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Dois pensamentos de boas-vindas aos leitores e seguidores deste blog:
- Mesmo que vivas um século, nunca deixes de aprender!!!
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domingo, 1 de novembro de 2009

Hoje, domingo, dia 1º de Novembro, Dia de Todos os Santos, temos: " A Igreja Celebra Hoje o Dia de Todos os Santos"; "Por que celebrar o Dia de Todos os Santos?"; " Nosso Blog, homenageia hoje João Paulo II, nosso santo do séculoXXI"; "Devemos buscar na vida dos santos exoeriências de fé"; "Liturgia Diária: Leituras, Salmo, Evangelho e Explicação do Evangelho"; Intenções do Mês: Geral e Missionária do Papa Bento XVI, através do Apostolado da Oração: Comemorações do Mês de Novembro no Calendário Litúrgico; Mensagem: Santos e Finados; Dia de Finados deve ser movimentado em todo o país; Amanhã, Dia de Finados, nosso Blog homenageará nossos entes queridos e explicará o sentido do Dia de Finados.


MÊS DE NOVEMBRO - 2009

 Domingo - 01 de Novembro

A Igreja 

Celebra hoje o "Dia de todos os Santos ".




solenidade de todos os santos jesus cristo igreja catolica canto da paz



Por que uma solenidade de todos os santos?

Eles não deixam de interceder por nós junto ao Pai


No dia 1º de Novembro a Igreja celebra a festa de Todos os Santos. Segundo a tradição ela foi colocada neste dia, logo após o 31 de outubro que os Celtas ingleses, pagãos, celebravam as bruxas e os espíritos que vinham se alimentar e assustar as pessoas nesta noite (Halloween).
Nesse dia a Igreja militante (que luta na Terra) honra a Igreja triunfante do Céu “celebrando numa única solenidade todos os Santos” – como diz o sacerdote na oração da Missa – para render homenagem aquela multidão de Santos que povoam o Reino dos céus que São João viu no Apocalipse: “Ouvi então o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel… Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão,”. “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Ap 7,4 - 14)
Esta imensa multidão de 144 mil, “que está diante do Cordeiro” compreende todos os servos de Deus, aos quais a Igreja canonização através da decisão infalível de algum Papa, e todos aqueles, incontáveis, que conseguiram a salvação, e que desfrutam da visão beatífica de Deus. Lá “eles intercedem por nós sem cessar”, diz uma de nossas Orações Eucarísticas. Por isso a Igreja recomenda que os pais ponham nomes de Santos em seus filhos.
Esses 144 mil significam uma grande multidão (12 x 12 x 1000). O número 12 e o número 1000 significavam para os judeus antigos plenitude, perfeição e abundância; não é um valor meramente aritmético, mas simbólico. A Igreja já canonizou mais de 20 mil Santos, mas há muito mais que isto no Céu. No livro RELAÇÃO DOS SANTOS E BEATOS DA IGREJA, eu pude relacionar, de várias fontes, quase 5000 dos mais importantes, e os coloquei em ordem alfabética.
A “Lúmen Gentium” do Vaticano II, lembra que: “Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por seguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (LG 49) (§956)
Na hora da morte, S. Domingos de Gusmão dizia a seus frades: “Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida”. E Santa Teresinha confirmava este ensino dizendo: “Passarei meu céu fazendo bem na terra”.
O nosso Catecismo diz que: “Na oração, a Igreja peregrina é associada à dos santos, cuja intercessão solicita”. (§2692)
A marca dos Santos são as Bem–aventuranças que Jesus proclamou no Sermão da Montanha; por isso este trecho do Evangelho de S. Mateus (5,1ss) é lido nesta Missa. Os Santos viveram todas as virtudes e por isso são exemplos de como seguir Jesus Cristo.
Deus prometeu dar a eterna bem-aventurança aos pobres no espírito, aos mansos, aos que sofrem e aos que têm fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração, aos pacíficos, aos perseguidos por causa da justiça e a todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa pública e da humilhação.
Esta Solenidade de Todos os Santos vem do século IV. Em Antioquia celebrava-se uma festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século VI, e cem anos após era fixada no dia 13 de maio pelo papa Bonifácio IV, em concomitância com o dia da dedicação do “Panteon” dos deuses romanos a Nossa Senhora e a todos os mártires. No ano de 835 esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro.
Cada um de nós é chamado a ser santo. Disse o Concilio Vaticano II que: “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade” (Lg 40). Todos são chamados à santidade: “Deveis ser perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48): “Com o fim de conseguir esta perfeição, façam os fiéis uso das forças recebidas (…) cumprindo em tudo a vontade do Pai, se dediquem inteiramente à glória de Deus e ao serviço do próximo. Assim a santidade do povo de Deus se expandirá em abundantes frutos, como se demonstra luminosamente na história da Igreja pela vida de tantos santos” (LG 40).
O caminho da perfeição passa pela cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual (cf. 2Tm 4). O progresso espiritual oração, mortificação, vida sacramental, meditação, luta contra si mesmo; é isto que nos leva gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças. Disse S. Gregório de Nissa (†340) que: “Aquele que vai subindo jamais cessa de ir progredindo de começo em começo por começos que não têm fim. Aquele que sobe jamais cessa de desejar aquilo que já conhece” ( Hom. in Cant. 8) .

(fonte: www.cancaonova.com.br  - autor: Felipe Aquino) 

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Nosso Blog, neste Dia de Todos os Santos, quer homenagear um santo homem, um homem de Deus, que nos deixou há poucos anos, chamado João Paulo II, o nosso João de Deus.





Devemos buscar na vida dos santos experiências de fé, diz padre.

A Igreja em todo mundo celebra, neste domingo, 1º, a Solenidade de Todos os Santos. De acordo com padre Aparecido Rubin, da Comunidade Canção Nova, o significado desta festa é o de reconhecer aquilo que os santos viveram e o seu testemunho na imitação de Cristo. "Celebrar Todos os Santos é nos unirmos a todas aquelas pessoas que de alguma forma fizeram com que Jesus fosse não só conhecido, mas também anunciado", destaca o sacerdote. 
Padre Aparecido ressalta ainda que podemos seguir o exemplo dos santos, contudo a primeira pessoa que devemos amar é Jesus Cristo. "[Devemos] buscar na vida de cada santo essa experiência de fé, aquilo que eles viveram", afirma.   
Segundo a tradição, a Festa de Todos os Santos foi colocada neste dia, logo após o 31 de outubro quando os celtas ingleses, pagãos, celebravam as bruxas e os espíritos que viriam se alimentar e assustar as pessoas nesta noite.
Esta solenidade data do século IV. Na Antioquia, que se localiza na atual Turquia, celebrava-se uma festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século VI, e 100 depois, foi fixada no dia 13 de maio pelo Papa Bonifácio IV. No ano de 835, esta celebração foi transferida pelo Papa Gregório IV para o dia 1º de novembro.Siga o Canção Nova Notícias no twitter.com/cnnoticias
 
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Liturgia Diária deste Domingo - Dia de Todos os Santos



Primeira leitura (Apocalipse 7,2-4.9-14)



Leitura do Livro do Apocalipse de São João:


Eu, João, 2vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: 3“Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus”.
4Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel.
9Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. 10Todos proclamavam com voz forte: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”.
11Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos Anciãos, e dos quatro Seres vivos, e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo: 12“Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém”. 13E um dos Anciãos falou comigo e perguntou: “Quem são esses vestidos com roupas brancas? De onde vieram?”
14Eu respondi: “Tu é que sabes, meu senhor”.
E então ele me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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Salmo (Salmos 23)


— É assim a geração dos que procuram o Senhor!
— É assim a geração dos que procuram o Senhor!

— Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,/ o mundo inteiro com os seres que o povoam;/ porque ele a tornou firme sobre os mares,/ e sobre as águas a mantém inabalável.
— “Quem subirá até o monte do Senhor,/ quem ficará em sua santa habitação?”/ “Quem tem mãos puras e inocente o coração,/ quem não dirige sua mente para o crime.
— Sobre este desce a bênção do Senhor/ e a recompensa de seu Deus e Salvador”./ “É assim a geração dos que o procuram,/ e do Deus de Israel buscam a face”.
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Segunda leitura (1João 3,1-3)


Leitura da Primeira Carta de São João apóstolo:


Caríssimos: 1Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai.
2Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é.
3Todo o que espera nele purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
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Evangelho (Mateus 5,1-12a)


Domingo, 1 de Novembro de 2009
Solenidade de Todos os Santos


— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:
3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!
11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.
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EXPLICAÇÃO DO EVANGELHO


O SERMÃO DO MONTE Mt 5,1-12a


Postado por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla


O chamado “Sermão da Montanha”, discurso inaugural do ministério público de Jesus, se estende até ao capítulo 7 do Evangelho de S. Mateus. É o primeiro dos cinco discursos que o evangelista distribui estrategicamente no seu livro. Neste domingo simplesmente ficamos nas bem-aventuranças.
O Evangelho deste domingo nos traz o Sermão da Montanha. Falar dele em poucas palavras é uma missão bem difícil para mim, já que eu olho para ele e vejo uma grande lição em cada versículo.
Sempre que o Sermão da Montanha é mostrado nos filmes, Jesus está andando pelo meio da multidão e falando bem alto. Quando lemos no Evangelho, descobrimos que não foi bem assim, como nos filmes. Na verdade, Jesus olhou para a multidão, subiu o monte em silêncio, e sentou. Os discípulos se aproximaram e sentaram perto d’Ele. Foi então que Jesus abriu a boca e começou a ensinar-lhes. Então se os discípulos estavam perto, não havia por que falar alto! Foi uma “aula particular” para os discípulos, e que deve ter sido bem mais extensa do que as poucas linhas que ficaram registradas no livro de Mateus.
“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” Quem são os “pobres de Espírito”? E por que é deles o Reino dos Céus? Se alguém lhe perguntasse “de quem é o Reino dos Céus?” você responderia “dos pobres de espírito”? Não? Nem eu. Por isso precisei pesquisar outras traduções e estudar sobre o assunto para entender o que está escondido nesse versículo… Pobre em espírito é aquele que tem o espírito vazio de si próprio, a ponto de reconhecer sua pequenez e pedir humildemente que Deus ocupe esse vazio do seu espírito. Não importa se a pessoa é rica ou pobre de dinheiro, pois não é impossível para o pobre ser arrogante, nem para o rico ser humilde. O Reino dos Céus é destas pessoas porque são estas que se permitem ser preenchidas, no seu vazio, pelo próprio Deus. São estas pessoas que espalham as sementes do Reino dos Céus em forma de Amor.
“Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.” Já começo aqui lembrando que só se aflige quem se importa, quem se preocupa. Com que/quem você se importa? Quem está aflito de verdade, chora. Como Jesus chorou no Getsêmani. Você já chorou de arrependimento pelos seus erros? Pelas dificuldades que você teve (ou está tendo) que enfrentar? Acredite: elas foram ou estão sendo necessárias. Se Deus as permitiu, existe uma razão. Você pode até não entender hoje, mas confie em Deus: depois de uma grande aflição, sempre vem uma grande recompensa.
“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.” O verdadeiro manso é aquele que, mesmo tendo a possibilidade e a escolha de aniquilar aqueles que se opõem a ele, escolhe a paciência. No entanto, o verdadeiro manso não é passivo e indiferente ao que é errado, mas defende a Verdade mesmo que isso lhe custe a vida. Nesse mundo cruel em que vivemos, o normal é que os mansos sejam “engolidos” pelos violentos. Mas na lógica de Jesus, quem vai “herdar a terra”, ou seja, quem vai permanecer no final de tudo, são os mansos. Por quê? Porque os violentos matam-se uns aos outros.
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.” Aqui está implícito algo interessante: que neste mundo a justiça é falha. Mas todos nós já ouvimos a expressão: “a justiça divina tarda, mas não falha”. Alguém lhe caluniou? Alguém lhe trapaceou? Alguém lhe condenou e castigou injustamente? Não se preocupe: mais cedo ou mais tarde, essa pessoa terá de acertar as contas com Deus. E, sem sombra de dúvidas, irá colher o que plantou.
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 Capa da Liturgia Diária - Mês de Novembro - Paulus

INTENÇÕES DO MÊS


Todos os meses o Papa Bento XVI, através do Apostolado da Oração, lança à Igreja Católica duas intenções: “Geral e Missionária”. E para essas duas intenções ele pede reflexão e oração.


Geral: 


Para que as pessoas no mundo inteiro, especialmente os responsáveis pela política e economia, não deixem de se empenhar para cuidar da criação.

Missionária:


Para que os crentes das várias religiões, com o testemunho da própria vida e por meio do diálogo fraterno, ofereçam uma demonstração clara de que o Nome de Deus é portador da paz.

COMEMORAÇÕES DO MÊS

01.  Todos os Santos e Santas
02.  Fiéis Defuntos
03.  São Martinho, de Lima
04.  São Carlos Borromeu
05.  Beato Mariano Aparício
08. XXXII Domingo Comum
09. Basílica de Latrão
10. São Leão Magno
11 .São Martinho de Tours
12. São Josafá
15. XXXIII Domingo Comum
16. Santas Margarida e Gertrudes
17. Santa Isabel da Hungria
18. Basílicas de Pedro e Paulo
19. Santos Roque, Afonso e João
20. Dia da Consciência Negra
21. Apresentação de Nossa Senhora
22. Cristo Rei / Dia do Leigo
23. Santos Clemente e Columbano
24. Santo André Dung-Lac
25. Santa Catarina de Alexandria
26. Beato Tiago Alberione / Dia de Ação de Graças
29. I Domingo do Advento
30. Santo André.

Santos e finados

Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó

Caindo de domingo o dia primeiro de novembro, o calendário religioso acerta o passo com uma antiga tradição. Neste ano será possível celebrar em seqüência o dia de todos os santos, e logo em seguida, o dia dos finados.

Santos e finados fazem parte do quadro de referências que compõem uma cosmovisão que procura integrar os diversos aspectos da realidade e da vida humana, numa tentativa de harmonizar todas as coisas num universo que tenha sentido. E´ o que todas as religiões procuram fazer: buscar o sentido último de todas as coisas.

Independente do mérito objetivo destas duas celebrações, elas fazem parte da visão de conjunto que a fé cristã apresenta, e que é explicitada ao longo de cada ano pelas celebrações tradicionais que compõem o calendário litúrgico da Igreja.

A questão de fundo, em ambas, é a esperança na vida além da morte, interrogação que acompanha fatalmente nossa condição humana de seres mortais, mas capazes de se perguntar pelo sentido de sua existência.

A este respeito, todos têm o direito de expressar suas convicções, e de formular também suas projeções além dos limites de nossa compreensão humana. Mesmo sem lançar mão dos dados oferecidos pela fé, é legítimo o esforço de encontrar suporte racional para a esperança de uma sobrevida. Pois na verdade, o fato de sermos capazes de interrogar a eternidade, já é sinal de que somos feitos para ela.

Mas é interessante observar que a fé cristã não se baseia em garantias racionais para cultivar sua esperança na vida eterna. Ela parte de outro princípio. Ela funda sua esperança na maneira como Deus se revelou. Assim, a vida eterna é uma dedução, uma conseqüência, um corolário, uma derivação de como Deus manifestou o mistério de sua própria existência.

No tempo Jesus havia dois grupos que se opunham frontalmente a respeito da ressurreição. Os fariseus afirmavam convictos que havia. Os saduceus desdenhavam esta fé e se diziam abertamente contrários à ressurreição. Foi a propósito deles que Jesus precisou tomar posição, com a surpreendente resposta dada aos zombadores da vida futura. Jesus não se posicionou diretamente a favor da ressurreição. Jesus encontra o fundamento da ressurreição nas palavras ditas por Deus a Moisés: “eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó”. Daí ele tira a surpreendente conclusão, que serve de fundamento para a fé cristã: “ora, Deus não é um deus de mortos, mas Deus de vivos!”.

Para os cristãos, a vida eterna não é entendida como conseqüência de uma suposta imortalidade de nossa alma. Isto pode servir de suporte. Mas não mora aí a razão de nossa esperança, como São Pedro nos aconselha a buscar sempre. Nossa fé na ressurreição é muito mais consistente do que um simples raciocínio filosófico.

Colocados os fundamentos da fé, é claro que a razão pode perceber neles a coerência interna, que a teologia procura encontrar, como “fides quaerens intellectum”, no dizer de Santo Anselmo.

Se já o Antigo Testamento oferecia base sólida para a fé na ressurreição, muito mais o Novo Testamento, que se constrói todo ele em torno da fé na Ressurreição de Jesus. Depois de citar os fatos que servem de fundamento para o Evangelho, escrevendo aos coríntios, São Paulo tira a conclusão certeira e definitiva: “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer que não há ressurreição dos mortos?” A fé na ressurreição de Cristo, e em consequência, da nossa ressurreição, é o núcleo aglutinador que harmoniza todo o conjunto da vida humana, com suas certezas presentes, e com sua esperança no futuro.

Celebrando santos e finados, rendemos homenagem ao Deus dos vivos, “pois para ele todos vivem”.

Dom Luiz Demétrio Valentine

Bispo Diocesano de Jales

31/10/2009 - 13h00

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Dia de Finados

deve ser movimentado em todo o país

Os cemitérios do país devem receber milhares de visitantes nesta segunda-feira, 2, por ocasião do Dia de Finados. Para acolher todos os visitantes, o horário de funcionamento dos cemitérios foi ampliado. A maioria abrirá suas portas logo cedo, às 7h, e permanecerá aberto até às 18h. 

O Dia de Finados foi criado por Santo Odilon que, enquanto era Abade de Cluny, introduziu a celebração em todos os mosteiros de sua jurisdição, entre os anos 1000 e 1009. Na Itália em geral, a celebração já era encontrada no fim do séc. XII e, mais precisamente em Roma, no início do ano de 1300. Foi escolhido o dia 2 de novembro para ficar perto da comemoração de todos os santos (1º de novembro).

Neste dia, a Igreja especialmente autoriza cada sacerdote a celebrar três Missas especiais pelos fiéis defuntos. Essa prática se remete ao ano de 1915, quando, durante a Primeira Guerra Mundial, o Papa Bento XV julgou oportuno estender a toda Igreja esse privilégio de que gozavam a Espanha, Portugal e a América Latina desde o século XVIII.

Veja como será o Dia de Finados em algumas capitais do Brasil

Rio de Janeiro

O Arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, presidirá uma Missa, às 15h, no Portal da Saudade, localizada no subsolo da Catedral de São Sebastião.

Também nos Cemitérios serão celebradas várias Missas ao longo do dia, para que todos os fiéis possam participar e rezar pelos seus entes queridos.

Belo Horizonte

Na capital mineira, as Missas do Dia de Finados serão realizadas em vários horários nos três cemitérios da cidade. O Bispo Auxiliar da Arquidiocese, Dom Joaquim Mol, celebrará a primeira Missa no Cemitério Bosque da Esperança, às 9h.

Brasília

O Arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, irá celebrar uma Missa nesta segunda-feira, às 17h, na Catedral Metropolitana. Mas durante todo o dia, já a partir das 8h, serão celebradas Missas nos cemitérios da capital, inclusive nas cidades satélites: Brazlândia, Gama, Planaltina, Sobradinho e Taguatinga.

Salvador

Na capital da Bahia, o Cardeal Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnelo, presidirá duas Missas nesta segunda-feira. Uma às 9h no Cemitério Campo Santo e outra às 16h, no Bosque da Paz.

Da mesma forma que nas outras cidades, haverá diversas Missas durante todo o dia, nos cemitérios de Salvador.

Durante essa semana, a arquidiocese promoveu uma Semana de Evangelização para preparar os fiéis para o verdadeiro sentido do feriado.  

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Amanhã, dia 02, segunda-feira, Dia de Finados, nosso Blog homenageará nossos entes queridos e explicará "o sentido do Dia de Finados".


Lusmar Paz
Aracoiaba - Ceará.



2 comentários:

Brisa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Brisa disse...

VEJA LUSMAR, EU SOU O NUMERO 7000, QUE TAL? "Alcançamos o número 7000 de visualizações. Deus lhes pague!!!" SUCESSO GAROTO....Sua amiga e admiradora Rose