...  Obs.: Nosso blog é apolítico, aqui temos apenas uma demonstração para o entreteni mento de forma cômica para o leitor. Colaboração: Priscila - Baturité-CE. O POLVO ADVINHO!!!...  

8 comentários:

museumunicipaldearacoiaba disse...

Lusmar, vc está de parabéns mais uma vez pelo seu Blog. Abraço Rose

JOSENI disse...

Para uma pessoa linda

Se Deus tivesse um porta retrato, o seu retrato estará nele.
Se Deus tivesse uma carteira levaria a sua foto nela.
Ele te manda flores em toda primavera.
Ele te manda o nascer do sol a cada manhã.
A qualquer momento que você quiser conversar
Ele pode morar em qualquer lugar do universo, escolheu o seu coração.Encare isso, minha amiga ele é louco por você!!!!
Deus não prometeu dias sem dor, risos sem sofrimentos, sem chuva, mais ele prometeu força para o dia.

Conforto para as lágrimas e luz para o caminho.

PARABÉNS!!

museumunicipaldearacoiaba disse...

Em nome da Superintendencia do Patrimônio Histórico e Cultural de Aracoiaba e do Museu Histórico de Aracoiaba Dr. Salomão Alves de Moura Brasil, apresentamos nossas condolências à família enlutada. Abraço Rose

Lusmar Paz Leite disse...

Rose,
Muito lhe agradeço pelo seu estímulo aos nossos trabalhos frente ao blog lusmarpazleite.
Sou-lhe grato pela força, atenção e amizade que você me dedica.
Deus lhe abençoe!!!

Lusmar Paz Leite disse...

Joseni, meu irmão!
Mais uma vez sou-lhe grato pelo seu gesto de apoio e incentivo ao nosso blog.
Deus seja louvado pelos amigos e amigas que tenho e pelos leitores e seguidores deste blog.
Valeu!!!

André Paulino disse...

Bom dia Lusmar, dei uma espiada no seu blog. Parabéns. Está show. Abraço, fé em Deus e muito sucesso.

Lusmar Paz Leite disse...

André, meu bom amigo!!!
Obrigado pelas visitas que vc fez e continuará fazendo ao nosso blog.
Obrigado pelo apoio e incentivo.
Seu blog está muito rico de novidades! Vá em frente!
Sucesso nos estudos!!!
Saúde e paz!!!
Um abração,
Lusmar

Mário disse...

Lusmar, parabéns pelo blog. Moro em Sorocaba (SP), perto de outra Araçoiaba (da Serra) e que Deus te abençoe sempre!